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Elas já estavam juntas por quase um mês, mas ninguém além delas sabia oficialmente sobre o namoro. Planejavam contar primeiramente aos pais de Caitlyn, pensando detalhadamente em como o fariam, entretanto, boatos começaram a correr entre os colegas de trabalho, talvez não fossem tão boas em esconder as olhadas indiscretas e os sorrisos apaixonados quanto imaginavam. Visando evitar grande alarde entre o grande escalão da Cidade do Progresso, decidiram contar elas mesmas antes que chegassem aos ouvidos deles por meio de fofocas tendenciosas de membros do conselho.
Tinham certo receio da reação dos pais de Caitlyn, principalmente da Sra. Kiramman. Apesar de sempre ser muito educada e dedicada, assim como a filha, não compartilhava do jeito carinhoso e acolhedor da jovem atiradora, tais característica foram inegavelmente herdadas de seu pai. As conversas entre a matriarca e a rosada não passavam de cordialidades, assuntos sobre a segurança da cidade e vigilância sobre a saúde de Cait, mesmo parecendo um pouco impessoal, ambas compreendiam que era a forma peculiar de se darem bem.
Em contraponto, o Sr. Kiramman acolheu Violet de maneira carinhosa, quase paternal, mesmo não se parecendo com os pais que teve outrora. Após missões contra os capangas de Sevika ele lhe ensinara a fazer curativos assepticamente corretos, o que era quase impossível onde cresceu, e fazer pequenos reparos em suas manoplas. O homem afetuoso a tratou tão bem que até despertou certo nível de ciúmes em Caitlyn, mas ao mesmo tempo amava observava as interações admirada.
- Já que nenhuma de nós duas quer que a fofoca estrague a relação estranhamente boa com seus pais nós vamos conversar com eles durante o jantar certo, Cupcake? – Questionou sentada na ponta da grande cama da atiradora enquanto retirava a camiseta do uniforme.
- Sim, meu bem. – Respondeu encarando o corpo musculoso.
- Então vamos aproveitar nosso último momento de amor às escondidas. – Puxou Caitlyn para seu colo. – Que tal um banho juntas?
- Não posso pensar em nada melhor. – Vi a beijou se levantando segurando suas nádegas enquanto Cait passava suas pernas ao redor da rosada.
A atiradora estava perceptivelmente nervosa com o que poderia acontecer logo mais, entretanto, Vi sabia como a tranquilizar. Em pouco tempo de relacionamento Violet já havia compreendido que quase todo o nervosismo e estresse de Caitlyn podiam ser curados com risadas de suas piadas irônicas, doces e sexo, de preferencial por horas a fio. Além de ter descoberto que a doce herdeira Kiramman, não era tão doce assim durante o sexo, para sua sorte.
Violet carregou Caitlyn até o chuveiro, retiraram o restante de suas roupas às pressas e abriram o registro. Pressionou a tiradora contra o revestimento frio da parede enquanto se beijavam intensamente. A água quente do chuveiro dançando sob elas enquanto suas mãos passeavam pelos corpos uma da outra. Vi desceu seus beijos ao longo da pele úmida de Cait até chegar em seus seios, ao abocanhar um dos mamilos a atiradora gemeu arranhando as costas tatuadas. Descendo a mão pelo corpo esguio a rosada chegou à intimidade já lubrificada da mais alta, que arfou com o contato. Os movimentos circulares no clitóris eram lentos, mas bem ritmados, os quadris de Caitlyn se moviam em sincronia aos movimentos da rosada, buscando intensificar a sensação de prazer.
- Vi, mais rápido por favor. – Implorou em um fio de voz. – Eu preciso gozar e vou te fazer gozar, mas não temos muito tempo.
- Eu sei que não temos muito tempo, mas não disse em momento nenhum que iria dar para você, vadia. – Em um movimento rápido agarrou o pescoço de Caitlyn e a penetrou com dois dedos.
- AAAH! ISSO, VI. – Gemeu alto. – Me fode com força. – Pediu com a voz entrecortada pela respiração ofegante.
Violet prontamente atendeu o pedido da atiradora, intensificando o ritmo das estocadas, acariciando o clitóris com o dedão e aumentando a pressão de seus dedos contra o pescoço de Caitlyn, que não aguentou por muito mais tempo chegando ao clímax. Suas pernas estavam bambas e se não fosse a rosada a puxando para um último beijo ela teria caído. Violet ajudou Cait, que ainda estava tremula, a se ensaboar e lavar os cabelos e enquanto ensaboava o próprio corpo a atiradora a abraçava por trás.
Vi carregou Caitlyn nas costas para voltar ao quarto, mas não sabia ao certo se por precisar ou por puro charme, a acomodou sentada na ponta da cama e se dirigiu ao closet para auxiliá-la a escolher uma roupa para o jantar e pegar um par de suas calças pretas que haviam deixado lá e uma camisa branca que a atiradora deu a ela, mas não estava lá.
- Cupcake, aqui está a roupa que você pediu. – Entregou um conjunto de saia e blazer, de um roxo escuro, e uma camisa de seda branca. – Mas a camisa chique que me deu não estava lá, devo ter esqueci de deixar aqui ontem. – Disse vestindo as calças e as bandagens nos seios. – Vou bem rápido no quarto, que talvez deixe de ser meu mais tarde, para terminar de me vestir.
- Ok, mas volta rápido por favor estou começando a ficar ansiosa de novo e não temos tempo para nos distrairmos fazendo sexo mais uma vez. – Beijou Violet até chegarem na porta.
- Pode deixar, Cupcake. – Disse abrindo a porta. – Volto antes de você terminar de se vestir, quer apostar?
- Quero, o que vou ganhar de você? – Vi agarrou a cintura, ainda envolta pela toalha, puxando Caitlyn para mais um beijo.
- Lembra que esses dias estávamos conversando sobre experimentar coisas novas durante o sexo. - Caitlyn concordou com a cabeça. – Então quem ganhar vai poder fazer o que quiser com a outra.
- Absolutamente tudo? - Questionou curiosa.
- Sim, Cupcake? E aí, o que acha? – Arqueou a sobrancelha.
- Perfeito! – Respondeu animada. – Agora vai logo, pois tenho uma aposta a ganhar e meus pais chegaram a qualquer momento.
Caitlyn se vestiu o mais rápido que pode e ao ouvir a porta sendo aberta falou sarcasticamente.
– Acho alguém aqui ganhou a nossa pequena aposta. – Disse sem encarar a porta.
- Que aposta, minha filha? – Sua mãe a encarou com uma expressão confusa.
- Oh, nada demais, mãe. – Sentiu suas bochechas corarem. – Pensei que fosse a Vi entrado, nós estávamos conversando agora pouco, mas ela foi buscar algo no quarto. – Explicou nervosamente.
- Ok, ela sempre está no seu quarto, chega até mesmo ser estranho entrar aqui e não a ver. – Sorriu suavemente. – Apenas vim avisar que já colocaram a mesa do jantar e estamos esperando vocês.
Assim que a Sra. Kiramman desceu as escadas Violet apareceu na porta do quarto de sua namorada.
- Parece que chegou a hora, Cupcake. – Deram as mão e seguiram rumo a sala de jantar.
Desceram em silencio. Violet como sempre queria se mostrar inabalável, principalmente para dar força a atiradora, mas seu coração estava batendo tão rápido que chegava a doer e sua mão soava sob a mão fria de Caitlyn. Pouco antes de chegarem à porta da sala de jantar soltaram as mão e a herdeira Kiramman puxou Vi para um abraço forte, quase desesperado.
- Aconteça o que acontecer, não desiste de nós dessa vez, por favor. – Disse em um fio de voz sentindo seus olhos começarem a lacrimejar.
- Claro que não. – Acariciou a bochecha da namorada. – O que nós temos é precioso demais para se deixar, ainda mais a essa altura. – Sorriu e selou seus lábios rapidamente. – Eu não sei mais viver sem você, Cupcake.
Como de costume sentaram-se lado a lado, com Caitlyn de frente a sua mãe e Vi de frente a seu pai. Devido ao nervosismo mal tocaram na comida em seus pratos, o que era completamente oposto do usual apetite voraz de Violet que já conheciam tão bem.
- Por acaso está acontecendo algo grave na cidade que não fomos informados? - O Sr. Kiramman questionou preocupado.
- Não pai, por que a pergunta? – Forçou um sorriso enquanto olhava de relance para Vi.
- Vocês estão quietas, parecendo meio apáticas. – A Sra. Kiramman respondeu.
- Bom... Temos algo a contar a vocês, mas não tem nada a ver com o trabalho. – Vi disse e pegando uma das mãos de Cait que repousava em cima da mesa tentando a encorajar.
- Já faz um tempo queremos contar, mas sinceramente estive morrendo de medo da forma como reagiriam. – Respirou fundo. - Muitas vezes na vida senti que decepcionei vocês por minhas escolhas e ideais, mas sempre ignorei essa sensação para evitar deixar de ser quem eu era, quem sou agora e como quero ser no futuro. Mesmo desejando muito ouvir de vocês que me amariam mesmo sendo diferente do que esperavam, nunca o fiz por medo, porém agora as coisas são um pouco diferentes. - Apertou a mão de Violet. – Essa não foi uma decisão, são meus sentimentos e, de todo coração, espero que vocês ao menos tentem compreender. Já faz algumas semanas que nos acertamos e não queremos nos esconder de ninguém e as primeiras pessoas para quem decidimos contar foram vocês... Bom, nós estamos namorando.
Assim que terminou de falar Caitlyn sentiu como se o peso do mundo tivesse sido arrancado de seus ombros. Olhou para Violet que sorria para ela, até parecia estar inabalável com a situação, mas sua mão em contato com a da atiradora estava suando frio. O casal Kiramman as encarou, com expressões impassíveis, em silencio por minutos que pareceram intermináveis.
- Caitlyn, minha querida. – A voz do Sr. Kiramman era suave e doce, como sempre. “Deve ser um bom sinal” Vi pensou. – Sinto muito por termos a feito se sentir assim. Sempre fizemos de tudo pelo que considerávamos ser melhor para você, mas deveríamos ter levado mais em consideração suas opiniões.
- Seu pai tem toda razão. Pensamos demais em sua segurança e nas habilidades que julgamos perfeitas para nossa filha ao invés de pensar no que iria te fazer feliz. – Seu tom era suave, quase doce, soando de uma maneira completamente nova para Violet e quase esquecida por Cait. – Podemos ter nos intrometido em muitas áreas de sua vida, mas quem amar certamente não é uma delas, até porque se fosse assim nunca teríamos acolhido Violet aqui.
- Como é? – As jovens disseram em uníssono e os mais velhos riram.
- É impossível não ver o jeito apaixonado com o qual vocês se olham e a bolha que criam quando estão juntas, parece que não há mais ninguém no lugar. - O Sr. Kiramman disse sorrindo.
- Além de esconderem muito mal as marcas que deixam uma na outra. – Sra. Kiramman ironizou. – Falando nisso, já que vocês são oficialmente um casal, Violet, a partir de hoje você não irá dormir no quarto de hóspedes novamente. Amanhã pedirei para um empregado retirar suas coisas de lá...
- Então a senhora diz nos aceitar, mas vai expulsá-la de casa? – Caitlyn interrompe sua mãe.
- Não, minha filha. Irei pedir para levarem as coisas dela para o seu quarto. E finalmente vou poder andar pela casa sem vê-la se esgueirando seminua pelos corredores. – A fala da matriarca deixou as jovens coradas.
- Quantas vezes a senhora me viu saindo do quarto da Cait?
- Bem mais do que gostaria. – Sorriu maliciosamente e bebeu um gole do vinho de sua taça. – Vocês não foram tão discretas ou silenciosas quanto pensaram.
