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Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Collections:
Loading, Sunoo and niki
Stats:
Published:
2026-07-19
Words:
1,981
Chapters:
1/1
Kudos:
7
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1
Hits:
57

O único.

Summary:

Apenas um dia normal ou talvez muito mais fofinho na vida de Niki e do seu ômega grávido.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

Aquela manhã se iniciava com o cheiro de pêssego inundando o quarto. Era sábado, um dos poucos dias na semana em que era liberado dormir até um pouco mais tarde, todavia, desde que a barriga de Sunoo Nishimura havia aumentado, duplicado de tamanho naquele sétimo mês, depois de algumas horas se tornava um incomodo qualquer posição no colchão, não importava se estivesse abraçando aquele travesseiro enorme, comprido, ou se fosse acomodado nos braços de seu alfa, Niki, em meio ao cheiro que ele soltava para confortar seu pequeno ômega, no ninho quente, entre beijos longos e estalados, no final, Sunoo sempre acabava suspirando com a pequena Sunshine que passava por um momento de pura exploração dentro do útero tão esticado, ela parecia amar mergulhar, chutar, empurrar a mãozinha e alongar ainda mais Kim, projetando uma ardência clara, tornando sua pele fina, e isso era o suficiente para ele bufar, reclamar, choramingar e dar vida ao bico gigante.

Ele sempre foi um grande reclamão, mas a gravidez havia feito cada manha mais precisa graças aos hormônios tão presentes, isso o tornava fofo, mas apenas Niki pensava assim e ele preferia desse jeito, ou com certeza receberia um “o meu sofrimento é mesmo uma piada para você, não é Nishimura?!” e por mais que essa reclamação com certeza viesse acompanhada da voz dengosa que tanto amava, o alfa se negava a se expressar tanto enquanto Sunoo bufava por aí.
Talvez depois que a menininha nascesse, ele citasse o quanto cada reclamação alheia o fazia feliz também, visando que de todo modo o seu Sunoo era a coisinha mais linda, perfeita, delicada e entre outros sinônimos graciosos, e agora, redondo igual a uma bolinha, tudo elogio parecia ainda mais intenso.

Niki estava apoiado em alguns travesseiros em cima da cama, havia puxado o de Sunoo para ficar mais confortável e também para sentir seu cheiro mais perto - de fato, não era suficiente o aroma doce de pós banho se espalhando pelos cômodos, Niki precisava de mais. Enquanto isso mexia no celular, via vídeos de dança naquela manhã antes de desviar a atenção para a figura que saia do banheiro; cabelos úmidos, pantufas de uma raposinha rosa e um pequeno shortinho de seda em um tom de amarelo bebê, o tecido se firmava bem na bunda bonita, grande e arrebitada, mas na parte da frente, a barriga caia por cima da peça, se revelando com firmeza e certo peso.

Ele parou na frente do espelho e Niki viu o hidratante em suas mãos, o modo em que, focado no próprio reflexo, Sunoo abriu o produto e o deixou cair no topo da barriga bem esticada, brilhante, naquele tom pêssego. Nishimura respirou fundo, pegando mais dos fluidos doces, chegando a fechar os olhos, para depois voltar a focar no marido deslizando o creme pela barriga com calma, movimentos leves, precisos, tomavam toda a derme esticada. Era lindo, amável.

De fato, o japonês já havia perdido as contas de quantas vezes segurou um grito de pura alegria de ver cada natural graça e extrema fofura vindo de Sunoo simplesmente por ele existir e agora carregar a pequena filhote deles.

Eram incontáveis momentos, Niki poderia listar alguns. . como a forma que os suéteres que compraram no inicio da gestação agora deslizavam pela protuberância e não cobriam Sunoo como deveria. O modo em que seu andar se tornou mais engraçado, parecia um patinho redondo, indo para lá e para cá. O quanto ele havia ganhado mais bochecha, mais gordurinhas nos dedos, os quadris se alargaram de forma liquefaz, derretendo mais entre os dedos que Niki quando o agarrava.

Havia algo no modo que os pés, agora pães fofos e gordinhos deslizavam entre o toque de Nishimura, sempre que os pegava para hidratar e evitar quaisquer rachaduras, ao mesmo tempo que aliviava o esposo do peso que carregava todo os dias. Sunoo também desenvolveu uma mania adorável, em que os braços se apoiavam na barriga enquanto aguardava qualquer coisa ou estava pensativo. Seu modo de pedir ajuda para levantar era gracioso em conjunto, pois antes ele sempre tenta fazer isso sozinho, ficando vermelho em um misto de raiva e cansaço, já tão afundado no sofá quanto no início.

Existia algo que também comovia o papai babão, e era a forma que Sunoo se enfiava no ninho deles e perdia horas falando com Sunshine, vendo dorama “juntos”, tornando engraçado a forma que ele pedia a opinião dela e ás vezes era respondido com um chute ou aquela passada de dedinhos e depois a retrucava, questionando se a bebê não havia gostado da cena em específico, e ás vezes quando estava próximo da barriga graciosa, Niki conseguia sentir, de fato, Sunshine demonstrar seus gostos por aquelas novelas enroladas, dramáticas, mas que a mamãe dela amava.

Toda a necessidade de Sunoo, agora ainda mais precisa era outra parte dessa gestação que Niki gostava, pois era ótimo se sentir mais útil para Sunoo, seja para o ajudar a colocar ou tirar os sapatos, ele também não empurrava alguma cadeira para lá e para cá só para alcançar coisas no alto, mas sim chamava Niki e ficava o olhando com um bico emburrado, sentindo uma leve falta de ser mais livre, e tão limitado graças a barriga de grávido.

Todos esses momentos, preenchidos por suspiros, alguma reclamação e aqueles lábios brilhantes projetados para frente era tudo que Nishimura mais amava. Era tudo uma grande mistura de amor, no cuidado, conforto, na fofura estrondosa que se instalava cada dia e noite na relação perfeita do casal. E Niki sabia, depois que Sunshine nascesse, que iria sentir falta da bolotinha em meio a roupas as vezes justas ou muito folgadas pelos cômodos, naquele vicio que apenas piorou após a gravidez que era Sunoo comendo sempre seu amado chocomenta ou bolinhos recheados de chocolate; a forma que o corpo rechonchudo se acomodava entre cada curva esguia de Nishimura.

E porra, haviam seus picos de energia onde ele se sacudia pela casa, aqueles quadris tão belos, largos demais, se movendo de um lado para o outro, entre reboladas que nem mesmo a gravidez foi capaz de corromper, muito pelo contrário, ele dominava bem cada movimento enquanto cantava, sempre em seu próprio mundo. Pirando Niki que sempre o pegava de surpresa constantemente enquanto Sunoo curtia seus próprios momentos, mas também, quando o alfa se aproximava, o tomando em seus braços, a sensibilidade da gestação gritava, entre ousadia, felicidade e toda a necessidade que sentia por Niki, Sunoo gostava de agarrar aquelas mãos presas em seu corpo e ainda continuar cada movimento, roçando no parceiro, sem vergonha alguma do modo em que era instantâneo o cheiro de pêssegos se tornarem mais úmidos, lubrificados, graças a um ato tão simples de Niki.

E é, havia isso também, a fragilidade de Sunoo era algo bem mais forte, sensível, entregue até demais a qualquer enlace, olhar, toque, no deslizar das mãos de Niki por seu corpo, e o alfa amava isso, gostava de saber o quanto sua presença mudava o esposo, e sempre era agraciado pela imagem dele sendo tão bonita, as bochechas em carmesim, a respiração mais audível,
olhos pidões. .

— Niki? - o tom baixo soou e ele piscou, aliás ainda observava aquela rotina calma de Sunoo em hidratar a barriga. — Está me escutando?

— Agora sim. . desculpa, estava pensando.

— No que? - perguntou e voltou a se olhar no espelho, o cabelo úmido balançando para trás e passou a mão pela protuberância.

Não houve uma resposta, mas ele sorriu quando viu o corpo alto aparecer pelo reflexo do espelho, os dedos deslizando por baixo da barriga redonda e a segurou um pouco, o alivio instantâneo na coluna de Sunoo o fez gemer em puro agradecimento, a cabeça tombando para trás, no ombro nu do esposo e depois existiu a quentura do peitoral dele em suas costas.

— Estava pensando em vocês, - a cabeça de moveu, beijando a bochecha quente. — no quanto você ficou ainda mais fofo assim. - soltou a risada rouca, Sunoo deixou um sorriso se esticar, concordava com o homem. — E posso confessar algo? - perguntou e teve no mesmo instante a confirmação alheia. — Depois que ela nascer, no seu próximo cio eu irei colocar outro bebê em você, e seguiremos assim até termos mil lobinhos pela casa. - Niki mordeu o próprio lábio para não rir, por mais que fosse uma brincadeira, havia uma pitada forte de verdade ali, gostaria de ver o seu omega rechonchudo mais vezes.

Claro que a reação de Sunoo foi uma explosão engraçada, entre a confissão firme de lhe colocar outro bebê que fez o corpo gordinho ferver em vergonha, as coxas se pressionando uma contra a outra, um registro firme da onda sensível que estava, e em uma mistura irritada, que só apareceu para não dar brecha para qualquer razão e sua aprovação a aquilo que Nishimura havia falado.

— Vá sonhando. - disse, firma e com um toque dos quadris empurrou Niki levemente para trás, Sunoo abraçou sua barriga e caminhou até a cama, se sentou. — Sonhe mesmo, Nishimura, pois eu jamais vou carregar outro projeto de bebê gigante seu! Olha como ela me deixa. .

E lá estava, o tom manhoso, o bico grande, o corpo se encolhendo, o olhar baixo, era como encontrar uma mina de ouro. Niki andou até ele, se ajoelhando em sua frente e capturando aquele tom de mel sobre si.

— Como ela te deixa? - questionou, as mãos alisando as coxas grossas, Sunoo no mesmo instante sentiu a coluna se endireitar, o calor tomou mais do que seu corpo, e encarando Niki ele enxergou a possessão, desejo, cada beleza que ele enxergava no rosto de sua raposinha, ele sequer precisava dizer algo, o conhecia bem para entender qualquer movimento. — Ela te deixa ainda mais bonito, irresistível. Queria que você pudesse enxergar através de meus olhos o quanto a gravidez te deixou ainda mais radiante, mas fico feliz de ser o único a te ver assim. . Sorrindo mais, fazendo esses bicos grandes, puxando as roupas para baixo enquanto dorme, só para a cobrir melhor, ou como se aninha em mim e eu sinto vocês felizes com o meu cheiro. - ele beijou a barriga, e depois soltou um riso nasal quando viu a breve pressão feita de dentro para fora. — É, estou falando de você também.

Os olhos foram para Sunoo e viu aqueles olhos brilhantes.

— Você é ridículo. - murmurou, as mãos passando por seus olhos para se livrar da emoção. Os ombros nu de Niki se moveram, não ligando:

— Será que se eu te falar todos os dias essas coisas bonitas, você me da os meus mil bebês?

— Não.

— Certeza? - provocando ele cutucou a barriga de Sunoo, subindo os dedos pela lateral dele, indo até as axilas e escutou aquela risada aparecer, os olhos em riscos lindos, o corpo indo para trás e de fato caindo na cama macia e ele se encolheu para escapar daquelas cocegas. — Hm? Certeza?

— Eu-eu. . - mal conseguia falar, mas Niki soube quando parar, Sunoo também perdia o fôlego com facilidade nessa reta final da gestação.

Selou de novo a barriga dele e depois subiu na cama, tomando um dos lados do corpo de Sunoo e o viu rapidamente se acomodar próximo da Nishimura, aninhando entre o peito dele, a barriga chegando a empurra-lo um pouco, mas seu braço agarrou o quadril do esposo e o grudou a si.

— Irei pensar sobre os mil bebês. - murmurou, o sorrisinho era fofo demais, encolhido, amando aquilo. — Mas só porquê você está sendo um bom papai.

— Fico feliz. - apesar de toda a brincadeira, Niki era sincero. — Desde que te conheci meu único sonho era te fazer feliz e depois te dar uma família, e eu consegui. - puxou a mão para tocar Sunshine.

— Uhum. . - fechou os olhos em meio ao cheiro dele, o quente da aproximação, o coração se acalmava. — Você sempre foi o único capaz de fazer coisas tão maravilhosas para mim e a nossa bebê, Niki.

Notes:

Após ler algumas oneshots assim senti vontade de escrever a minha própria, espero que quem chegou até aqui tenha gostado !