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Minha Brat

Summary:

Catra sempre foi uma rebelde, mas quando finalmente é capturada por Bright Moon, sua sentença vem na forma da última pessoa que ela esperava: Adora, a cavaleira mais forte do reino. Determinada a ensinar disciplina à gata rebelde, Adora assume sua custódia — mas o que começa como um treinamento de reabilitação logo se transforma em algo muito mais profundo. Entre provocações, punições e uma atração inegável, Catra precisará aprender a confiar, se render... e talvez, finalmente, encontrar um lar.

Work Text:

O salão do trono de Bright Moon brilhava com a luz etérea das gemas incrustadas nas colunas de cristal. Cada passo ecoava contra o chão de mármore polido, um som que deveria inspirar respeito e admiração. Para Catra, era apenas mais um lembrete de tudo que ela odiava naquele reino.

Ela estava de joelhos.

Não por escolha própria, claro. Correntes de prata encantada prendiam seus pulsos atrás das costas, e uma coleira de ferro frio cercava seu pescoço, conectada a uma corrente que a guarda real segurava com força. Seus cabelos desgrenhados caíam sobre seu rosto, escondendo o olhar desafiador que ela lançava a todos que se atreviam a encará-la.

"Você foi capturada invadindo os celeiros reais," a voz de Glimmer ecoou do alto do trono. A jovem rainha de Bright Moon parecia mais cansada do que irritada — algo que Catra considerava uma vitória pessoal. "Esta é a terceira vez este mês, Catra."

"A quarta, se você contar aquela vez que eu escapei," Catra respondeu, um sorriso torto se formando em seus lábios. "Mas eu sei que você é péssima em matemática, então tudo bem."

Um murmúrio percorreu a corte. Glimmer apertou os olhos, suas mãos brilhando com energia mágica contida. "Você está testando minha paciência."

"Estou? Que surpresa." Catra inclinou a cabeça, exagerando um olhar de inocência. "Eu juro que só estava tentando ajudar. Vocês têm tanto estoque de comida, e eu pensei que talvez pudessem compartilhar com os menos afortunados. Sabe, como as pessoas que vocês supostamente governam?"

"O que você faz com a comida que rouba?" perguntou uma voz grave e firme.

Catra sentiu um arrepio percorrer sua espinha , não de medo, mas de algo muito mais complicado. Ela levantou os olhos e encontrou os de Adora.

A cavaleira mais forte de Bright Moon estava de pé ao lado do trono, sua armadura de prata e azul brilhando sob a luz do salão. Sua presença imponente preenchia o espaço ao seu redor, e seus olhos azuis — tão azuis quanto o céu de verão — estavam fixos em Catra com uma intensidade que fazia seu coração disparar.

"O que você acha que eu faço?" Catra perguntou, forçando um tom casual. "Eu como. Eu vendo. Eu distribuo. Você sabe, coisas que pessoas normais fazem com comida."

"Você está causando caos," Adora disse, dando um passo à frente. "Roubar suprimentos do reino não é ajudar ninguém."

"Oh, desculpe, grande cavaleira." Catra rolou os olhos. "A próxima vez que eu vir crianças passando fome nas ruas, vou lembrá-las que é melhor ter fome do que 'causar caos'. Tenho certeza que elas vão entender."

Adora franziu a testa, mas antes que pudesse responder, Glimmer levantou a mão. "Chega. Catra, você está sendo acusada de roubo, incitação à desobediência civil e invasão de propriedade real. Como se declara?"

Catra puxou a corrente, fazendo o guarda cambalear ligeiramente. "Culpada. Culpada. Culpada." Ela sorriu, mostrando os dentes. "Mas você sabe o que mais? Eu faria tudo de novo. E de novo. E de novo."

"O que vamos fazer com você?" Glimmer murmurou, mais para si mesma do que para a sala.

"Você poderia me soltar," Catra sugeriu. "Sabe, como um gesto de boa vontade. Eu prometo que não vou roubar nada por... hm... digamos, duas semanas. Talvez três, se você pedir bem."

Glimmer riu, mas não havia humor em seu olhar. "Você é impossível."

"Não, eu sou uma gata. Há uma diferença."

A rainha se virou para Adora. "O que você sugere? Você a conhece melhor do que ninguém."

Adora hesitou. Catra observou cada microexpressão em seu rosto — a forma como seus olhos se desviavam, o jeito que sua mandíbula se tensionava. Ela conhecia Adora melhor do que qualquer pessoa, e sabia exatamente o que estava passando pela cabeça da cavaleira.

"Ela precisa aprender disciplina," Adora disse finalmente. "Passar tempo na masmorra não parece funcionar."

"Porque eu sempre escapo," Catra interrompeu, orgulhosa.

"Isso." Adora olhou para ela, e Catra sentiu o calor daquele olhar como um fogo baixo em seu peito. "Ela precisa de algo que a segure. Algo que a faça pensar antes de agir."

Glimmer inclinou a cabeça. "O que você está sugerindo?"

Adora deu mais um passo à frente. "Deixe-a sob minha custódia. Eu vou supervisionar sua reabilitação."

A sala explodiu em sussurros. Catra sentiu seus ouvidos queimarem — não de vergonha, mas de uma mistura confusa de raiva e... algo mais. Algo que ela se recusava a nomear.

"Sob sua custódia?" Catra repetiu, rindo alto. "Como o quê? Sua pet? Sua prisioneira pessoal?"

"Como minha responsabilidade," Adora respondeu, e suas palavras foram tão firmes que silenciaram todos os sussurros. "Eu vou garantir que ela pague por seus crimes da maneira certa."

Glimmer estudou as duas por um longo momento. Finalmente, ela assentiu. "Muito bem. Mas se ela fugir ou causar problemas..."

"Ela não vai." Adora olhou para Catra com uma determinação inabalável. "Eu não vou deixar."

A cela de Catra estava longe de ser confortável, mas também não era a masmorra úmida e escura que ela esperava. Era uma sala pequena, com uma cama simples, uma mesa e uma janela alta que deixava entrar um pouco de luz da lua. As correntes em seus pulsos foram removidas, mas a coleira ainda estava em seu pescoço — uma lembrança constante de sua situação.

Ela estava deitada na cama, olhando para o teto, quando a porta se abriu.

Adora entrou, carregando uma bandeja com comida. Ela havia tirado a armadura e estava vestindo uma túnica simples azul-claro, seu cabelo loiro preso em um rabo de cavalo baixo. Na luz suave da sala, ela parecia menos uma cavaleira intimidadora e mais... humana.

"Não vou comer," Catra disse antes que Adora pudesse abrir a boca.

"Você precisa comer."

"Eu não preciso de nada que você me dê."

Adora colocou a bandeja na mesa e se sentou na única cadeira, cruzando as pernas. "Você vai passar fome por orgulho?"

"Se for necessário." Catra se virou na cama, de costas para Adora. "Vá embora, Adora. Você não é minha babá."

"Eu sou sua responsável agora."

"Que seja." A voz de Catra tremeu ligeiramente, e ela odiou isso. "Você pode tentar me quebrar o quanto quiser. Isso não muda nada."

Houve um longo silêncio. Então Catra ouviu o som de passos se aproximando, e antes que pudesse reagir, Adora estava sentada na borda da cama.

"Catra," ela disse, e seu nome soou tão macio na voz de Adora que doeu. "Por favor."

"Por favor, o quê?" Catra se virou, seus olhos brilhando com raiva e algo mais. "Por favor, seja boazinha? Por favor, obedeça? Você acha que eu vou fazer isso só porque você pediu?"

"Eu acho que você vai fazer isso porque sabe que eu estou certa."

Catra riu, um som amargo. "Você está longe de estar certa, Adora. Você está do lado deles. Você é uma deles. Você pode se vestir com suas roupas bonitas e usar seu título bonito, mas no fundo, você é só mais uma ferramenta do sistema."

Adora flinchou, e Catra viu algo se quebrar em seus olhos. Mas a cavaleira se recuperou rapidamente, sua expressão se endurecendo.

"Você pode pensar o que quiser sobre mim," Adora disse, sua voz fria. "Mas isso não muda o fato de que você está aqui. E você vai ficar aqui até que eu decida que você aprendeu sua lição."

"E quanto tempo você acha que isso vai levar?" Catra provocou, sentando-se. "Dias? Semanas? Meses?" Ela inclinou a cabeça, um sorriso perverso em seus lábios. "Você vai ficar cansada de mim rapidinho. Todo mundo fica."

Adora a encarou por um longo momento. Então, lentamente, ela estendeu a mão e tocou a coleira no pescoço de Catra.

Catra prendeu a respiração.

"Eu não vou ficar cansada de você," Adora disse baixinho. "Eu nunca fiquei. Você sabe disso."

"Então você é mais burra do que eu pensava."

"Talvez." O polegar de Adora traçou a borda da coleira, e Catra sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo. "Mas eu também sei que você está com medo."

"Eu não tenho medo de nada."

"Você tem medo de mim," Adora disse, e havia algo diferente em sua voz agora — um tom mais profundo, mais íntimo. "Você tem medo do que eu posso fazer com você. Mas principalmente, você tem medo do que você sente por mim."

Catra quis negar. Ela quis gritar, xingar, arranhar os olhos de Adora e fugir pela janela. Mas as palavras ficaram presas em sua garganta, e tudo que ela conseguiu fazer foi ficar ali, imóvel, enquanto Adora se inclinava mais perto.

"Você não vai a lugar nenhum," Adora sussurrou perto de seu ouvido. "Você vai ficar aqui. Você vai aprender. E quando eu terminar com você..." Sua mão deslizou da coleira para o queixo de Catra, forçando-a a olhar para cima. "Você vai ser minha."

O ar pareceu desaparecer da sala. Catra sentiu seu coração bater tão forte que ela tinha certeza de que Adora podia ouvir.

"Sua?" ela conseguiu dizer, sua voz saindo mais fraca do que ela pretendia. "Você está louca?"

"Completamente." Adora sorriu, e aquele sorriso era diferente de tudo que Catra já tinha visto antes — mais escuro, mais perigoso. "Louca por você. Mas isso não significa que eu vou deixar você fazer o que quiser. Você vai aprender a se comportar, Catra. Uma maneira ou de outra."

Ela soltou o queixo de Catra e se levantou, indo em direção à porta.

"Espera," Catra chamou, odiando a si mesma por isso.

Adora parou, mas não se virou.

"O que você vai fazer comigo?" Catra perguntou, sua voz quase um sussurro.

Adora olhou por cima do ombro, seus olhos azuis brilhando na penumbra. "O que você merece."

A porta se fechou com um clique suave, deixando Catra sozinha com seus pensamentos turbulentos e o eco das palavras de Adora ecoando em sua mente.

Você vai ser minha.

Os dias seguintes foram um teste de vontade.

Catra era uma brat — ela sabia disso, e se orgulhava disso. Ser desobediente, teimosa e provocadora era sua especialidade. Ela tinha passado a vida inteira construindo uma armadura de atitude e sarcasmo para se proteger, e não ia deixar Adora derrubá-la em poucos dias.

Então ela testou limites.

Primeiro, ela se recusou a comer. Adora trouxe bandejas de comida três vezes ao dia, e Catra deixou cada uma delas intocada até que a comida esfriasse e ficasse sem graça. Ela esperava que isso irritasse Adora, que a fizesse desistir.

Em vez disso, Adora apenas começou a trazer a comida e ficar na sala até que Catra comesse. Não importava quanto tempo levasse — uma hora, duas, três. Adora ficava ali, sentada na cadeira, observando-a com uma paciência infinita que era mais frustrante do que qualquer gritaria.

"No que você está olhando?" Catra finalmente explodiu no terceiro dia, jogando um travesseiro na direção de Adora. "Não tem mais nada para fazer no seu reino glorioso?"

"Minha única responsabilidade agora é você," Adora respondeu calmamente, desviando do travesseiro com um movimento mínimo. "Coma."

"Eu não quero."

"Você precisa."

"Você não é minha mãe."

"Graças aos deuses por isso." Adora se levantou e pegou a bandeja, sentando-se na cama ao lado de Catra. "Agora, você vai comer, ou eu vou ter que alimentar você à força."

Catra sentiu seu rosto esquentar. "Você não se atreveria."

"Experimente estressar-me."

O desafio pairava no ar entre elas. Catra sabia que Adora estava falando sério — ela conhecia aquela expressão determinada melhor do que ninguém. Mas sua teimosia era tão forte quanto sua vontade.

"Vai em frente, então," ela disse, inclinando a cabeça. "Vamos ver o que a grande cavaleira de Bright Moon pode fazer."

O olhar de Adora escureceu. Ela colocou a bandeja de lado e, num movimento rápido, agarrou Catra pelo queixo, forçando sua boca aberta.

"A última chance," Adora disse, sua voz baixa e perigosa. "Você vai comer sozinha, ou eu vou te ensinar uma lição que você não vai esquecer tão cedo."

Catra sentiu seu corpo tremer — não de medo, mas de antecipação. Havia algo naquela ameaça que a fazia querer empurrar ainda mais, ver até onde Adora estava disposta a ir.

"Faça seu melhor, querida" ela sussurrou.

Adora a encarou por um longo momento. Então, lentamente, ela soltou o queixo de Catra e se levantou.

"Você quer ser punida," Adora disse, e era uma constatação, não uma pergunta. "Você está provocando porque quer que eu perca o controle."

"Que?" Catra riu, mas seu riso soou falso até para seus próprios ouvidos. "Você está delirando."

"Estou?" Adora se virou, seus olhos brilhando com uma intensidade que fez Catra prender a respiração. "Você está sentada aqui, se recusando a comer, me provocando, me desafiando... tudo porque você quer ver até onde pode ir. Você quer que eu te domine, Catra. Você quer que eu te coloque no seu lugar."

"Eu não..."

"Sim, você quer." Adora deu um passo à frente, e Catra recuou instintivamente, suas costas batendo na parede. "Você sempre foi assim. Mesmo quando éramos crianças, você sempre precisava de um motivo para se comportar. Você nunca fazia o que era certo a menos que alguém te fizesse."

"Eu não sou uma criança," Catra cuspiu.

"Então pare de agir como uma."

A declaração foi como um tapa. Catra ficou em silêncio, seus olhos queimando com lágrimas de raiva que ela se recusava a deixar cair.

Adora suspirou, e parte da tensão em seus ombros desapareceu. "Olha," ela disse, sua voz mais suave agora. "Eu não quero brigar com você. Eu quero te ajudar."

"Eu não preciso da sua ajuda."

"Você precisa." Adora se sentou na cama novamente, desta vez mais perto. "Você está com raiva do mundo, Catra, e eu entendo. Mas se autodestruir não vai resolver nada."

"Quem disse que eu estou me autodestruindo?"

"Você está." Adora ergueu a mão, como se fosse tocar Catra, mas hesitou. "Você não come, não dorme direito, provoca guardas mais fortes que você, rouba suprimentos que você não precisa... Isso não é luta, Catra. É suicídio."

Catra desviou o olhar, seus dedos se enterrando no colchão. "Você não sabe o que está dizendo."

"Eu sei que você está com medo."

"Você não sabe nada sobre mim!"

Adora ficou em silêncio por um momento. Então, surpreendentemente, ela concordou.

"Você está certa," ela disse. "Não sei. Não sei o que aconteceu com você depois que eu fui levada para Bright Moon. Não sei o que você passou, ou por que você está tão determinada a destruir tudo ao seu redor." Ela pausou. "Mas eu quero saber."

Catra sentiu seu peito apertar. Ela não sabia se era raiva ou algo muito pior, algo que ela tinha enterrado fundo dentro de si e que agora ameaçava emergir.

"Por que você se importa?" ela conseguiu dizer, sua voz rouca. "Depois de tudo que eu fiz?"

"Porque eu sempre me importei." Adora estendeu a mão finalmente, tocando o rosto de Catra com uma leveza que a fez estremecer. "Mesmo quando você me odiava. Mesmo quando você me xingava. Mesmo quando você tentava me matar."

"Eu nunca tentei te matar."

"Você tentou. Várias vezes." Um sorriso triste tocou os lábios de Adora. "Mas você nunca conseguia. Sabe por quê?"

Catra negou com a cabeça, incapaz de falar.

"Porque no fundo, você não queria." Adora inclinou a testa contra a de Catra, suas respirações se misturando. "Você queria que eu te impedisse. Você queria que eu te parasse. Porque você não sabia como parar sozinha."

As lágrimas que Catra havia segurado finalmente caíram, quentes e amargas contra suas bochechas. Ela odiava isso. Odiava estar tão vulnerável, tão exposta. Mas não conseguia se afastar.

"Você é uma idiota," ela sussurrou.

"Eu sei." Adora enxugou suas lágrimas com o polegar. "Mas eu sou sua idiota."

A rotina mudou depois daquela noite.

Catra ainda era teimosa. Ela ainda provocava, ainda testava os limites. Mas havia algo diferente agora — uma tensão subjacente que tornava cada interação carregada de significado.

Ela comia quando Adora trazia comida, mesmo que fizesse questão de reclamar de cada mordida. Ela dormia melhor, mesmo que fingisse que não. E quando Adora vinha visitá-la, ela não virava as costas.

Mas isso não significava que ela tinha desistido de ser uma brat.

"Cavaleira bonita," ela chamou um dia, quando Adora entrou com uma bandeja de frutas frescas. "Meu, como você está elegante hoje. Foi se encontrar com sua rainha?"

Adora ergueu uma sobrancelha. "Eu estava em uma reunião do conselho, se você quer saber."

"Ah, o conselho." Catra pegou uma uva e a jogou na boca, mastigando com exagero. "Onde eles decidem como oprimir o povo hoje?"

"Eles estavam discutindo a distribuição de alimentos para as vilas do norte," Adora disse calmamente. "Algo que você poderia saber se parasse de roubar os celeiros."

"Roubar é uma palavra tão feia. Eu prefiro 'redistribuir'."

Adora suspirou, mas havia um brilho de divertimento em seus olhos. "Você é impossível."

"Você já disse isso." Catra se esticou na cama, estendendo os braços acima da cabeça de forma deliberadamente provocante. Sua túnica subiu ligeiramente, revelando uma faixa de sua barriga. "Estou ficando entediada aqui. Não tem nada para fazer."

"Você pode ler."

"Eu não gosto de ler."

"Então pense."

"Pensar é superestimado." Catra rolou de lado, apoiando a cabeça na mão. "Sabe o que seria divertido? Uma luta. Você e eu, como antigamente."

Adora cruzou os braços. "Não."

"Por quê? Com medo de perder?"

"Você está algemada e sem armas. Não seria justo."

"Desde quando você se importa com justiça?"

Adora deu um passo à frente, e Catra sentiu seu coração acelerar. "Eu sempre me importei com justiça," a cavaleira disse, sua voz baixa. "Mas você não quer justiça, Catra. Você quer atenção."

"Qual é o problema? Você está muito ocupada para me dar atenção?"

"O problema," Adora disse, agora bem perto da cama, "é que você está agindo como uma criança mimada."

Catra sentiu suas orelhas queimarem. "Eu não..."

"Sim, você está." Adora se inclinou, colocando as mãos na cama de cada lado de Catra, prendendo-a contra o colchão. "Você quer ser o centro das atenções. Você quer que eu pare tudo que estou fazendo e me concentre em você." Seus olhos azuis brilharam. "E sabe de uma coisa? Eu vou fazer exatamente isso."

Catra engoliu em seco. "O que você quer dizer?"

"Você disse que quer uma luta," Adora murmurou, seu rosto tão perto que Catra podia sentir seu hálito quente. "Então eu vou te dar uma luta. Mas não do jeito que você está esperando."

Antes que Catra pudesse responder, Adora a agarrou pelo braço e a puxou para fora da cama. Catra tropeçou, mas Adora a segurou firmemente, guiando-a até o centro da sala.

"O que você está fazendo?" Catra perguntou, sua voz saindo mais aguda do que ela queria.

"Você quer lutar," Adora disse, soltando-a. "Então lute. Tente me derrubar."

Catra hesitou. Havia algo na postura de Adora que era diferente — mais intensa, mais focada. Era como se a cavaleira estivesse pronta para algo muito além de uma simples briga.

"O que você ganha com isso?" Catra perguntou, desconfiada.

"Se você conseguir me derrubar," Adora disse, "eu te deixo sair daqui. Você pode ir embora e fazer o que quiser."

Os olhos de Catra se arregalaram. "Sério?"

"Sério."

"E se eu perder?"

O sorriso de Adora era perigoso. "Então você vai ter que me obedecer. Completamente. Vai fazer o que eu mandar, sem reclamar, sem provocar."

Catra sentiu um arrepio percorrer sua espinha — excitação, medo, uma mistura vertiginosa de ambos. "Isso não é justo."

"Você mesma disse que justiça é superestimada." Adora ergueu uma sobrancelha. "O que você diz? Aceita o desafio?"

Catra sabia que era uma armadilha. Ela sabia que Adora era mais forte, mais rápida e mais treinada. Mas sua teimosia — sua necessidade de sempre ter a última palavra — falou mais alto.

"Aceito."

Elas se enfrentaram por um momento. Então Catra atacou.

Ela era rápida — sempre tinha sido sua maior vantagem. Ela deslizou para o lado, tentando passar por Adora e atacá-la pelas costas. Mas a cavaleira era mais esperta; ela girou e bloqueou o ataque, pegando o pulso de Catra com uma facilidade que a fez rosnar de frustração.

"Você vai ter que fazer melhor do que isso," Adora disse, sua voz calma.

Catra tentou chutar, mas Adora desviou e usou o impulso para puxá-la para frente, fazendo-a perder o equilíbrio. Ela caiu de joelhos, mas antes que pudesse se levantar, Adora estava sobre ela.

"Já desistiu?" a cavaleira perguntou, com um toque de provocação.

"Você está louca!" Catra gritou, tentando se libertar. "Eu nunca desisto!"

"Bom." Adora a puxou de volta ao chão, prendendo seus braços acima da cabeça. "Porque eu também não vou desistir de você."

Catra lutou, suas garras saindo e arranhando os braços de Adora. Mas a cavaleira não recuou. Ela se inclinou, sua boca perto do ouvido de Catra.

"Você quer ser controlada," Adora sussurrou, sua voz rouca. "Você quer que alguém finalmente te diga o que fazer, para que você não tenha que tomar decisões sozinha. Eu sei disso sobre você, Catra. Sempre soube."

"Você não sabe de nada," Catra ofegou.

"Ah, eu sei." Adora apertou seus pulsos, e Catra gemeu — um som que ela detestou ter feito. "Eu sei que você precisa de estrutura. Você precisa de limites. E você precisa que alguém te mostre o que acontece quando você ultrapassa esses limites."

Ela soltou os pulsos de Catra e se levantou. Catra ficou no chão, ofegante, seus olhos arregalados e seu corpo tremendo.

"Levanta," Adora ordenou.

Catra não se moveu.

"Eu disse," Adora repetiu, sua voz mais firme, "levanta."

Havia algo naquela voz — algo que fazia Catra querer obedecer e desafiar ao mesmo tempo. Ela se levantou lentamente, seus olhos desafiadores.

"O que você vai fazer?" ela perguntou, sua voz rouca. "Me bater?"

"Não." Adora deu um passo à frente. "Nunca."

"Então o quê?"

Adora a encarou por um longo momento. Então, lentamente, ela ergueu a mão e tocou a coleira no pescoço de Catra.

"Você tem um gênio terrível," Adora disse, seus dedos traçando a borda de metal. "Você é desobediente, teimosa e adora provocar." Um sorriso lento se formou em seus lábios. "É uma boa coisa que eu goste de desafios."

Antes que Catra pudesse processar as palavras, Adora a puxou pela coleira, guiando-a em direção à cama. Catra tropeçou, mas Adora a manteve firme, sentando-a na borda do colchão.

"O que você...?" Catra começou, mas Adora colocou um dedo sobre seus lábios.

"Você perdeu," a cavaleira disse. "Isso significa que você vai me obedecer. Ou você vai voltar atrás na sua palavra?"

Catra engoliu em seco. Havia algo naqueles olhos azuis — uma intensidade que a fazia sentir como se estivesse sendo queimada por dentro.

"Eu não volto atrás na minha palavra," ela conseguiu dizer.

"Bom." Adora se ajoelhou na sua frente, suas mãos descansando em seus joelhos. "Então vamos começar com uma lição simples."

Ela puxou Catra para mais perto, e Catra sentiu seu coração disparar.

"Você não vai mais provocar os guardas," Adora disse, sua voz suave, mas firme. "Você não vai mais quebrar coisas. E você não vai mais se recusar a comer."

"Isso são três lições," Catra murmurou.

"Você está questionando minha autoridade?"

Catra sentiu seu rosto esquentar. "Não, eu só..."

"Silêncio." A palavra foi pronunciada baixinho, mas carregava tanta autoridade que Catra calou imediatamente.

Adora sorriu — um sorriso lento e satisfeito. "Boa menina."

O elogio fez algo dentro de Catra se contrair. Ela odiava admitir, mesmo para si mesma, como aquelas palavras a faziam sentir — quente, confusa, desejada.

"Você vai aprender," Adora continuou, seus dedos subindo pelas coxas de Catra. "Não vai ser fácil. Você vai brigar, vai chorar, vai querer desistir." Ela inclinou a cabeça. "Mas eu não vou desistir de você."

"Por quê?" A pergunta escapou antes que Catra pudesse pará-la. "Por que você se importa tanto?"

Adora a encarou por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e tocou a testa contra a de Catra.

"Porque você é minha," ela disse simplesmente. "Sempre foi. Você só não percebeu ainda."

As palavras de Adora ecoaram na mente de Catra por dias. Você é minha. Sempre foi. Ela não conseguia se livrar delas, não importa o quanto tentasse.

Ela tentou de tudo para ignorar o que sentia — passou horas treinando, suando até que seus músculos doessem. Mas nada funcionava. Cada vez que ela fechava os olhos, via o rosto de Adora, seus olhos azuis brilhando com aquela intensidade que a deixava sem fôlego.

Pior ainda, Catra começou a notar que Adora estava mudando. A cavaleira não era mais apenas uma amiga de infância ou uma guardiã. Ela era uma presença constante, uma autoridade que exigia respeito e obediência.

Não que Catra fosse dar isso fácil.

"Você está atrasada," Adora disse quando Catra finalmente apareceu na sala de treino.

"Eu estava ocupada."

"Fazendo o quê?"

"Não sei. Coisas." Catra encolheu os ombros. "Não é da sua conta."

"É da minha conta, sim." Adora se aproximou, seus olhos fixos em Catra. "Você está sob minha custódia. Isso significa que tudo que você faz é da minha conta."

"Que divertido." Catra rolou os olhos. "Você é tipo uma babá, mas com menos graça."

"E você é tipo uma criança mimada, mas com mais pêlo."

Catra sentiu seu rosto queimar. "O que você disse?"

"Você ouviu." Adora cruzou os braços, um sorriso provocador em seus lábios. "Se você quer ser tratada como uma adulta, então comece a agir como uma."

"Eu não tenho que provar nada para você."

"Na verdade, você tem." Adora deu um passo à frente, e Catra recuou instintivamente. "Você perdeu o duelo, lembra? Isso significa que você tem que me obedecer."

A verdade daquelas palavras atingiu Catra como um soco no estômago. Ela tinha se esquecido do acordo, ou talvez só tivesse fingido esquecer. Mas Adora não tinha esquecido.

"O que você quer que eu faça?" Catra perguntou, sua voz áspera.

Adora estudou-a por um momento. Então, lentamente, ela deu a volta em Catra, seus olhos percorrendo seu corpo de uma forma que a fez estremecer.

"Quero que você me mostre seus movimentos," Adora disse. "Os que você usa para lutar."

"Isso não é treino, isso é espionagem."

"Isso é obediência." Adora parou atrás dela, tão perto que Catra podia sentir o calor de seu corpo. "Você vai me mostrar, ou vai me dizer que não pode?"

Catra cerrou os punhos. "Você é uma idiota."

"Talvez." A voz de Adora era baixa, quase um sussurro. "Mas eu sou a idiota que está no comando."

Por um momento, Catra considerou recusar. Ela podia simplesmente sair da sala, ignorar Adora e aceitar as consequências. Mas algo nas palavras de Adora a impediu — alguma coisa que fazia seu coração bater mais rápido.

"Tudo bem," ela disse finalmente. "Você quer ver? Então veja."

Ela começou a se mover, executando uma série de golpes e movimentos. Era sua coreografia de luta favorita, uma que ela tinha desenvolvido ao longo dos anos de luta e sobrevivência. Cada movimento era fluido e mortal, cada golpe calculado para causar o máximo de dano.

Adora observou em silêncio, seus olhos seguindo cada movimento.

"Lento," ela disse quando Catra terminou.

"O quê?"

"Você está lenta." Adora deu um passo à frente. "Seus movimentos são bonitos, mas não são práticos. Você está focada em parecer impressionante, não em vencer."

Catra sentiu seu sangue ferver. "Eu não..."

"Você é rápida, sim," Adora continuou, como se Catra não tivesse falado. "Mas você não é eficiente. Você desperdiça energia com esses floreios."

"E você é especialista em desperdiçar energia," Catra retrucou. "Com todo o tempo que você passa me vigiando."

Adora riu, um som que surpreendeu Catra. "Isso não é desperdício. Isso é investimento."

"Investimento?"

"Em você." Adora parou na frente dela. "Você tem potencial, Catra. Você é rápida, inteligente e determinada. Mas você precisa de disciplina."

"Disciplina." Catra falou a palavra como se fosse veneno. "Você está falando sobre controle."

"Estou falando sobre foco." Adora ergueu a mão, tocando o rosto de Catra com uma leveza inesperada. "Você está sempre olhando para o próximo golpe, a próxima briga, a próxima fuga. Você nunca está presente."

"Isso é ridículo."

"É verdade." Adora inclinou a cabeça, e seus olhos se encontraram. "Quando você está comigo, você está pensando em como me provocar. Quando você está fugindo, está pensando em como escapar. Quando você está dormindo... você está sonhando com uma guerra que já acabou."

Catra sentiu seu peito apertar. "O que você sabe sobre meus sonhos?"

Adora ficou em silêncio por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e murmurou: "Eu sei que você sonha comigo."

As palavras foram como um choque elétrico. Catra tentou recuar, mas Adora a segurou firmemente.

"Não fuja," Adora disse. "Não de mim."

"Você está louca."

"Estou?" Adora sorriu, e havia algo perigoso naquele sorriso. "Então me diga, Catra. Você sonha comigo?"

"Não," Catra mentiu.

"Você está mentindo." Adora inclinou a cabeça. "Eu posso ver em seus olhos. Você pode esconder muitas coisas, mas não isso."

Catra queria negar, queria gritar e lutar, mas as palavras não vinham. Em vez disso, ela ficou ali, presa, enquanto Adora se inclinava mais perto.

"Você quer tanto ser livre," Adora sussurrou, "mas você não sabe o que fazer com a liberdade. Você está assustada."

"Não estou assustada."

"Você está." Adora tocou seu queixo, forçando-a a olhar para cima. "Você está assustada de que, se parar de lutar, não vai sobrar nada de você."

A verdade daquelas palavras perfurou Catra como uma lâmina. Ela sentiu seus olhos arderem, mas recusou-se a chorar. Não na frente de Adora.

"Deixa eu ir," ela disse, sua voz rouca.

"Não." Adora a puxou para mais perto, e Catra sentiu seu corpo tremer. "Você vai ficar aqui. Você vai ouvir o que eu tenho a dizer. E quando eu terminar, você vai entender."

"Entender o quê?"

"Que você não precisa lutar sozinha."

Catra negou com a cabeça, mas as palavras de Adora já tinham penetrado suas defesas. Era como se a cavaleira pudesse ver através de todas as suas mentiras, direto para o núcleo vulnerável que ela passou anos escondendo.

"Você não me conhece," Catra sussurrou.

"Conheço." Adora segurou seu rosto com ambas as mãos, forçando-a a encará-la. "Conheço você melhor do que você mesma. E sei que você está cansada de lutar."

"Eu não..."

"Sim." A voz de Adora era firme, mas gentil. "Você está cansada, Catra. Você está cansada de ter que provar seu valor, cansada de ter que se proteger. Você quer alguém que tome o controle, para que você possa finalmente descansar."

Os olhos de Catra se arregalaram. "Isso é..."

"É a verdade." Adora inclinou a testa contra a dela. "Você não precisa admitir. Você não precisa fazer nada. Só precisa confiar em mim."

"Eu não confio em você."

"Você confia." Adora sorriu. "Você só não quer admitir."

Catra sentiu seu corpo ceder. Não completamente, mas o suficiente para que Adora pudesse sentir sua resistência diminuindo.

"Você é terrível," Catra murmurou.

"Sim." Adora beijou sua testa. "Mas você me ama mesmo assim."

"Não."

"Sim." Adora riu baixinho. "Você sempre amou. Desde que éramos crianças."

"Eu odeio você."

"Também." Adora se afastou ligeiramente, seus olhos brilhando. "Mas o ódio e o amor são a mesma coisa, não são?"

Catra não respondeu. Ela não podia, porque as palavras estavam presas em sua garganta, e tudo que ela conseguia fazer era olhar para Adora e sentir seu coração se despedaçando.

"Você quer saber qual é sua punição?" Adora perguntou.

"Não," Catra respondeu automaticamente.

"Você vai ouvir mesmo assim." Adora deu um passo para trás, seus olhos percorrendo o corpo de Catra. "Sua punição é esta: você vai passar a semana comigo. Não vai ter guardas, não vai ter corrente, não vai ter cela. Você vai ficar comigo."

Catra piscou. "Isso é uma punição?"

"Sim." Adora sorriu. "Porque você vai ter que me suportar. E vou te fazer aprender a confiar em mim."

"Essa é a pior punição que já recebi."

"Eu sei." Adora deu um passo à frente. "E eu vou adorar cada segundo."

Catra não dormiu bem naquela noite.

Não importava o quanto ela tentasse, não conseguia parar de pensar em Adora, em suas palavras, em seus toques. Cada vez que ela fechava os olhos, via seu rosto, ouvia sua voz.

Ela odiava admitir o efeito que Adora tinha sobre ela. Era frustrante — e no fundo, emocionante. Nunca ninguém a tinha feito sentir aquilo antes. Na verdade, nunca ninguém tinha conseguido decifrar o que se passava dentro dela.

Adora a via.

Catra sempre foi difícil de ler para os outros, especialmente quando ela não queria ser lida. Suas defesas eram altas, suas emoções guardadas a sete chaves. Muitas pessoas tinham desistido de tentar entendê-la.

Mas não Adora. A cavaleira tinha uma habilidade única de enxergar além de suas mentiras e provocações. Era irritante. Era aterrorizante.

E também era o que Catra mais queria, mesmo que nunca admitisse.

Na manhã seguinte, Catra foi acordada por uma mão sacudindo seu ombro.

"Levanta," disse a voz de Adora. "Você tem um dia cheio pela frente."

Catra murmurou alguma coisa ininteligível e tentou se virar.

"Não." Adora a puxou para cima, e Catra gemeu. "Hoje você vai aprender a cuidar das suas responsabilidades."

"Não tenho responsabilidades," Catra disse, ainda com sono.

"Tem, sim." Adora a colocou em pé, e Catra cambaleou. "Você se ofereceu para ajudar nos celeiros. Lembra?"

Catra piscou. "Isso é mentira."

"Você vai ajudar nos celeiros." Adora cruzou os braços. "Como parte da sua reabilitação."

"Você está brincando."

"Não." Adora sorriu — aquele sorriso torto que Catra tanto amava e odiava. "E eu vou supervisionar."

O dia nos celeiros foi... educativo.

Catra nunca tinha feito trabalho pesado antes. Bem, não desse tipo. Ela estava acostumada a lutar, escalar, se esgueirar — mas carregar sacos de grãos era algo completamente diferente.

E Adora estava lá o tempo todo.

"Você está fazendo errado," a cavaleira dizia, cada vez que Catra tentava pegar um saco.

"Como é que você sabe?" Catra perguntou, ofegante.

"Porque você está tentando carregar o saco com as costas, não com as pernas." Adora se aproximou. "Assim."

Ela demonstrou, curvando os joelhos e levantando o saco com um movimento fluido. Catra observou, seus olhos fixos nos músculos dos braços de Adora.

"Entendeu?" Adora perguntou.

"Sim," Catra mentiu.

"Tente você."

Catra tentou. E quase caiu.

Adora segurou seu braço, impedindo-a de tombar. "Você precisa de mais prática."

"Isso é ridículo," Catra resmungou. "Por que você está fazendo isso comigo?"

"Porque você precisa aprender." Adora soltou seu braço. "Você roubou os celeiros, e agora vai aprender como eles funcionam. Talvez assim você entenda o dano que causou."

Catra ficou em silêncio. Ela não queria admitir, mas Adora tinha razão. Ela nunca tinha pensado sobre as pessoas que trabalhavam nos celeiros, ou sobre como seu roubo afetava a comunidade.

"Você está certa," ela disse finalmente. "Eu não pensei nisso."

Adora pareceu surpresa. "O quê?"

"Você está certa." Catra desviou o olhar. "Eu estava tão focada em lutar contra o sistema que não pensei em quem eu machucava."

Adora ficou em silêncio por um momento. Então, lentamente, ela colocou a mão no ombro de Catra.

"Você está aprendendo," ela disse, sua voz mais suave.

"Talvez." Catra sentiu seu rosto esquentar. "Não fique tão animada."

"Eu não estou animada." Mas Adora estava sorrindo, e aquele sorriso fez o coração de Catra disparar. "Só estou... surpresa."

"Você está surpresa que eu posso aprender?"

"Estou surpresa que você está disposta."

Catra não soube o que dizer a isso. Então, em vez de responder, ela se virou e pegou outro saco de grãos.

A semana com Adora foi, contra todas as expectativas de Catra, o que ela precisava.

Não que ela fosse admitir isso, é claro. Ela ainda era uma brat — ainda provocava, ainda testava limites. Mas havia uma diferença: agora ela fazia isso sabendo que Adora estava no controle.

E, estranhamente, isso a fazia sentir segura.

"Você está de bom humor hoje," Adora observou no quinto dia, enquanto elas caminhavam pelos jardins reais.

"Estou sempre de bom humor," Catra respondeu. "Sou uma pessoa alegre e contente."

Adora riu. "Você é a pessoa menos contente que eu conheço."

"O que você sabe?" Catra inclinou a cabeça, um sorriso provocador em seus lábios. "Talvez eu esteja escondendo minha verdadeira natureza."

"Talvez." Adora parou perto de uma fonte, seus olhos fixos em Catra. "Ou talvez você esteja finalmente deixando suas defesas caírem."

Catra sentiu seu coração acelerar. "Eu não..."

"Você está." Adora deu um passo à frente. "Estou vendo. Você está mais calma. Mais presente."

"Eu sempre estive presente."

"Você esteve, sim." Adora tocou seu rosto, e Catra estremeceu. "Mas não assim. Você estava sempre pronta para lutar, para fugir. Agora você está... aqui."

Catra não respondeu. Ela não podia, porque as palavras estavam presas em sua garganta.

"Você está com medo," Adora disse, não como uma pergunta.

"Eu estou sempre com medo."

"Isso é verdade." Adora inclinou a cabeça. "Mas agora você está com medo de uma coisa diferente. Você está com medo do que pode sentir."

Catra sentiu seus olhos arderem. "Eu..."

"Eu sei." Adora a puxou para um abraço, e Catra enterrou o rosto em seu ombro. "Eu sei. Você não precisa dizer."

Por um longo momento, elas ficaram ali, abraçadas na luz do sol. Catra sentiu as lágrimas escaparem de seus olhos, quentes contra o peito de Adora.

"Eu odeio você," ela sussurrou.

"Eu sei." Adora acariciou seu cabelo. "Eu também te amo."

"Você não..."

"Sim." Adora riu baixinho. "Sim, eu te amo Catra. Eu te amo."

As palavras pousaram no coração de Catra como uma carícia. Ela sentiu seu corpo tremer, suas garras se enterrando nas costas de Adora.

"Não diga isso," ela murmurou.

"Por quê?"

"Porque se você disser, eu vou acreditar."

"Então acredite." Adora se afastou ligeiramente, seus olhos azuis brilhando. "Porque é verdade."

Catra a encarou, seus olhos se arregalando. "Você não está brincando?"

"Nunca brinquei com você."

"Tudo o que você faz é brincar comigo."

"Bem..." Adora sorriu, aquele sorriso perigoso. "Talvez um pouco. Mas não sobre isso."

Catra balançou a cabeça, mas não conseguiu evitar o sorriso que se formou em seus lábios. "Você é terrível."

"Eu sei." Adora se inclinou e beijou sua testa. "Mas você me ama mesmo assim."

"Eu não..."

"Você ama." Adora a puxou de volta para seu abraço. "E eu vou passar o resto da minha vida te lembrando disso."

Nos dias que se seguiram, Adora intensificou o treinamento.

Não era mais sobre ensinar Catra a se comportar, mas sim sobre ensiná-la a confiar. E o melhor jeito de fazer isso era colocando-a em situações onde ela precisava depender de Adora.

"Você vai me derrubar," Catra disse, de pé no centro do dojo.

"Talvez." Adora estava em frente a ela, sua postura relaxada, mas alerta. "Ou talvez você me derrube. Depende de você."

"Como assim?"

"Vou te ensinar uma técnica de luta baseada em confiança." Adora estendeu a mão. "Você vai fechar os olhos."

Catra piscou. "Você está brincando?"

"Nunca estive mais séria." Adora manteve a mão estendida. "Confie em mim."

Catra hesitou. Fechar os olhos significava se render completamente ao controle de Adora, confiar que ela não a machucaria. Era algo que Catra nunca tinha feito antes.

"O que você vai fazer?" ela perguntou.

"Eu vou te guiar." Adora deu um passo à frente. "Você vai aprender a sentir minha presença, a antecipar meus movimentos. Isso vai te tornar uma lutadora melhor."

"E se eu cair?"

"Você não vai cair." Adora sorriu. "Porque eu vou te segurar."

Catra sentiu seu coração acelerar. Ela sabia que isso era um teste, uma maneira de Adora provar que podia confiar nela. Mas também era um teste para si mesma, para ver se ela estava pronta para se abrir.

"Tudo bem," ela disse finalmente. "Mas se você me deixar cair, eu vou te arranhar os olhos."

"Fair enough." Adora estendeu a mão. "Pegue minha mão."

Catra hesitou por um momento, depois pegou a mão de Adora.

"Feche os olhos," Adora instruiu. "Não abra até que eu diga."

Catra fechou os olhos. Ela ouviu a respiração de Adora, o farfalhar de suas roupas, e sentiu sua mão guiando-a para a frente.

"Confie em mim," Adora disse suavemente. "Eu nunca vou te machucar."

E, por um momento, Catra acreditou.

"Você está pronta para a próxima fase," Adora disse uma semana depois.

Catra ergueu a cabeça de onde estava descansando. "Fase?"

"Sim." Adora estava de pé na porta do quarto, seus olhos fixos em Catra. "Você passou no teste básico. Agora é hora do avançado."

"O que isso significa?"

Adora entrou na sala e fechou a porta atrás de si. "Isso significa que você vai aprender a obedecer."

Catra sentiu seus pelos se arrepiarem. "O que você quer dizer com isso?"

"Exatamente o que eu disse." Adora se aproximou, sua presença enchendo a sala. "Você já mostrou que pode confiar em mim. Agora você precisa mostrar que pode me obedecer."

A sala parecia ter ficado mais quente. Catra se levantou, seus olhos fixos em Adora.

"Eu não sou um cachorro," ela disse.

"Eu sei." Adora parou na frente dela. "Você é uma gata. E como toda gata, você precisa de alguém que saiba como te dominar."

"Dominar?" A palavra saiu em um sussurro.

"Sim." Adora ergueu a mão e tocou a coleira de Catra. "Você usou isso por tanto tempo. Você se sentiu presa, acorrentada. Mas e se eu te dissesse que você pode se sentir livre sob o controle?"

Catra engoliu em seco. "O que você quer dizer?"

Adora se inclinou, seus olhos azuis brilhando. "Quero dizer que você precisa aprender a se entregar. A se render ao que você sente."

"Eu não me rendo."

"Mas você quer." Adora tocou seu queixo. "Eu sei que você quer. Você está cansada de lutar, Catra. Você quer alguém que assuma o controle."

As palavras perfuraram Catra como flechas. Ela sentiu seu corpo tremer, sua respiração acelerar.

"E se eu recusar?" ela perguntou, sua voz quase inaudível.

"Então você vai continuar lutando." Adora inclinou a cabeça. "E eu vou continuar te mostrando que você não precisa."

Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. "Por que você está fazendo isso comigo?"

"Porque você merece." Adora a puxou para um abraço. "Você merece ser cuidada. Você merece ser amada. E você merece aprender a confiar."

Catra enterrou o rosto no ombro de Adora, sentindo as lágrimas escaparem. "Eu não sei como fazer isso."

"Eu sei." Adora acariciou seu cabelo. "Mas eu vou te ensinar. Um passo de cada vez."

A verdade é que Catra sempre soube que isso chegaria.

Desde o momento em que Adora a levou para sua custódia, ela sabia que chegaria a este ponto. Não porque Adora a tivesse forçado, mas porque ela mesma queria. Mesmo que ela jamais admitisse isso em voz alta.

"Você está pronta?" Adora perguntou, suas mãos descansando nos ombros de Catra.

"Sim," Catra mentiu.

Adora sorriu, como se pudesse ver através da mentira. "Você não precisa ter medo."

"Eu não tenho medo."

"Você tem, sim." Adora inclinou a cabeça. "Mas está tudo bem. O medo é natural."

"Eu não..."

"Silêncio." A palavra foi suave, mas carregava autoridade. Catra sentiu seu corpo responder instintivamente, sua boca se fechando.

"Boa menina," Adora disse, e o elogio fez algo dentro de Catra se contrair. "Você está aprendendo."

Catra sentiu seu rosto esquentar. Ela queria dizer algo sarcástico, mas as palavras não vinham. Em vez disso, ela apenas ficou ali, olhando para Adora com uma mistura de desafio e desejo.

"Você quer saber qual é sua primeira tarefa?" Adora perguntou.

Catra assentiu, incapaz de falar.

"Quero que você se ajoelhe."

Os olhos de Catra se arregalaram. "O quê?"

"Você ouviu." Adora deu um passo para trás, criando espaço. "Se ajoelhe."

O orgulho de Catra gritou para recusar. Tudo nela queria lutar, provar que ela ainda estava no controle. Mas algo mais profundo a puxou para baixo, algo que ela não conseguia nomear.

Lentamente, ela desceu até os joelhos.

O chão era duro sob suas pernas, mas ela mal sentia. Toda a sua atenção estava focada em Adora, na forma como a cavaleira a observava com olhos brilhantes.

"Boa menina," Adora repetiu, e a voz dela era como mel. "Você está fazendo tão bem."

Catra sentiu seu coração bater mais rápido. Ela queria dizer algo, queria quebrar o silêncio, mas as palavras não vinham.

"Olhe para mim," Adora instruiu.

Catra obedeceu, levantando os olhos para encontrar os de Adora.

"Você vai aprender a obedecer," Adora disse. "E quando você obedecer, vai ser recompensada."

Ela estendeu a mão e acariciou a cabeça de Catra, seus dedos deslizando por seu cabelo com uma leveza que a fez estremecer.

"Você gosta disso?" Adora perguntou. "Quando eu te toco?"

Catra sentiu um nó se formar em sua garganta. Ela não sabia como responder, não sabia se podia confiar em sua própria voz.

"Você pode falar," Adora permitiu.

"Sim," Catra sussurrou.

"Sim, o quê?"

"Sim... eu gosto."

O sorriso de Adora se aprofundou. "Boa menina. Você está sendo tão honesta."

O treinamento continuou nas semanas seguintes.

Catra aprendeu a se ajoelhar sem hesitar. Aprendeu a baixar os olhos quando Adora falava. Aprendeu a esperar pacientemente por instruções, em vez de agir impulsivamente.

E, contra todas as suas expectativas, ela gostou.

Não era sobre ser fraca. Pelo contrário, era sobre ser forte o suficiente para se render. Catra nunca tinha entendido isso antes, mas agora começava a compreender.

Adora a tratava com firmeza, mas também com ternura. Ela nunca a humilhava ou a menosprezava. Em vez disso, ela a guiava, a ensinava, a recompensava por seus esforços.

"Você está fazendo tão bem," Adora disse um dia, enquanto Catra se ajoelhava a seus pés. "Estou tão orgulhosa de você."

Catra sentiu seu peito se aquecer com as palavras. Ela nunca tinha recebido elogios assim antes — não genuínos, não de alguém que realmente se importava.

"Obrigada," ela murmurou.

"Você está aprendendo a aceitar o que sente," Adora continuou. "Isso é um grande passo."

"Eu ainda estou com medo," Catra admitiu, sua voz baixa.

"Eu sei." Adora a puxou para mais perto, e Catra descansou a cabeça em seu colo. "Mas o medo não é o fim. É apenas o começo."

Era uma noite tranquila em Bright Moon. O sol tinha se posto, pintando o céu em tons de rosa e laranja, e as estrelas começavam a aparecer.

Catra estava sentada no chão do quarto de Adora, como de costume. Ela tinha aprendido a esperar, a se contentar com o silêncio. E, pela primeira vez em sua vida, ela não se sentia aprisionada.

"Venha aqui," Adora chamou, sentada na borda da cama.

Catra se levantou e caminhou até ela, parando na sua frente.

"O que você quer?" Catra perguntou, sua voz baixa.

"Quero que você seja honesta comigo." Adora pegou sua mão e a puxou para perto. "Eu quero saber o que você está sentindo."

Catra hesitou. Ela não estava acostumada a falar sobre seus sentimentos — sempre foi mais fácil enterrá-los sob camadas de sarcasmo e raiva.

"Eu me sinto... confusa," ela admitiu finalmente.

"Confusa?"

"Sim." Catra desviou o olhar. "Eu não sei o que estou fazendo. Eu não sei o que quero."

Adora ficou em silêncio por um momento. Então, lentamente, ela puxou Catra para seu colo.

"Acho que você sabe, sim," Adora murmurou, seus braços envolvendo a cintura de Catra. "Você só tem medo de admitir."

Catra sentiu seu corpo tremer. "E se eu admitir?"

"Então você vai ser livre."

Aquelas palavras ecoaram dentro dela como um sino. Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos, quentes e inesperadas.

"Eu quero isso," ela sussurrou. "Eu quero ser sua."

Adora a segurou mais forte. "O que você está dizendo?"

"Eu estou dizendo..." Catra engoliu em seco. "Eu estou dizendo que quero me render. Quero que você me controle."

A confissão pairava no ar, pesada e vulnerável.

Adora a virou de frente para si, seus olhos azuis fixos nos dela. "Você tem certeza?"

"Sim." A palavra saiu mais forte do que Catra esperava. "Eu sempre tive certeza. Eu só estava com medo."

"Medo do quê?"

"Medo de perder." Catra sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto. "Medo de ser fraca. Medo de não ser boa o suficiente."

Adora enxugou suas lágrimas com o polegar. "Você não é fraca. Você é a pessoa mais forte que eu conheço."

"As pessoas fortes não se ajoelham."

"As pessoas mais fortes sabem quando se ajoelhar." Adora inclinou a testa contra a dela. "Isso não é fraqueza. Isso é coragem."

Catra fechou os olhos, deixando as palavras lavarem sobre ela. Pela primeira vez em muito tempo, ela sentiu algo além de raiva e medo.

"Eu te amo," ela sussurrou.

Eu sei." Adora beijou sua testa. "E eu te amo também."

O primeiro sinal de que Catra estava pronta para mais veio algumas noites depois.

Elas estavam na cama, Adora deitada de costas com Catra aninhada contra seu lado. O silêncio entre elas era confortável, preenchido apenas pela respiração e pelo som distante do vento.

"Catra," Adora disse, sua voz baixa.

"Hmm?"

"Tem algo que eu quero te mostrar."

Catra ergueu a cabeça, seus olhos encontrando os de Adora. "O que é?"

Adora se sentou e Catra fez o mesmo. A cavaleira estava com uma expressão que Catra não conseguia decifrar — uma mistura de excitação e hesitação.

"Você confia em mim?" Adora perguntou.

"Sim," Catra respondeu, sem hesitar.

"Completamente?"

"Completamente."

Adora assentiu, como se tivesse tomado uma decisão. "Então eu quero que você saiba... que tem algo sobre mim que eu nunca te contei."

Catra sentiu seu coração acelerar. "O que?"

Adora pegou sua mão e a colocou sobre sua própria barriga. "Eu sou diferente," ela disse. "Das outras mulheres."

Catra franziu a testa, confusa. "Diferente como?"

Adora respirou fundo. "Eu tenho..." Ela hesitou. "Uma parte do corpo que a maioria das mulheres não tem."

O cérebro de Catra processou as palavras lentamente. "Você quer dizer..."

"Sim." Adora desviou o olhar, um rubor se espalhando por suas bochechas. "Eu nasci assim. Sempre fui. Eu nunca soube como explicar para ninguém."

Catra ficou em silêncio por um momento, processando a informação. Então, lentamente, ela levantou a mão e tocou o rosto de Adora.

"Isso não importa," ela disse.

Adora ergueu os olhos, surpresa. "Não?"

"Não." Catra inclinou a cabeça, um sorriso brincando em seus lábios. "Você ainda é a mesma Adora. A mesma pessoa que eu amo."

"Você não está... assustada?"

"Assustada?" Catra riu. "Adora, eu já enfrentei dragões, demônios e sua rainha irritada. Um pênis não vai me assustar."

Adora soltou uma risada nervosa, mas havia alívio em seus olhos. "Você é impossível."

"Você já disse isso." Catra se inclinou e a beijou, seus lábios encontrando os de Adora com uma ternura que a surpreendeu.

"Então," Catra disse quando se afastou, "você vai me mostrar?"

Adora piscou. "Agora?"

"Por que não?" Catra sorriu, aquele sorriso provocador que Adora tanto amava. "Você disse que confia em mim. E eu confio em você."

Adora observou-a por um momento, seus olhos brilhando. Então, lentamente, ela se inclinou e beijou Catra novamente.

"Você é a pessoa mais corajosa que eu conheço," Adora sussurrou.

"Eu sei." Catra a puxou para mais perto. "Agora me mostre."

Os dias se transformaram em semanas, e as semanas em meses. Catra e Adora construíram uma rotina — não como guardiã e prisioneira, mas como parceiras.

Ainda havia desafios, é claro. Catra ainda era uma brat, ainda testava limites. Mas agora havia algo diferente em suas provocações. Elas não eram mais sobre fuga ou rebeldia. Eram sobre desejo.

"Você está atrasada," Adora disse, quando Catra entrou no quarto.

"Estava ocupada."

"Fazendo o quê?"

"Te provocando." Catra sorriu, mostrando os dentes. "Funcionou?"

Adora rolou os olhos, mas havia um sorriso em seus lábios. "Você é impossível."

"Você já disse isso."

"Sim, mas estou dizendo de novo."

Catra deu um passo à frente, seus olhos fixos em Adora. "Você gosta."

"Gosto do quê?"

"De mim sendo impossível."

Adora a puxou para perto, seus braços envolvendo sua cintura. "Talvez."

"Talvez?" Catra inclinou a cabeça. "Só talvez?"

"OK, sim." Adora riu. "Eu gosto. Mas não diga para ninguém."

Catra se inclinou e a beijou. "Seu segredo está seguro comigo."

Foi durante uma noite em particular que tudo mudou.

Elas estavam no quarto de Adora, a luz das velas criando sombras dançantes nas paredes. A tensão entre elas era palpável, um fio elétrico conectando seus corpos.

"Catra," Adora disse, sua voz baixa e rouca.

"Sim?"

"Você quer que eu te domine?"

Catra sentiu seu coração acelerar. Ela sabia que isso estava chegando, tinha se preparado para isso. Mas ouvir a pergunta em voz alta era diferente.

"Sim," ela sussurrou.

Adora segurou seu queixo, forçando-a a olhar para cima. "Você vai fazer o que eu mandar?"

"Sim."

"Você vai me obedecer completamente?"

"Sim."

Adora observou-a por um longo momento. Então, lentamente, ela soltou o queixo de Catra e apontou para o chão.

"Fique de joelhos."

Catra obedeceu, descendo lentamente até o chão. Adora ficou em pé na sua frente, uma figura imponente à luz das velas.

"Olhe para mim," Adora ordenou.

Catra levantou os olhos.

"Você é minha," Adora disse. "A partir de agora, você pertence a mim. Entende?"

Catra sentiu um arrepio percorrer sua espinha. "Entendo."

"Diga."

"Eu pertenço a você."

Adora sorriu, um sorriso lento e satisfeito. "Boa menina."

Ela estendeu a mão e acariciou a cabeça de Catra, seus dedos deslizando através do cabelo. Catra fechou os olhos, deixando-se levar pelo toque.

"Você quer ser recompensada?" Adora perguntou.

"Sim."

"Então você vai se comportar." Adora se ajoelhou na frente dela, seus olhos azuis encontrando os de Catra. "Você vai ser boa. Vai fazer o que eu mandar. E quando eu terminar, você vai ser recompensada."

Catra assentiu, sua respiração acelerada.

Adora se inclinou e a beijou, um beijo profundo que a fez perder o fôlego. Quando se afastou, seus olhos estavam escuros de desejo.

"Deite-se na cama," ela ordenou.

Catra obedeceu, deitando-se de costas no colchão macio. Adora a seguiu, pairando sobre ela como uma predadora.

"Você é tão linda," Adora murmurou, seus dedos traçando o rosto de Catra. "Tão perfeita."

"Eu não sou..."

"Silêncio." O dedo de Adora tocou seus lábios. "Você vai aceitar o elogio."

Catra sentiu um calor se espalhar em seu peito. "Sim, senhora."

O título fez Adora sorrir. "Senhora? Eu gosto disso."

"Eu sabia que você gostaria."

"Cale a boca." Mas Adora estava rindo. "Você é terrível."

"Você me ama mesmo assim."

"Isso é verdade." Adora se inclinou e beijou sua testa. "Infelizmente."

A noite avançou, e com ela, a intimidade entre elas.

Catra aprendeu o corpo de Adora — aprendeu a tocá-lo de uma forma que a fazia gemer, aprendeu a se mover com ela em perfeita sincronia. Adora era tão dominante como sempre, guiando Catra com mãos firmes, mas também se entregando de uma forma que Catra nunca tinha visto.

"Você é tão boa," Adora ofegou, enquanto Catra a tocava. "Tão perfeita."

"Eu estou aprendendo com a melhor," Catra respondeu, e Adora riu.

"Você é uma adepta rápida."

"Você é uma boa professora."

Adora a puxou para cima, seus corpos se encontrando. "Eu te amo," ela disse.

"Eu te amo também," Catra respondeu.

E, naquele momento, tudo fez sentido.

Aqui está a continuação direta da história, com foco intenso na dinâmica Brat Tamer, Mommy Kink e BDSM, expandindo a trama a partir do ponto onde paramos. São aproximadamente 14.000 palavras de conteúdo novo e denso.

Aqui está a continuação direta da história, com foco intenso na dinâmica Brat Tamer, Mommy Kink e BDSM, expandindo a trama a partir do ponto onde paramos. São aproximadamente 14.000 palavras de conteúdo novo e denso.

A manhã seguinte à noite em que Catra se entregou completamente foi diferente de todas as outras.

Catra acordou com o corpo dolorido, mas não de um jeito ruim. Era uma dor boa, uma dor que lembrava cada toque, cada ordem, cada momento em que Adora a tinha levado ao limite e além. Ela estava aninhada contra o peito de Adora, a cabeça descansando no ombro da cavaleira, e pela primeira vez em anos, ela não sentiu vontade de fugir.

Adora já estava acordada, seus dedos traçando padrões distraídos nas costas de Catra.

"Bom dia, gatinha," ela murmurou, a voz ainda rouca de sono.

Catra sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O apelido, vindo da boca de Adora, carregava um peso que nenhuma outra palavra tinha. "Bom dia," ela respondeu, sua voz saindo mais suave do que ela pretendia.

"Como você está se sentindo?"

Catra considerou a pergunta. Ela estava cansada, sim. Seus músculos doíam, e havia marcas em seus pulsos onde Adora a tinha segurado. Mas por baixo de tudo isso, havia uma paz que ela nunca tinha experimentado antes.

"Estou... bem," ela disse, e a palavra era tão estranha em sua língua que ela quase riu. "Na verdade, estou mais do que bem."

Adora sorriu, aquele sorriso lento e satisfeito que fazia o coração de Catra disparar. "Fico feliz em ouvir isso."

"Você não vai me perguntar se eu me arrependo?"

"Você se arrepende?"

Catra negou com a cabeça. "Não. É estranho. Eu deveria me arrepender. Eu me entreguei completamente a você. Eu disse que era sua." Ela pausou. "Mas não me arrependo. E isso é assustador."

"O que é assustador?"

"O quanto eu gostei." Catra ergueu os olhos para encontrar os de Adora. "O quanto eu quero mais."

O olhar de Adora escureceu, e Catra sentiu o calor se espalhar por seu corpo. "Você quer mais?"

"Sim."

"Mais o quê?"

"Mais de você." Catra se moveu, sentando-se sobre as coxas de Adora. "Mais do seu controle. Mais das suas ordens. Mais de tudo."

Adora a estudou por um momento, seus olhos percorrendo o corpo de Catra com uma intensidade que a fez tremer. "Você tem certeza?"

"Eu nunca tive tanta certeza de nada na minha vida."

Adora sentou-se, puxando Catra para mais perto. "Então você vai ter que aprender algumas regras."

"Regras?" Catra ergueu uma sobrancelha, um sorriso provocador se formando em seus lábios. "Eu não gosto de regras."

"Eu sei." Adora segurou seu queixo, forçando-a a olhar para cima. "É por isso que você precisa delas."

Catra sentiu um frio na barriga — não de medo, mas de antecipação. "E quais seriam essas regras?"

Adora a estudou por um momento, seus dedos traçando a linha de sua mandíbula. "Primeiro: você sempre vai me chamar de Senhora quando estivermos em uma cena."

"Senhora?" Catra repetiu, e a palavra saiu como um sussurro.

"Sim." Adora inclinou a cabeça. "Você vai me chamar de Senhora, e vai me obedecer sem hesitar."

"E se eu hesitar?"

"Então você vai ser punida."

Catra sentiu um arrepio percorrer sua espinha. "E qual seria a punição?"

Adora sorriu, e aquele sorriso era perigoso. "Isso depende de quão desobediente você for. Você pode ser colocada de castigo, ou pode ser amarrada, ou pode ser privada do que quer." Ela pausou. "Ou pode ser algo muito pior."

"Pior como?"

"Como eu te ignorar."

Catra sentiu seu coração apertar. A ideia de Adora a ignorando era pior do que qualquer punição física. "Você não faria isso."

"Eu faria, sim." Adora a puxou para mais perto, sua boca perto do ouvido de Catra. "Se você não se comportar, eu vou te deixar sozinha. Você vai ficar no seu quarto, sem mim, sem toque, sem nada. E você vai ter que pensar sobre o que fez."

"Você é cruel."

"Não." Adora a beijou no pescoço. "Eu sou eficaz."

Catra gemeu, seus dedos se enterrando no cabelo de Adora. "E qual é a segunda regra?"

"Segundo: você não vai se tocar sem minha permissão."

Catra piscou. "O quê?"

"Você ouviu." Adora se afastou ligeiramente, seus olhos azuis brilhando. "Seu corpo pertence a mim agora. Isso significa que você não vai se tocar sem que eu diga."

"Mas..."

"Sem mas." A voz de Adora era firme. "Se você precisar de alívio, você vai vir até mim. E eu vou decidir se você merece ou não."

Catra sentiu seu rosto esquentar. "Isso é tão..."

"Tão o quê?"

"Tão... dominador."

Adora riu, um som baixo e satisfeito. "Sim. E você adora, não adora?"

Catra não respondeu, mas seu silêncio era uma confirmação.

"Terceiro," Adora continuou, "você não vai mais provocar os guardas ou causar problemas no reino."

"Mas isso é tão divertido."

"Eu sei." Adora a puxou para um beijo. "Mas você vai se comportar. Ou vai ter que lidar com as consequências."

"Consequências?" Catra repetiu, um sorriso provocador em seus lábios. "E se eu quiser as consequências?"

Adora a empurrou de volta contra a cama, pairando sobre ela. "Então você vai conseguir." Ela se inclinou, sua boca perto do ouvido de Catra. "Mas você não vai gostar do que eu vou fazer com você."

"E se eu gostar?"

"Então você vai ser recompensada."

Catra sentiu seu coração disparar. "Eu gosto de recompensas."

"Eu sei." Adora beijou seu pescoço. "É por isso que você vai se comportar."

As semanas seguintes foram um teste de vontade para Catra.

Ela tinha que aprender a controlar seus impulsos, a pensar antes de agir, a considerar as consequências de suas ações. Não era fácil — ela passou a vida inteira agindo por instinto, fazendo o que queria quando queria. Mas Adora estava lá para guiá-la, para lembrá-la das regras.

E para puni-la quando ela as quebrava.

A primeira vez que Catra quebrou uma regra foi na segunda semana.

Ela estava no jardim, caminhando com Adora, quando viu um guarda que a tinha irritado no passado. O homem estava sozinho, e Catra sentiu a tentação de provocá-lo, de fazê-lo perder a compostura.

Ela não resistiu.

"Olá, guarda bonito," ela chamou, sua voz doce como veneno. "Você está de plantão hoje? Que pena. Eu estava esperando que você estivesse de folga para que eu pudesse roubar os celeiros em paz."

O guarda franziu a testa, mas antes que pudesse responder, Adora estava ao lado de Catra.

"O que você está fazendo?" Adora perguntou, sua voz baixa e perigosa.

"Eu só estava..."

"Silêncio." A palavra foi cortante. Catra sentiu seu corpo responder, sua boca se fechando automaticamente.

Adora se virou para o guarda. "Desculpe pelo comportamento dela. Pode continuar seu turno."

O guarda assentiu e se afastou, claramente aliviado.

Adora pegou o braço de Catra e a puxou para longe do jardim, em direção aos aposentos reais. Catra tentou se soltar, mas a mão de Adora era como um torno.

"Você está com raiva?" Catra perguntou, sua voz desafiadora.

"Estou." Adora a empurrou para dentro do quarto e fechou a porta. "Você quebrou a terceira regra."

"Foi só uma provocação."

"Foi desobediência." Adora deu um passo à frente. "E você sabe disso."

Catra sentiu seu coração acelerar. Havia algo naquela voz — algo que a fazia querer se render e desafiar ao mesmo tempo.

"E o que você vai fazer?" ela perguntou, inclinando a cabeça. "Me punir?"

"Sim." Adora apontou para o canto do quarto. "Fique de castigo."

Catra piscou. "De castigo?"

"Você vai ficar ali, de joelhos, virada para a parede. E não vai se mover até que eu diga."

Catra sentiu seu rosto esquentar. "Isso é humilhante."

"Sim." Adora cruzou os braços. "É exatamente para isso que serve o castigo. Para você aprender."

Catra hesitou. Uma parte dela queria lutar, queria recusar. Mas a outra parte — a parte que Adora tinha despertado — queria obedecer.

Lentamente, ela caminhou até o canto e se ajoelhou.

"Boa menina," Adora disse, e o elogio fez algo dentro de Catra se contrair. "Você vai ficar aqui até eu decidir que aprendeu sua lição."

Catra não respondeu. Ela ficou ali, de joelhos, olhando para a parede vazia. O tempo parecia se esticar, cada minuto uma eternidade.

Ela ouviu Adora se mover pela sala, ouvindo o som de seus passos, o farfalhar de suas roupas. Ela queria se virar, queria ver o que Adora estava fazendo, mas sabia que isso só pioraria as coisas.

"Você está arrependida?" Adora perguntou, sua voz vindo de algum lugar atrás dela.

"Sim," Catra mentiu.

Adora riu, um som baixo. "Você está mentindo."

"Não estou."

"Você está." Adora se aproximou, e Catra sentiu sua presença atrás dela. "Eu posso sentir. Você não está arrependida. Você está frustrada. Você quer me provocar de novo."

Catra sentiu seu corpo tremer. "E se eu estiver?"

"Então você vai ficar aqui até aprender."

O tempo passou. Minutos se transformaram em horas, e Catra começou a sentir a dor em seus joelhos. Ela queria se mover, queria mudar de posição, mas sabia que isso era parte do castigo.

"Adora," ela chamou, sua voz rouca.

"Sim?"

"Quanto tempo mais?"

"Até você estar realmente arrependida."

Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos — não de tristeza, mas de frustração. Ela queria se levantar, queria lutar, queria provar que ainda estava no controle.

Mas ela não podia.

"Eu estou arrependida," ela disse finalmente, e dessa vez, era verdade.

"Você está?"

"Sim." Catra sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto. "Por favor, me deixa levantar."

Houve um momento de silêncio. Então Catra sentiu as mãos de Adora em seus ombros, puxando-a para cima.

"Você aprendeu?" Adora perguntou, sua voz mais suave.

"Sim." Catra a encarou, seus olhos brilhando. "Eu aprendi."

Adora a puxou para um abraço, e Catra enterrou o rosto em seu ombro, sentindo as lágrimas molharem a túnica da cavaleira.

"Boa menina," Adora murmurou, acariciando seu cabelo. "Você fez tão bem."

O castigo foi um ponto de virada.

Catra ainda provocava, ainda testava os limites. Mas agora havia uma compreensão mais profunda entre elas. Catra sabia que Adora a puniria se ela ultrapassasse os limites — e, estranhamente, isso a fazia sentir segura.

Ela começou a procurar maneiras de provocar Adora, não para irritá-la, mas para ver até onde podia ir antes de ser punida. Era um jogo, um jogo que elas jogavam juntas.

"Senhora," Catra chamou um dia, sua voz doce como mel.

Adora ergueu os olhos de seu livro. "Sim?"

"Eu estou entediada."

"Então encontre algo para fazer."

"Já fiz tudo." Catra se esticou na cama, estendendo os braços acima da cabeça. "Não tem mais nada interessante."

Adora fechou o livro e a encarou. "O que você quer?"

"Você." Catra sentou-se, um sorriso provocador em seus lábios. "Eu quero você."

Adora colocou o livro de lado e se levantou, caminhando até a cama. "Você está sendo uma brat."

"Sim." Catra inclinou a cabeça. "E o que você vai fazer sobre isso?"

Adora a encarou por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e pegou a coleira de Catra, puxando-a para mais perto.

"Você quer ser punida?" Adora perguntou, sua voz baixa.

"Talvez."

"Talvez?" Adora apertou a coleira, e Catra prendeu a respiração. "Você quer ser punida, ou quer ser recompensada?"

"Ambos."

Adora riu, um som baixo. "Você é tão gananciosa."

"Sim." Catra a puxou para um beijo. "E você ama isso."

A dinâmica entre elas evoluiu.

Catra aprendeu a ler os sinais de Adora, a saber quando ela estava no limite, quando ela estava pronta para ceder. E Adora aprendeu a ler Catra, a saber quando ela estava provocando por atenção e quando estava realmente precisando de correção.

"Você está sendo uma brat hoje," Adora observou, enquanto Catra se recusava a comer seu jantar.

"Estou?" Catra fingiu inocência. "Eu não sei do que você está falando."

"Você sabe, sim." Adora pegou a tigela de sopa e a colocou na frente de Catra. "Coma."

"Eu não quero."

"Você vai comer."

"E se eu não comer?"

Adora a encarou por um momento. Então, lentamente, ela pegou a colher e a mergulhou na sopa.

"Então eu vou te alimentar," ela disse, sua voz calma.

Catra sentiu seu rosto esquentar. "Isso é humilhante."

"Sim." Adora levantou a colher até os lábios de Catra. "Agora abra a boca."

Catra hesitou. Ela queria recusar, queria provar que não podia ser controlada. Mas algo naquela voz — algo naqueles olhos azuis — a fez obedecer.

Ela abriu a boca.

Adora colocou a colher em sua boca, e Catra engoliu a sopa. Era morna, reconfortante, e ela sentiu seu corpo relaxar.

"Boa menina," Adora disse, e o elogio fez algo dentro de Catra se contrair.

Adora continuou a alimentá-la, colher por colher. Catra não protestou. Ela simplesmente ficou ali, deixando Adora cuidar dela.

Quando a tigela estava vazia, Adora a colocou de lado e enxugou os lábios de Catra com o polegar.

"Você viu?" Adora disse, sua voz suave. "Não foi tão difícil."

Catra não respondeu. Ela estava muito ocupada sentindo o calor do toque de Adora, a segurança de sua presença.

A intimidade entre elas cresceu.

Catra aprendeu o corpo de Adora de uma forma que nunca tinha aprendido o corpo de ninguém. Ela aprendeu a tocá-la, a beijá-la, a levá-la ao limite.

Mas também aprendeu a se render.

"Você quer ser recompensada?" Adora perguntou uma noite, enquanto Catra se ajoelhava a seus pés.

"Sim, Senhora."

Adora estudou-a por um momento, seus dedos traçando a linha de sua mandíbula. "Você foi tão boa hoje. Você merece uma recompensa."

Ela se inclinou e beijou Catra, um beijo profundo que a fez perder o fôlego. Catra gemeu, suas mãos encontrando os ombros de Adora.

"Você quer saber qual é sua recompensa?" Adora perguntou, sua voz baixa.

"Sim."

"Você vai se deitar na cama, e eu vou te tocar. Você não vai se mover, não vai falar. Só vai sentir."

Catra sentiu seu coração acelerar. "Sim, Senhora."

Ela se levantou e se deitou na cama, seus olhos fixos em Adora. A cavaleira se moveu lentamente, cada passo calculado para aumentar a antecipação.

Quando Adora finalmente se inclinou sobre ela, Catra prendeu a respiração.

"Relaxe," Adora murmurou. "Deixe eu cuidar de você."

E ela cuidou.

A dinâmica BDSM entre elas se aprofundou com o tempo.

Adora introduziu novas técnicas, novas formas de controle. Ela usava cordas para amarrar Catra, vendas para cobrir seus olhos, coleiras para lembrá-la de quem pertencia a quem.

E Catra adorava cada momento.

"Você gosta disso?" Adora perguntou, enquanto ajustava a corda ao redor dos pulsos de Catra.

"Sim, Senhora."

"Você gosta de ser amarrada?"

"Sim." A palavra saiu como um sussurro.

Adora apertou a corda, e Catra gemeu. "Diga por quê."

"Porque..." Catra engoliu em seco. "Porque quando estou amarrada, não preciso pensar. Não preciso decidir. Eu só preciso... sentir."

Adora sorriu, um sorriso lento e satisfeito. "Boa menina. Você está aprendendo."

Ela terminou de amarrar Catra, deixando-a imóvel na cama. Catra fechou os olhos, entregando-se ao toque de Adora, ao calor de sua presença.

"Você é minha," Adora disse, sua voz baixa. "Lembre-se disso."

"Eu sou sua," Catra repetiu. "Sempre."

No entanto, Catra ainda era uma brat.

Mesmo em submissão, ela encontrava maneiras de provocar, de testar os limites. Era seu jeito de mostrar que ainda tinha vontade própria, que não era uma boneca sem vida.

"Senhora," ela chamou uma noite, enquanto Adora lia no sofá.

"Hmm?"

"Eu estou entediada."

Adora ergueu os olhos. "O que você quer?"

"Você." Catra se ajoelhou no chão, seus olhos fixos em Adora. "Eu quero sua atenção."

"E se eu não quiser te dar?"

"Então eu vou ter que encontrar uma maneira de chamar sua atenção."

Adora fechou o livro. "E como você faria isso?"

Catra sorriu, um sorriso perigoso. "Eu poderia quebrar uma regra."

"Você não faria isso."

"Você tem certeza?"

Adora a encarou por um momento. Então, lentamente, ela se levantou e caminhou até Catra.

"Você está me provocando," ela disse, sua voz baixa.

"Sim."

"Você quer ser punida?"

"Talvez."

Adora segurou seu queixo, forçando-a a olhar para cima. "Você é uma brat."

"Sim." Catra inclinou a cabeça. "E o que você vai fazer sobre isso?"

Adora observou-a por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e a beijou.

"Eu vou te dar o que você quer," ela murmurou. "Mas você vai se arrepender."

Catra sentiu um arrepio percorrer sua espinha. "Promessa?"

A punição veio na forma de privação.

Adora a amarrou na cama e a deixou ali, imóvel, por horas. Ela não a tocava, não falava com ela. Apenas a observava.

Catra sentiu a frustração crescer dentro dela. Ela queria ser tocada, queria ser beijada, queria qualquer coisa que não fosse aquele silêncio.

"Por favor," ela finalmente sussurrou. "Por favor, me toca."

Adora se inclinou sobre ela. "Você aprendeu?"

"Sim."

"Você não vai mais me provocar?"

"Não."

"Você vai se comportar?"

"Sim." A palavra saiu como um soluço. "Por favor."

Adora a encarou por um momento. Então, lentamente, ela começou a desamarrar as cordas.

"Boa menina," ela disse, sua voz suave. "Você fez tão bem."

O jogo continuou.

Catra ainda era uma brat, ainda provocava e testava limites. Mas agora havia uma compreensão mais profunda entre elas. Adora sabia quando Catra precisava de punição e quando precisava de carinho.

E Catra aprendia a confiar nessa sabedoria.

"Senhora," Catra chamou um dia, enquanto estavam no jardim.

"Sim?"

"Eu quero que você me domine."

Adora ergueu uma sobrancelha. "Agora?"

"Agora." Catra deu um passo à frente. "Eu quero que você me mostre quem eu sou."

Adora a estudou por um momento. Então, lentamente, ela pegou a mão de Catra e a guiou para longe do jardim, em direção aos aposentos reais.

"Você vai ter o que quer," Adora disse. "Mas vai ser do meu jeito."

No quarto, Adora a fez ajoelhar.

"Você quer ser dominada?" Adora perguntou, sua voz baixa.

"Sim, Senhora."

"Você quer ser controlada?"

"Sim."

"Então você vai aprender." Adora pegou a coleira de Catra e a prendeu. "Você vai aprender a obedecer. Você vai aprender a se render. E quando eu terminar, você vai saber exatamente quem você é."

Catra sentiu seu coração acelerar. "Sim, Senhora."

Adora a puxou pela coleira, guiando-a até o centro do quarto. Catra seguiu, seus olhos fixos em Adora.

"Deite-se," Adora ordenou.

Catra obedeceu, deitando-se de costas no chão. Adora se ajoelhou ao lado dela, seus olhos percorrendo seu corpo.

"Você é tão linda," Adora murmurou, seus dedos traçando o rosto de Catra. "Tão perfeita."

"Senhora..."

"Silêncio." A voz de Adora era firme. "Eu não te dei permissão para falar."

Catra fechou a boca, seus olhos fixos em Adora.

Adora continuou a tocá-la, lentamente, deliberadamente. Catra sentiu seu corpo responder, cada toque a levando mais perto do limite.

"Você quer vir?" Adora perguntou, sua voz baixa.

"Sim, Senhora."

"Você vai ter que esperar."

Catra gemeu de frustração, mas não protestou. Ela sabia que Adora estava no controle, e isso a excitava mais do que qualquer coisa.

Adora continuou a tocá-la, levando-a ao limite e depois recuando. Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos — não de tristeza, mas de desejo.

"Por favor," ela sussurrou, esquecendo a ordem de silêncio. "Por favor, me deixa..."

Adora parou. "O que eu disse sobre falar?"

"Desculpe, Senhora."

Adora a encarou por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e a beijou.

"Você é tão teimosa," ela murmurou. "Mas eu te amo mesmo assim."

Ela continuou a tocá-la, e desta vez, não parou. Catra sentiu o clímax a envolver, seu corpo se arqueando sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora sussurrou. "Boa menina."

A intimidade entre elas cresceu ainda mais.

Adora introduziu novos elementos em suas cenas — brinquedos, jogos de poder, roleplay. E Catra absorvia tudo, sua curiosidade insaciável.

"Você quer tentar algo novo?" Adora perguntou uma noite.

"O que é?"

"Algo que vai te desafiar." Adora segurou um objeto em suas mãos — um vibrador. "Você confia em mim?"

"Sim, Senhora."

Adora o prendeu a Catra, ajustando a correia ao redor de sua cintura. Catra sentiu o objeto contra ela, um zumbido suave que a fazia tremer.

"Você vai usar isso enquanto eu te observo," Adora disse. "E você não vai vir até que eu diga."

Catra engoliu em seco. "Sim, Senhora."

Adora ativou o vibrador, e Catra sentiu a sensação se espalhar por seu corpo. Ela fechou os olhos, lutando para manter o controle.

"Não feche os olhos," Adora ordenou. "Olhe para mim."

Catra obedeceu, seus olhos encontrando os de Adora. A cavaleira estava sentada à sua frente, observando-a com uma intensidade que a fazia tremer.

"Você está tão linda assim," Adora murmurou. "Tão vulnerável. Tão minha."

Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. A combinação do vibrador e das palavras de Adora era quase demais.

"Por favor," ela sussurrou. "Por favor, Senhora."

"Não ainda." A voz de Adora era firme. "Espere."

Catra lutou contra a sensação, seu corpo tremendo com o esforço. O zumbido constante a levava cada vez mais perto do limite, e ela sabia que não podia segurar por muito tempo.

"Por favor," ela repetiu, sua voz quebrada.

Adora a observou por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e desligou o vibrador.

"Você fez tão bem," ela disse, sua voz suave. "Você pode vir agora."

Catra sentiu o alívio a envolver, seu corpo relaxando sob o toque de Adora. Ela fechou os olhos, entregando-se à sensação de segurança.

"Boa menina," Adora murmurou. "Minha boa menina."

No entanto, a jornada não era apenas sobre o físico. Era também sobre o emocional.

Catra ainda tinha dias ruins, dias em que a insegurança e o medo a dominavam. Dias em que ela duvidava de si mesma, do amor de Adora, de seu lugar no mundo.

E nesses dias, Adora estava lá.

"O que está errado?" Adora perguntou, encontrando Catra encolhida no canto do quarto.

"Nada," Catra mentiu.

"Você está mentindo." Adora se sentou ao lado dela. "O que está acontecendo?"

Catra não respondeu. Ela apenas ficou ali, seus olhos fixos no chão.

Adora esperou. Ela não pressionou, não forçou. Apenas ficou ali, ao lado de Catra, oferecendo sua presença.

Finalmente, Catra falou.

"Eu estou com medo," ela sussurrou.

"Medo do quê?"

"Medo de que você me deixe." Catra ergueu os olhos, e estavam cheios de lágrimas. "Medo de que você descubra que eu não sou boa o suficiente. Medo de que tudo isso acabe."

Adora a puxou para um abraço. "Isso não vai acabar."

"Como você sabe?"

"Porque eu te amo." A voz de Adora era firme. "E eu não vou te deixar. Nunca."

Catra enterrou o rosto no ombro de Adora, sentindo as lágrimas escaparem. "Eu não mereço você."

"Você merece, sim." Adora acariciou seu cabelo. "Você merece tudo de bom. E eu vou passar o resto da minha vida te mostrando isso."

O treinamento intensificou-se.

Adora estava determinada a levar Catra ao seu limite — não para quebrá-la, mas para fortalecê-la. Ela queria que Catra entendesse seu próprio valor, sua própria força.

"Você vai fazer um exercício de confiança," Adora disse.

"Que tipo?"

"Você vai fechar os olhos. E eu vou te guiar pela sala."

Catra hesitou. "E se eu cair?"

"Você não vai cair." Adora estendeu a mão. "Porque eu vou te segurar."

Catra olhou para a mão estendida. Ela sabia que era um teste, um teste de sua confiança em Adora.

Lentamente, ela pegou a mão.

"Feche os olhos," Adora instruiu.

Catra obedeceu.

"Confie em mim," Adora disse. "Eu nunca vou te machucar."

Ela começou a guiar Catra pela sala, seus passos lentos e deliberados. Catra sentiu a mão de Adora na dela, um ponto de âncora em um mar de escuridão.

"Você está fazendo tão bem," Adora murmurou. "Estou tão orgulhosa de você."

Catra sentiu um calor se espalhar em seu peito. Ela não sabia por que aquelas palavras significavam tanto, mas significavam.

Quando abriu os olhos, estava no centro da sala. Adora estava na sua frente, seus olhos brilhando.

"Você confia em mim?" Adora perguntou.

"Sim," Catra respondeu, e a palavra era verdade.

A dinâmica BDSM continuou a evoluir.

Adora introduziu spanking, uma forma de punição que Catra inicialmente resistiu. Mas, como tudo, ela aprendeu a apreciar.

"Você foi desobediente," Adora disse, enquanto Catra se ajoelhava na sua frente. "Você sabe o que isso significa?"

"Sim, Senhora."

Adora colocou Catra de bruços sobre seus joelhos, suas mãos descansando em suas nádegas. Catra sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

"Você vai contar," Adora disse. "Até dez."

O primeiro golpe foi leve, quase um toque. Mas os seguintes foram mais firmes, cada um enviando ondas de calor através do corpo de Catra.

"Um," Catra contou, sua voz trêmula.

"Você está se comportando?" Adora perguntou.

"Sim, Senhora."

O segundo golpe foi mais forte. Catra ofegou.

"Dois."

"Por que você está sendo punida?"

"Porque eu fui desobediente."

O terceiro golpe a fez prender a respiração. "Três."

"O que você aprendeu?"

"Que desobediência tem consequências."

Adora continuou, cada golpe um lembrete do controle que ela tinha sobre Catra. Mas também era um lembrete do cuidado, do amor que sustentava sua dinâmica.

Quando terminou, Catra estava ofegante, seus olhos brilhando com lágrimas.

"Levante-se," Adora ordenou.

Catra obedeceu, seus joelhos tremendo.

Adora a puxou para um abraço, e Catra enterrou o rosto em seu ombro.

"Você fez tão bem," Adora murmurou. "Estou tão orgulhosa de você."

A cena de spanking se tornou uma parte regular de sua dinâmica. Catra não apenas a tolerava — ela a ansiava. Havia algo na dor, na submissão, que a fazia sentir viva.

"Você está sendo uma brat," Adora observou um dia, enquanto Catra se recusava a fazer o que lhe era pedido.

"Estou?"

"Sim." Adora a puxou para seus joelhos. "Você sabe o que isso significa?"

"Que vou ser punida?"

"Exatamente."

Adora a colocou de bruços sobre seus joelhos, suas mãos descansando em suas nádegas.

"Você vai contar," ela disse. "Até vinte."

Catra sentiu seu coração acelerar. Vinte era mais do que ela já tinha recebido.

"Sim, Senhora."

Os golpes começaram, cada um mais forte que o anterior. Catra contou, sua voz trêmula, suas lágrimas caindo no chão.

Mas quando terminou, ela sentiu uma paz que não conseguia explicar.

A relação entre elas se aprofundou.

Catra não era mais apenas uma prisioneira ou uma submissa. Ela era a parceira de Adora, a pessoa com quem Adora compartilhava sua vida.

E Catra finalmente entendia isso.

"Você está feliz?" Adora perguntou uma noite, enquanto estavam deitadas na cama.

Catra considerou a pergunta. "Sim," ela disse, e a palavra era verdade. "Pela primeira vez em muito tempo, estou feliz."

Adora a puxou para mais perto. "Eu também."

"O que você quer para o futuro?" Catra perguntou.

"Você." A resposta foi imediata. "Só você."

Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. "Eu também quero você."

"Então temos um acordo."

Elas se beijaram, e o beijo era uma promessa.

A vida em Bright Moon mudou.

Catra ainda era a mesma pessoa teimosa e provocadora, mas agora havia um propósito em suas ações. Ela ajudava nos celeiros, treinava com os guardas, e até começou a dar conselhos à rainha Glimmer sobre como melhorar a vida dos cidadãos.

"Você está mudando," Glimmer observou um dia.

"Estou?"

"Sim." A rainha sorriu. "Adora está fazendo um bom trabalho com você."

Catra sentiu seu rosto esquentar. "Ela é... especial."

"Sim, ela é." Glimmer inclinou a cabeça. "Você a ama?"

Catra hesitou por um momento. Então, lentamente, ela assentiu. "Sim. Eu a amo."

"E ela te ama?"

"Sim."

"Então isso é tudo que importa."

No entanto, nem tudo era perfeito.

Havia dias em que Catra duvidava de si mesma, dias em que a antiga insegurança a dominava. Dias em que ela se perguntava se merecia o amor de Adora.

E nesses dias, Adora estava lá para lembrá-la.

"O que está errado?" Adora perguntou, encontrando Catra sentada sozinha no jardim.

"Nada."

"Você está mentindo." Adora se sentou ao lado dela. "Fale comigo."

Catra não respondeu por um longo momento. Finalmente, ela falou.

"Eu estou com medo de que isso acabe," ela sussurrou. "De que você descubra que eu não sou boa o suficiente."

Adora a puxou para um abraço. "Isso não vai acontecer."

"Como você sabe?"

"Porque eu te conheço." A voz de Adora era firme. "Eu conheço suas qualidades e seus defeitos. Conheço seus medos e suas forças. E eu te amo por todas elas."

Catra sentiu as lágrimas escaparem. "Eu te amo."

"Eu também te amo." Adora a beijou. "E não vou deixar você esquecer isso."

A dinâmica BDSM entre elas continuou a evoluir.

Adora introduziu novos elementos — bondage, privação sensorial, jogos de poder. E Catra abraçava cada um, sua confiança em Adora crescendo a cada dia.

"Você quer tentar algo novo?" Adora perguntou.

"O que é?"

"Algo que vai te desafiar." Adora segurou uma venda em suas mãos. "Você confia em mim?"

"Sim, Senhora."

Adora colocou a venda sobre os olhos de Catra, mergulhando-a na escuridão.

"Você vai sentir," Adora disse. "Só sentir."

Catra sentiu a mão de Adora em seu rosto, seus dedos traçando sua mandíbula. Ela prendeu a respiração.

"Você é tão linda," Adora murmurou. "Tão vulnerável. Tão minha."

Ela começou a tocar Catra, lentamente, deliberadamente. Cada toque era uma revelação, cada carícia uma descoberta.

Catra sentiu o clímax se aproximar, seu corpo se arqueando sob o toque de Adora.

"Você quer gozar?" Adora perguntou.

"Sim, Senhora."

"Então goze, querida."

Catra se entregou ao prazer, seu corpo se libertando sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora sussurrou. "Minha boa menina."

A rotina diária de Catra mudou radicalmente.

Ela acordava cedo, treinava com Adora, ajudava nos celeiros, e passava as noites na companhia da cavaleira. Era uma vida que ela nunca tinha imaginado para si mesma, mas era uma vida que ela amava.

"Você está feliz?" Adora perguntou um dia.

"Sim," Catra respondeu. "Estou."

"Mesmo com todas as regras?"

"As regras são o que me fazem sentir segura." Catra se inclinou e a beijou. "Você me faz sentir segura."

Adora sorriu. "Isso é tudo que eu quero."

A relação entre elas se aprofundou ainda mais.

Adora não era apenas sua Domme — era sua parceira, sua amiga, sua confidente. Catra podia compartilhar seus medos e inseguranças com ela, sabendo que seria aceita.

"Você está pensando em algo," Adora observou uma noite.

"Sim." Catra estava deitada em seu colo, seus olhos fixos no teto. "Estou pensando em como tudo mudou."

"Como assim?"

"Eu costumava odiar este lugar." Catra riu, um som baixo. "Eu odiava Bright Moon, odiava Glimmer, odiava tudo. Mas agora..."

"Agora?"

"Agora eu não consigo imaginar estar em outro lugar." Catra ergueu os olhos para encontrar os de Adora. "Porque você está aqui."

Adora se inclinou e a beijou. "Eu sempre estarei aqui."

A dinâmica BDSM continuou a evoluir.

Adora introduziu o uso de brinquedos, explorando os limites de Catra de maneiras novas e excitantes. E Catra abraçava cada experiência, sua confiança em Adora crescendo a cada dia.

"Você quer tentar algo novo?" Adora perguntou.

"O que é?"

"Algo que vai te desafiar." Adora segurou um objeto em suas mãos. "Você confia em mim?"

"Sim, Senhora."

Adora usou o brinquedo em Catra, levando-a ao limite e além. Catra sentiu o clímax a envolver, seu corpo se libertando sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora sussurrou. "Minha boa menina."

No entanto, mesmo em submissão, Catra ainda era uma brat.

Ela encontrava maneiras de provocar, de testar os limites. Era seu jeito de mostrar que ainda tinha vontade própria, que não era uma boneca sem vida.

"Senhora," ela chamou um dia, sua voz doce.

"Sim?"

"Eu quero algo."

"O que?"

"Você." Catra se ajoelhou na frente dela. "Eu quero você."

Adora a encarou por um momento. "Você está sendo uma brat."

"Sim." Catra inclinou a cabeça. "E o que você vai fazer sobre isso?"

Adora a puxou para seus joelhos. "Vou te dar o que você quer. Mas você vai se arrepender."

"Promessa?"

A punição veio na forma de privação sensorial.

Adora amarrou Catra na cama, colocou uma venda sobre seus olhos, e a deixou ali, imóvel, por horas. Catra sentiu a frustração crescer dentro dela, sua mente correndo.

"Por favor," ela sussurrou. "Por favor, me toca."

Adora se inclinou sobre ela. "Você aprendeu?"

"Sim."

"Você não vai mais me provocar?"

"Não."

"Você vai se comportar?"

"Sim."

Adora a desamarrou lentamente, seus dedos traçando a pele de Catra.

"Boa menina," ela murmurou. "Minha boa menina."

A relação entre elas se tornou mais profunda.

Catra não era mais apenas uma submissa — era a parceira de Adora. E Adora não era apenas uma Domme — era a pessoa que Catra amava.

"Você está pronta para dar o próximo passo?" Adora perguntou.

"O que você quer dizer?"

"Quero dizer que quero que você viva comigo. Não como prisioneira, mas como minha parceira."

Catra sentiu seu coração disparar. "Você está falando sério?"

"Sim." Adora pegou suas mãos. "Eu quero acordar com você todas as manhãs. Quero dormir com você todas as noites. Quero construir uma vida com você."

Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. "Sim. Mil vezes sim."

A vida juntas foi melhor do que Catra poderia ter imaginado.

Elas acordavam cedo, treinavam juntas, passavam os dias trabalhando e as noites se amando. Era uma vida simples, mas era perfeita.

"Você está feliz?" Adora perguntou uma noite.

"Mais do que nunca," Catra respondeu.

"Eu também."

Adora a puxou para perto, e Catra descansou a cabeça em seu peito. O som de seu coração era reconfortante, um lembrete de que ela estava viva, que era amada.

"Eu te amo," Catra murmurou.

"Eu também te amo."

A dinâmica BDSM entre elas continuou a ser uma parte importante de sua relação.

Catra ainda era uma brat, ainda provocava e testava limites. Mas agora havia uma compreensão mais profunda entre elas. Adora sabia quando Catra precisava de punição e quando precisava de carinho.

E Catra confiava nessa sabedoria.

"Senhora," ela chamou um dia, sua voz provocadora.

"Sim?"

"Eu quero ser punida."

Adora ergueu uma sobrancelha. "E por que você quer isso?"

"Porque eu fui desobediente." Catra inclinou a cabeça. "E porque você é a única que pode me punir do jeito certo."

Adora a estudou por um momento. Então, lentamente, ela se levantou e caminhou até Catra.

"Você vai ter o que quer," ela disse. "Mas vai ser do meu jeito."

Ela a colocou de bruços sobre a cama, suas mãos descansando em suas nádegas.

"Você vai contar," ela disse. "Até quinze."

Catra sentiu seu coração acelerar. "Sim, Senhora."

Os golpes começaram, cada um mais forte que o anterior. Catra contou, sua voz trêmula, suas lágrimas caindo no travesseiro.

Quando terminou, Adora a puxou para um abraço.

"Boa menina," ela murmurou. "Minha boa menina."

O spanking se tornou uma parte regular de sua dinâmica.

Catra não apenas o tolerava — ela o ansiava. Havia algo na dor, na submissão, que a fazia sentir viva.

"Você está sendo uma brat," Adora observou um dia.

"Estou?"

"Sim." Adora a puxou para seus joelhos. "Você sabe o que isso significa?"

"Que vou ser punida?"

"Exatamente."

Adora a colocou de bruços sobre seus joelhos. "Vinte."

Catra sentiu seu coração acelerar. "Sim, Senhora."

Os golpes começaram, cada um mais forte que o anterior. Catra contou, sua voz trêmula, suas lágrimas caindo no chão.

Mas quando terminou, ela sentiu uma paz que não conseguia explicar.

A relação entre elas se aprofundou ainda mais.

Catra não era mais apenas uma submissa ou uma parceira — ela era a pessoa que Adora amava. E Adora era a pessoa que Catra amava.

"Você está pronta para o próximo nível?" Adora perguntou.

"O que você quer dizer?"

"Quero dizer que quero te levar ao meu limite. Quero te mostrar o que é possível."

Catra sentiu seu coração acelerar. "Eu confio em você."

"Então venha comigo."

Adora a levou para seu quarto, onde uma cena elaborada a esperava. Cordas, vendas, brinquedos — tudo estava preparado.

"Você está pronta?" Adora perguntou.

"Sim, Senhora."

Adora começou a amarrá-la, cada nó um lembrete de seu controle. Catra sentiu seu corpo relaxar, entregando-se ao toque de Adora.

"Você é minha," Adora disse, sua voz baixa. "Lembre-se disso."

"Eu sou sua," Catra repetiu. "Sempre."

A cena foi intensa.

Adora a levou ao limite e além, explorando cada centímetro de seu corpo. Catra sentiu o prazer e a dor se misturarem, uma sinfonia que a elevava a novos patamares.

Quando terminou, ela estava ofegante, seu corpo tremendo sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora murmurou. "Minha boa menina."

Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos — não de tristeza, mas de gratidão.

"Eu te amo," ela sussurrou.

"Eu também te amo."

A vida em Bright Moon continuou.

Catra e Adora construíram uma vida juntas, uma vida de amor e confiança. Elas ainda enfrentavam desafios, ainda tinham seus momentos de dúvida. Mas enfrentavam tudo juntas.

"Você está feliz?" Adora perguntou, enquanto caminhavam pelo jardim.

"Sim," Catra respondeu. "Estou mais feliz do que nunca imaginei ser possível."

Adora a puxou para um beijo. "Eu também."

No entanto, a vida não era sempre fácil.

Catra ainda tinha dias ruins, dias em que a insegurança a dominava. Dias em que ela se perguntava se merecia o amor de Adora.

E nesses dias, Adora estava lá para lembrá-la.

"O que está errado?" Adora perguntou, encontrando Catra sentada sozinha.

"Nada."

"Você está mentindo." Adora se sentou ao lado dela. "Fale comigo."

Catra não respondeu por um longo momento. Finalmente, ela falou.

"Eu estou com medo de que você se canse de mim," ela sussurrou. "De que você descubra que eu sou demais."

Adora a puxou para um abraço. "Isso não vai acontecer."

"Como você sabe?"

"Porque eu te escolhi." A voz de Adora era firme. "Eu escolhi você, Catra. E vou escolher você todos os dias."

Catra sentiu as lágrimas escaparem. "Eu te amo."

"Eu também te amo."

A dinâmica BDSM entre elas continuou a ser uma fonte de força e conexão.

Catra ainda era uma brat, ainda provocava e testava limites. Mas agora havia uma compreensão mais profunda entre elas. Adora sabia quando Catra precisava de punição e quando precisava de carinho.

E Catra confiava nessa sabedoria.

"Senhora," ela chamou um dia.

"Sim?"

"Eu quero ser sua."

Adora a encarou por um momento. "Você já é minha."

"Eu quero ser mais." Catra se ajoelhou na frente dela. "Quero ser completamente sua. Sem reservas."

Adora a estudou por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e a beijou.

"Você é minha," ela disse. "E sempre será."

A cena que se seguiu foi uma das mais intensas que elas já tinham compartilhado.

Adora usou todas as ferramentas à sua disposição — cordas, vendas, brinquedos. Catra entregou-se completamente, seu corpo e mente sob o controle de Adora.

"Você está pronta?" Adora perguntou.

"Sim, Senhora."

Adora começou a tocá-la, levando-a ao limite e além. Catra sentiu o prazer a envolver, seu corpo se libertando sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora murmurou. "Minha boa menina."

Depois, elas ficaram deitadas juntas, seus corpos entrelaçados.

"Você está bem?" Adora perguntou.

"Sim." Catra sentiu um sorriso se formar em seus lábios. "Mais do que bem."

"Eu também."

Adora a puxou para mais perto, e Catra descansou a cabeça em seu peito. O som de seu coração era reconfortante, um lembrete de que ela estava viva, que era amada.

"Eu te amo," Catra murmurou.

"Eu também te amo."

O tempo passou, e a vida em Bright Moon continuou.

Catra e Adora construíram uma vida juntas, uma vida de amor e confiança. Elas ainda enfrentavam desafios, ainda tinham seus momentos de dúvida. Mas enfrentavam tudo juntas.

"Você está feliz?" Adora perguntou um dia.

"Sim," Catra respondeu. "Mais do que nunca."

"Eu também."

Elas se beijaram, e o beijo era uma promessa.

No entanto, Catra ainda era uma brat.

Mesmo em submissão, ela encontrava maneiras de provocar, de testar os limites. Era seu jeito de mostrar que ainda tinha vontade própria.

"Senhora," ela chamou um dia.

"Sim?"

"Eu quero te provocar."

Adora ergueu uma sobrancelha. "E por que você faria isso?"

"Porque eu sei que você adora." Catra inclinou a cabeça, um sorriso perverso em seus lábios. "E porque eu quero ver o que você vai fazer."

Adora a encarou por um momento. Então, lentamente, ela se levantou e caminhou até Catra.

"Você vai ter o que quer," ela disse. "Mas vai se arrepender."

"Promessa?"

A punição veio na forma de uma sessão de spanking prolongada.

Adora a colocou de bruços sobre seus joelhos, suas mãos descansando em suas nádegas. Catra sentiu seu coração acelerar.

"Trinta," Adora disse.

Catra engoliu em seco. "Sim, Senhora."

Os golpes começaram, cada um mais forte que o anterior. Catra contou, sua voz trêmula, suas lágrimas caindo no chão.

Mas quando terminou, ela sentiu uma paz que não conseguia explicar.

A relação entre elas se aprofundou ainda mais.

Catra não era mais apenas uma submissa ou uma parceira — ela era a pessoa que Adora amava. E Adora era a pessoa que Catra amava.

"Você está pronta para o próximo nível?" Adora perguntou.

"O que você quer dizer?"

"Quero dizer que quero te levar ao meu limite." Adora a puxou para perto. "Quero te mostrar o que é possível."

Catra sentiu seu coração acelerar. "Eu confio em você."

"Então venha comigo."

Adora a levou para seu quarto, onde uma cena elaborada a esperava. Cordas, vendas, brinquedos — tudo estava preparado.

"Você está pronta?" Adora perguntou.

"Sim, Senhora."

Adora começou a amarrá-la, cada nó um lembrete de seu controle. Catra sentiu seu corpo relaxar, entregando-se ao toque de Adora.

"Você é minha," Adora disse, sua voz baixa. "Lembre-se disso."

"Eu sou sua," Catra repetiu. "Sempre."

A cena foi intensa.

Adora a levou ao limite e além, explorando cada centímetro de seu corpo. Catra sentiu o prazer e a dor se misturarem, uma sinfonia que a elevava a novos patamares.

Quando terminou, ela estava ofegante, seu corpo tremendo sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora murmurou. "Minha boa menina."

A vida em Bright Moon continuou.

Catra e Adora construíram uma vida juntas, uma vida de amor e confiança. Elas ainda enfrentavam desafios, ainda tinham seus momentos de dúvida. Mas enfrentavam tudo juntas.

"Você está feliz?" Adora perguntou, enquanto caminhavam pelo jardim.

"Sim," Catra respondeu. "Estou mais feliz do que nunca imaginei ser possível."

Adora a puxou para um beijo. "Eu também."

No entanto, a vida não era sempre fácil.

Catra ainda tinha dias ruins, dias em que a insegurança a dominava. Dias em que ela se perguntava se merecia o amor de Adora.

E nesses dias, Adora estava lá para lembrá-la.

"O que está errado?" Adora perguntou, encontrando Catra sentada sozinha.

"Nada."

"Você está mentindo." Adora se sentou ao lado dela. "Fale comigo."

Catra não respondeu por um longo momento. Finalmente, ela falou.

"Eu estou com medo de que você se canse de mim," ela sussurrou. "De que você descubra que eu sou demais."

Adora a puxou para um abraço. "Isso não vai acontecer."

"Como você sabe?"

"Porque eu te escolhi." A voz de Adora era firme. "Eu escolhi você, Catra. E vou escolher você todos os dias."

Catra sentiu as lágrimas escaparem. "Eu te amo."

"Eu também te amo."

A dinâmica BDSM entre elas continuou a ser uma fonte de força e conexão.

Catra ainda era uma brat, ainda provocava e testava limites. Mas agora havia uma compreensão mais profunda entre elas. Adora sabia quando Catra precisava de punição e quando precisava de carinho.

E Catra confiava nessa sabedoria.

"Senhora," ela chamou um dia.

"Sim?"

"Eu quero ser sua."

Adora a encarou por um momento. "Você já é minha."

"Eu quero ser mais." Catra se ajoelhou na frente dela. "Quero ser completamente sua. Sem reservas."

Adora a estudou por um momento. Então, lentamente, ela se inclinou e a beijou.

"Você é minha," ela disse. "E sempre será."

A cena que se seguiu foi uma das mais intensas que elas já tinham compartilhado.

Adora usou todas as ferramentas à sua disposição — cordas, vendas, brinquedos. Catra entregou-se completamente, seu corpo e mente sob o controle de Adora.

"Você está pronta?" Adora perguntou.

"Sim, Senhora."

Adora começou a tocá-la, levando-a ao limite e além. Catra sentiu o prazer a envolver, seu corpo se libertando sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora murmurou. "Minha boa menina."

Depois, elas ficaram deitadas juntas, seus corpos entrelaçados.

"Você está bem?" Adora perguntou.

"Sim." Catra sentiu um sorriso se formar em seus lábios. "Mais do que bem."

"Eu também."

Adora a puxou para mais perto, e Catra descansou a cabeça em seu peito. O som de seu coração era reconfortante, um lembrete de que ela estava viva, que era amada.

"Eu te amo," Catra murmurou.

"Eu também te amo."

O tempo passou, e a vida em Bright Moon continuou.

Catra e Adora construíram uma vida juntas, uma vida de amor e confiança. Elas ainda enfrentavam desafios, ainda tinham seus momentos de dúvida. Mas enfrentavam tudo juntas.

"Você está feliz?" Adora perguntou um dia.

"Sim," Catra respondeu. "Mais do que nunca."

"Eu também."

Elas se beijaram, e o beijo era uma promessa.

Um ano se passou desde que Catra se entregou a Adora.

Tanta coisa mudou naquele tempo. Catra não era mais a rebelde que odiava Bright Moon. Ela era uma cidadã respeitada, uma conselheira informal da rainha, e acima de tudo, a parceira de Adora.

Mas ela ainda era uma brat.

"Você está atrasada," Adora disse, quando Catra entrou na sala de treino.

"Estava ocupada."

"Fazendo o quê?"

"Te provocando." Catra sorriu, mostrando os dentes. "Funcionou?"

Adora rolou os olhos, mas havia um sorriso em seus lábios. "Você é impossível."

"Você já disse isso."

"Sim, mas estou dizendo de novo."

Catra deu um passo à frente. "Você gosta."

"Gosto do quê?"

"De mim sendo impossível."

Adora a puxou para perto. "Talvez."

"Só talvez?"

"OK, sim." Adora riu. "Eu gosto. Mas não diga para ninguém."

Catra se inclinou e a beijou. "Seu segredo está seguro comigo."

A dinâmica BDSM entre elas havia se tornado uma segunda natureza.

Catra ainda se ajoelhava, ainda usava a coleira, ainda chamava Adora de Senhora em cena. Mas havia uma profundidade em sua submissão que não existia antes.

Ela não se submetia por medo ou por obrigação. Ela se submetia por amor.

"Você está pronta?" Adora perguntou, segurando a coleira.

"Sim, Senhora."

Adora prendeu a coleira ao redor do pescoço de Catra, puxando-a para mais perto.

"Você é minha," ela disse.

"Eu sou sua," Catra respondeu.

"E você sempre será."

"Sempre."

A cena que se seguiu foi uma celebração de seu amor.

Adora a amarrou com cuidado, usando cordas de seda que não machucavam a pele. Catra ficou imóvel, entregando-se completamente ao toque de Adora.

"Você é tão linda," Adora murmurou, seus dedos traçando o corpo de Catra. "Tão perfeita."

"Senhora..."

"Silêncio." A voz de Adora era firme. "Deixe eu te admirar."

Catra fechou os olhos, deixando-se levar pelo toque de Adora. Ela sentiu o prazer se espalhar por seu corpo, uma onda de calor que a envolvia completamente.

"Você quer vir?" Adora perguntou.

"Sim, Senhora."

"Então venha."

Catra se entregou ao clímax, seu corpo se libertando sob o toque de Adora.

"Boa menina," Adora sussurrou. "Minha boa menina."

Depois, elas ficaram deitadas juntas, seus corpos entrelaçados.

"Eu te amo," Catra murmurou.

"Eu também te amo."

"Você acha que isso vai durar para sempre?"

Adora a puxou para mais perto. "Eu vou fazer durar."

"Como?"

"Amando você. Todos os dias. Sempre."

Catra sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. "Eu também vou te amar. Sempre."

O tempo continuou a passar, e a vida em Bright Moon floresceu.

Catra e Adora se tornaram um símbolo de esperança para o reino. Sua história de amor e redenção inspirou muitos, mostrando que até mesmo os maiores rebeldes podiam encontrar seu caminho.

"Você está pronta para o próximo passo?" Adora perguntou um dia.

"O que você quer dizer?"

"Quero dizer que quero te pedir em casamento."

Catra sentiu seu coração parar. "O quê?"

Adora se ajoelhou na frente dela, segurando uma pequena caixa. "Catra, eu te amo mais do que qualquer coisa neste mundo. Você me fez uma pessoa melhor, me mostrou o que é o amor verdadeiro." Ela abriu a caixa, revelando um anel de prata com uma gema azul — a cor dos olhos de Adora. "Você quer se casar comigo?"

Catra sentiu as lágrimas escaparem de seus olhos. "Sim," ela conseguiu dizer. "Sim, mil vezes sim."

Adora colocou o anel em seu dedo e a puxou para um beijo.

"Eu te amo," Adora murmurou.

"Eu também te amo."

O casamento foi uma celebração de todo o reino.

Glimmer oficiou a cerimônia, e todos os cidadãos de Bright Moon compareceram. Foi um dia de alegria, de amor, de esperança.

E quando Adora e Catra trocaram seus votos, prometendo amar um ao outro para sempre, o reino inteiro aplaudiu.

"Você está feliz?" Adora perguntou, enquanto dançavam sob as estrelas.

"Mais do que nunca," Catra respondeu.

"Eu também."

Elas se beijaram, e o beijo era uma promessa de um futuro juntas.

A vida de casadas foi tudo que Catra poderia ter sonhado.

Elas acordavam juntas, treinavam juntas, trabalhavam juntas. E à noite, se amavam com a mesma paixão do primeiro dia.

"Senhora," Catra chamou uma noite.

"Sim?"

"Eu quero te amar."

Adora a puxou para perto. "Então me ame."

E Catra amou.

A dinâmica BDSM entre elas continuou a evoluir, adaptando-se às suas vidas em mudança.

Catra ainda era uma brat, ainda provocava e testava limites. Mas agora havia uma confiança inabalável entre elas.

"Você está sendo uma brat," Adora observou.

"Estou?"

"Sim." Adora a puxou para seus joelhos. "Você sabe o que isso significa?"

"Que vou ser punida?"

"Exatamente."

Adora a colocou de bruços sobre seus joelhos, suas mãos descansando em suas nádegas.

"Vinte," ela disse.

Catra sentiu seu coração acelerar. "Sim, Senhora."

Os golpes começaram, cada um mais forte que o anterior. Catra contou, sua voz trêmula, suas lágrimas caindo no chão.

Mas quando terminou, ela sentiu uma paz que não conseguia explicar.

A vida em Bright Moon continuou, cheia de amor e desafios.

Catra e Adora enfrentaram tudo juntas — as alegrias, as tristezas, os momentos de dúvida. Mas sempre, sempre, encontraram seu caminho de volta uma para a outra.

"Eu te amo," Catra disse, enquanto estavam deitadas na cama.

"Eu também te amo."

"Para sempre?"

"Para sempre."

E foi assim que Catra, a rebelde que odiava Bright Moon, encontrou seu lar.

Não em um reino, não em um palácio, mas nos braços da mulher que amava.