Work Text:
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“Mais que porra!” socou a mesa irritado, quase fazendo ela afundar com o impacto.
Se tinha uma coisa que Minho odiava era perder, e para o seu azar era exatamente isso que estava acontecendo.
Quando se tratava de jogos Minho se tornava bastante competitivo, e saber que estava no time perdedor lhe causava uma raiva intensa impossível de controlar. Seus amigos que também estavam na partida se divertiam com o estresse de Minho, era frustrante estar perdendo, mas os gritos de raiva que Minho soltava sempre arrancavam risadas de todos, exceto do próprio Minho que estava quase soltando fumaça pelas narinas.
“Cara, não acredito nisso.” falava no microfone de seu headset gamer, os dedos se mexendo no teclado e no mouse com uma rapidez invejável. “Acerta ele, caralho! Porra, que campeão merda!”
Do outro lado do quarto deitado na cama, Jisung o encarava com o rosto apoiado na mão e uma expressão de tédio. Cenas como essa eram comuns no seu cotidiano, visto que o casal tinha um apreço em comum por jogos e passavam a maior parte do tempo jogando, às vezes até jogando juntos — na verdade, foi durante uma partida de Valorant que os dois se conheceram. Minho ficou apreensivo com a ideia de outra pessoa na equipe, mas no segundo em que ouviu a risada escandalosa de Jisung apitando em seus fones foi amor à primeira vista.
Era divertido, Jisung gostava de momentos como esses em que ambos compartilhavam sua paixão por jogos jogando algo juntos, indo dormir tarde da noite após um dos dois ceder e aceitar perder após uma sequência de discussões bobas carregadas de risadas. Acontece que Jisung estava cansado de só jogar e mais nada. Sentia falta de verem algum filme, saírem para algum lugar, ou até mesmo de terem algo mais íntimo — no caso, sentia saudades especificamente da última parte.
Minho estava sempre ocupado com a faculdade ou jogando, e por causa disso nunca sobrava um momento do dia para dedicar seu tempo ao namorado, mesmo que morassem juntos. Jisung estava frustrado e carente, muito carente.
Jisung tentou de tudo para chamar sua atenção; já dormiu só com uma blusa larga e boxer fazendo questão de ficar empinado para ele, mas não deu em nada, Minho apenas lhe deu um beijo na cabeça e virou para dormir. Já vestiu suas roupas mais curtas e jogou as cantadas mais depravadas possíveis, mas nada acontecia, no máximo recebia uma risada em resposta. Minho parecia estar vivendo no mundo da lua e isso fazia Jisung surtar de tanta frustração.
Além de se sentir frustrado, Jisung também se sentia inseguro. E se o problema fosse ele? Será que Minho não está mais apaixonado e não sabe como terminar? Ou será que Minho não sente mais tesão nele? Meu deus, será que ele conheceu outra pessoa?
Jisung afundou o rosto no travesseiro e gritou, Minho gritou ao mesmo tempo. Eram tantas perguntas e pensamentos autodestrutivos que em um movimento rápido ele desconectou o celular do carregador e correu para a sala, discando o número já conhecido. Se ele não conversasse com alguém sobre isso nesse exato momento iria surtar e jogar água no computador do namorado.
“Alô?” a voz rouca e sonolenta respondeu do outro lado da linha. “Jisungie?”
“Oi, Lix. Você tava dormindo? Me desculpa, não queria te incomodar…” sentiu-se extremamente culpado por atrapalhar o sono do melhor amigo para desabafar mais uma vez sobre seu relacionamento frustrado, mas sabia que agora não poderia mais voltar atrás, caso contrário receberia mil ameaças de morte.
“Ei, tá tudo bem, sério. Eu só tava cochilando mesmo, depois eu volto a dormir.” tranquilizou o garoto ao perceber o quão tenso ele aparentava estar, sorrindo mesmo que ele não pudesse enxergar. “Aconteceu algo? Pra você estar me ligando assim do nada tem que ter acontecido alguma coisa.”
“Bom, aconteceu…” olhou para os dois lados para conferir se estava sozinho enquanto afastava uma almofada do sofá para se sentar, repousando o travesseiro fofinho em seu colo. “Ah, Lix, deixa pra lá…” suspirou. “É besteira.”
“Deixa eu adivinhar.” revirou os olhos fazendo uma careta de desgosto. A resposta era óbvia, não precisava ser um especialista para entender o motivo daquela ligação. “É sobre o Minho, não é?”
“Sim…” escutou um estalar de língua do outro lado. Não era a primeira vez que os dois estavam nessa situação, e mesmo que entendesse que a culpa não era de Jisung, Felix ainda sentia vontade de lhe dar um cascudo para ver se ele acordava.
“O que esse idiota fez agora?”
“Nada, esse é o problema. Ele não faz nada além de ficar na porra do jogo, ele consegue ser pior do que eu! E eu não sei mais o que fazer pra chamar atenção dele, será que ele não me ama mais...?”
“Jisung.” lhe chamou sério ao notar o tom nítido de tristeza em sua voz. “Escuta só, o Minho pode ser um pateta que tá sempre desligado de tudo, mas ele te ama muito. E outra, se ele não quisesse mais ficar com você ele iria conversar sobre isso, e você sabe disso. Ele pode ser tonto, mas não é um babaca.”
“Hm, é, você tá certo.” coçou a cabeça, jogando a almofada de qualquer jeito no sofá para começar a andar de um lado para o outro na pequena sala do apartamento, coisa que fazia quando estava nervoso. “Mas então o que eu faço pra chamar atenção dele? Eu vivo jogando indireta pra ele e ele nem percebe! O que eu tenho que fazer? Botar uma placa na minha testa escrito ‘me come’?”
“E se o problema estiver nas indiretas? Quer dizer, o Minho é bem lerdo, qualquer um sabe disso. Você vai precisar ser mais direto se quiser que isso dê certo, e pra isso você vai ter que atingir o ponto fraco dele.”
“Ponto fraco dele?” piscou confuso, desacelerando os passos até parar de vez. “Mas ele…” de repente seus olhos se arregalaram, finalmente entendendo. “Caralho, Felix, você é um gênio! Obrigado, sério, te amo!”
Escutou um "também te amo" e encerrou a ligação, correndo de volta para o quarto com um sorriso nos lábios, se sentindo um pouco mais confiante. Vai dar certo, é impossível não dar certo.
Tinha uma grande possibilidade de ser uma péssima idéia e terminar de estragar seu relacionamento? Com certeza, mas no estado de desespero que Jisung estava, ele aceitava arriscar qualquer coisa mesmo que essa fosse sua última tentativa. Melhor se arrepender do que passar vontade, certo?
Quando entrou no cômodo viu que Minho estava exatamente do mesmo jeito, sentado de frente para o computador com seu fone gamer torto em sua cabeça e xingando horrores sobre o quão ruim seus amigos estavam jogando. Jisung revirou os olhos com a cena; era melhor que isso funcionasse.
Se aproximou do namorado com cuidado, os passos tão delicados quanto de um caçador se aproximando de uma presa agressiva, parando ao seu lado e curvando o corpo para baixo, fingindo interesse na partida. Minho notou sua presença e lhe deu um rápido selar na bochecha, mas logo voltando o foco para onde o jogo acontecia.
“Oi, tô no meio de uma partida e eu tô perdendo.” se explicou sem um motivo aparente, seus olhos vidrados na tela do computador. Seus dedos alternavam entre o teclado e o mouse sem olhar para eles, Minho nem piscava de tão concentrado que estava.
“Eu percebi.” respondeu simples, já que de qualquer forma ele não prolongaria o assunto.
Continuou assistindo ele jogar e por alguns segundos ficou feliz ao ver que seu time estava em vantagem, talvez se tudo ocorresse bem e o humor de Minho estivesse bom seria mais fácil de conseguir sua atenção, ele nem precisaria apelar para aquela ideia desesperada que bolou em sua mente, mas a sorte não durou muito tempo e os inimigos começaram a atacar o personagem de Minho, que em resposta grunhiu de raiva.
“Puta que pariu, inferno.” faltou rosnar enquanto apertava o mouse com força. “Eu disse pra mirar nele, Seungmin, você é burro, porra?”
É, Jisung não tinha outra alternativa.
Com muito medo e juntando muita coragem, Jisung esfregou a pontinha do nariz nos fios macios do cabelo do namorado, inalando o cheiro adocicado do seu shampoo. No começo era só um carinho para ver como ele reagiria, e como de esperado, Minho não reagiu, arriscava dizer que ele nem notou. Continuou com o carinho até descer o nariz pelo seu pescoço, o esfregando pela área e só então atraindo a atenção do namorado.
“Só um segundo.” falou no microfone, tirando os fones por um momento para olhar para Jisung. “Amor, eu tô ocupado.”
Jisung só abriu um sorrisinho cínico para ele e substituiu o nariz pelos lábios, tendo um toque mais direto com a pele de seu pescoço. Minho suspirou surpreso com o toque, mas ele não parecia estar gostando.
“Jagiya, agora não.” afastou a cabeça para o lado fugindo dos lábios dele, posicionando os fones de volta em suas orelhas como se nada tivesse acontecido. “Oi, voltei.”
Insatisfeito, Jisung se afastou apenas para pensar em outra coisa pois era orgulhoso demais para aceitar derrota tão cedo. O conflito de egos sempre foi um problema entre os dois quando jogavam algo juntos, e agora Jisung estava jogando seu próprio jogo particular onde perder não era uma opção. Ele se aproximou aos poucos e depositou um beijo em seu pescoço, espalhando mais alguns beijos até sentir Minho se arrepiar e fugir do seu toque sacudindo os ombros para lhe afastar.
Isso não era nada bom. Vendo que aquilo também não funcionou, precisou apelar para sua última estratégia; sem dizer nada, Jisung se enfiou entre os braços de Minho e sentou-se em seu colo, tampando um pouco sua vista.
Por mais inusitado que fosse, Minho não estranhou aquilo, era um hábito do casal o menor se sentar em seu colo enquanto jogavam, e por isso fez um carinho rápido em seus fios como sempre fazia quando estavam naquela posição, sem imaginar que as intenções de Jisung eram outras.
O garoto mais velho estava tão focado na partida e no ódio que sentia que nem ao menos percebeu uma mãozinha acariciando a área interna de sua coxa, só se dando conta quando o carinho se transformou em um aperto. Franziu o cenho, uma parte de seu cérebro estava em alerta, mas decidiu ignorar, precisava ignorar.
Jisung não desistiu, depositou o peso do seu corpo em só uma das pernas de Minho e livrou a outra, podendo assim apalpar a coxa exposta pela bermuda, arrastando as unhas pela extensão de pele grossa. Minho soltou um resmungo e com auxílio do seu cotovelo empurrou o garoto para o meio de suas pernas, quase derrubando o mais novo do seu colo.
“Não me distrai, eu tô no meio de uma partida importante.”
O mais novo inflou as bochechas grandes e fez um bico rabugento com os lábios, pensando seriamente se valia a pena continuar insistindo naquilo. Realmente valia a pena tanta humilhação só pra poder transar? Bem, agora que começou iria até o fim, seria mais humilhante desistir no meio do caminho. Ignorando o pedido que o namorado fez, sutilmente moveu o quadril contra o colo dele, se esfregando como quem não queria nada. Minho deixou os lábios entreabertos e suspirou pesado, pela primeira vez tendo alguma reação que não fosse negativa.
“O que você tá fazendo?” perguntou em um sussurro, pois não queria que ninguém escutasse a conversa.
“Eu? Nada.” abriu seu sorriso mais inocente como se não estivesse propositalmente atrapalhando o namorado.
“É melhor parar.” voltou sua atenção para o computador, mordendo o lábio inferior quando sentiu ele se movimentando de novo. Sem querer Minho cavou sua própria cova ao trazer o namorado para o meio do seu colo, pois a bunda de Jisung estava bem em cima do seu pau e suas mãos estavam ocupadas demais para movê-lo de lugar.
“Tá falando com quem?” perguntou um dos amigos de Minho. Droga, por um momento ele esqueceu que ainda estava em ligação e que eles poderiam *ouvir se Jisung inventasse de abrir a boca para falar alguma besteira.
“Não enche meu saco, tô falando sozinho.” isso bastou para que o assunto encerrasse, mas Minho ainda estava tenso por sentir Jisung voltando a se mexer.
Jisung apoiou as mãos na beirada da cadeira gamer e arqueou a coluna, rebolando de verdade no colo do namorado. Seus olhos se fecharam e um arfar escapou de seus lábios, fazia tanto tempo que não sentia aquele tipo de contato que havia se esquecido de como a sensação era boa. As coxas de Minho tremiam com o atrito, e mesmo com os baixos protestos do mais velho Jisung continuou se esfregando, circulando sua pélvis com o quadril em um ritmo lento, como se quisesse testar sua paciência.
“Você já tá duro, hyung?” riu maldoso ao sentir um certo volume pressionando sua bunda, denunciando que mesmo em negação Minho estava sendo afetado pelas provocações. “Eu sabia que você ia gostar…”
“Não, não tô.” bufou, causando um barulho soprado na frente do microfone. Seus amigos reclamaram do som, mas Minho os ignorou como se suas presenças fossem insignificantes. Era ridículo negar aquilo quando sua ereção claramente dava sinais de vida por dentro das roupas. “Agora para de gracinha, não tá vendo que eu tô ocupado?” baixou a voz, não podendo correr o risco de alguém ouvir o tipo de conversa que estavam tendo.
“O hyung não gosta quando eu me esfrego nele?” piscou inocentemente, um biquinho grande emoldurando seus lábios.
Claro que Minho amava o jeito que o mais novo se esfregava no seu pau, porra, aquilo o deixava louco, mas naquele momento em específico ele realmente não poderia dar para Jisung o que ele queria; mesmo que ter Han Jisung rebolando em seu colo só com short de pijama fosse uma verdadeira tentação, Minho precisava ganhar aquela partida, o estresse que estava passando não poderia ser em vão.
Jisung não se deu por vencido com a falta de resposta e inclinou a cabeça para trás, o suficiente para conseguir beijar o pescoço do namorado, sentindo aquele local que sabia ser sensível nele se arrepiando, tudo isso enquanto intensificava os movimentos do seu quadril. Minho realmente queria lhe tirar do seu colo, mas um deslize seu e seria oficialmente fim da linha para sua equipe, por isso o mais velho respirou fundo e juntou todas as suas forças para ignorar as provocações dele — e ignorar o quanto seu pau latejava.
E como se estivesse lendo sua mente, Jisung simplesmente quicou em seu colo, fazendo um gemido escapar sem querer dos lábios de Minho que no desespero tirou os fones e quase os deixou cair no chão.
“Caralho, Jisung, agora não.” falou longe do microfone, seu rosto esquentando de tanta raiva. “Eu não tô brincando, entendeu? Isso é sério pra mim e você tá me atrapalhando.”
“Ah, hyung…” para provocá-lo mais ainda, gemeu de forma arrastada e propositalmente perto do microfone, o volume dos fones era alto o suficiente para que pudesse ouvir os outros participantes da ligação caindo na risada e lhe enchendo de perguntas sobre o que estava acontecendo. “Mais rápido, Minho hyung…”
Quase explodindo de vergonha, Minho não perdeu tempo e foi no Discord para se mutar enquanto colocava o headset de novo, fitando o mais novo com a raiva nítida em seu olhar.
“Você ficou louco, Jisung? Que porra foi essa?”
“Se eu fosse você se concentrava na partida.” debochou, contornando os lábios dele com o polegar. O sorriso de Jisung entregava o quão orgulhoso ele estava do seu próprio trabalho, as orelhas de Minho vermelhas de raiva e vergonha era algo impagável. “Vocês não estão indo muito bem… por que será?”
“Eu juro pra você que se…”
Não concluiu sua frase pois o aviso de derrota brilhou na tela do computador, e isso fez a paciência de Minho chegar ao limite. Seu sangue ferveu e ele jogou seus fones em cima da mesa de qualquer jeito, em seguida agarrando Jisung pelas coxas e se levantando da cadeira com ele no colo, o jogando na cama quase com a mesma força que usou nos fones.
O mais novo paralisou por um segundo, olhando para o namorado com os olhos grandes arregalados. Sua intenção não era deixá-lo naquele estado de raiva, talvez só um pouquinho irritado, mas não assim. Pensando melhor, essa foi uma péssima ideia, mas agora era tarde demais para voltar atrás. Era melhor ter passado vontade.
“Porra, Jisung, eu falei pra não me atrapalhar, eu te disse que era uma partida importante, que saco!” o menor fez menção de se sentar na cama mas Minho lhe proibiu, o empurrando bruscamente para que continuasse deitado.
“Hyung, eu…” tentou se explicar em vão, Minho já estava ajoelhado em sua frente com os olhos escuros o fuzilando.
“Agora você vai fugir, é? Vai ficar me encarando com esse rostinho assustado pra eu ter pena de você?” falava cada palavra com raiva, e nessa altura do campeonato Jisung até mesmo tremia de medo.
“Eu só queria sua atenção…” confessou envergonhado, abaixando a cabeça como uma criança após levar bronca.
“Ah, era atenção que você queria?” falou em um tom doce carregado de deboche, agarrando com força suas bochechas até esmagá-las com a ponta dos dedos enquanto o trazia para perto. “Então é atenção que você vai ter.” sussurrou contra o biquinho que se formou nos lábios do garoto. “A sua sorte é que o tanto que eu tô irritado eu também tô com tesão, senão eu juro, Jisung, que hoje eu nem olhava mais na sua cara.”
Jisung choramingou, se apoiando nos cotovelos para ir se arrastando para trás, tentando escapar do mais velho.
“V-Você vai me bater?” sua voz vacilou, gaguejando pateticamente. Em anos de relacionamento nunca viu Minho demonstrando tamanha raiva, ele sempre foi o mais calmo entre eles, mas o pior de tudo? Jisung estava excitado pra caralho mesmo que Minho parecesse estar prestes a lhe devorar. Talvez fosse exatamente isso que ele queria, uns tapas até que fariam bem… Meu deus, Jisung não fazia ideia do quanto era masoquista até aquele momento, ele era patético.
“Você sabe que eu não sou assim, Jisung.” acariciou sua bochecha para lhe transmitir segurança, porém o toque carinhoso não durou mais do que dois segundos e logo o corpo de Jisung foi virado de bruços, a mão que antes tocava seu rosto descendo para a sua bunda. “Mas eu sei que é exatamente isso que você quer. Foi por isso que você me provocou tanto, não foi? Pra que eu descontasse toda a minha raiva em você.”
Jisung abriu a boca para responder, mas tudo que saiu foi um gemido agudo após ser atingido pela mão forte de Minho em sua bunda, lhe fazendo ter um solavanco e encolher os ombros.
“Minho…” não deixou ele completar a frase, outro tapa acertando sua pele. Jisung se encolheu com a ardência no local, o corpo estremecendo com a demonstração de força. Sua bunda queimava, mas a sensação de queimação vinha junto de uma deliciosa onda de prazer que estava o deixando viciado.
A mão pesada de Minho desceu o short que ele usava e continuou desferindo tapas um atrás do outro em cada uma das bandas de suas nádegas, assistindo com satisfação o jeito que ele se contorcia de dor e gemia choroso. Nenhum dos dois sabia ao certo a quantidade de vezes que Jisung foi estapeado, mas Minho só parou quando a pele de Jisung ganhou uma tonalidade de vermelho profundo, quase indo para o roxo.
“Perfeito.” acariciou as marcas recém deixadas em sua bunda, sorrindo ao notar o corpo menor estremecer com o toque. “Isso é bom, não é? Você pediu por isso.” deixou um beijo casto em uma das bandas, subindo o short de pijama como se não tivesse acabado de espancar a bunda do namorado.
Acertou mais um tapa dessa vez em sua coxa e virou o corpo dele de frente, apreciando com desejo primitivo as bochechas coradas e a umidade acumulada no canto de seus olhos, exatamente como ele imaginava que Jisung estaria.
“Senta.” ordenou, e Jisung obedeceu no mesmo segundo, resmungando de dor ao se sentar. Minho acariciou os fios macios do namorado e em seguida guiou as mãos para sua bermuda fazendo menção de retirá-la, rindo soprado ao ver que o mais novo estava ofegante só de ver aquela cena, os olhos brilhando. “Desesperado do caralho.”
Não enrolou mais e abaixou a bermuda junto da boxer, segurando na base do pau semi ereto para batê-lo e esfregá-lo nos lábios de Jisung, arfando ao ver que ele colocou a língua para fora ansiando por mais. Esfregou a ponta na língua e bateu de leve com o pau nela, respirando fundo quando Jisung lambeu avidamente o pré-gozo que começou a vazar. Foi com um empurrar de quadril que o pau de Minho invadiu por completo a boquinha quente de Jisung, que tinha os olhos fechados enquanto lambia toda a extensão, parando na glande apenas para fazer uma sucção demorada no local, causando um espasmo em Minho que sentiu o corpo ficar trêmulo.
“Caralho…” tombou a cabeça para trás, agarrando os cachos macios com uma das mãos.
A ansiedade do momento fez com que Minho empurrasse o quadril para frente com mais força, enterrando o pau em sua garganta sem se importar com os pequenos engasgos que Jisung sofria pelo contato inesperado. Fazia tanto tempo desde a última vez que fizeram isso que havia esquecido o quanto era bom sentir o calorzinho da garganta do namorado envolvendo seu cacete.
Enrolou os fios em sua mão mantendo a cabeça dele parada para que continuasse se afundando mais na garganta dele, fodendo a sua boca a cada estocada mais rápida. Jisung precisou se apoiar nas coxas do namorado e as apertar sempre que se engasgava, a garganta passando a arder pela brutalidade das estocadas. Não que fosse ruim, longe disso, a ardência era incrivelmente boa.
Minho adorava admirar o rosto de Jisung nessas horas; seus olhos quase se fechando, as bochechas cheias coradas, a boca se esforçando para abrigar todo o seu pau, além dos fios que caíam por cima de seus olhos. Jisung ficava tão lindo assim, beirava o angelical, porém Minho rapidamente se lembrou da raiva que ele o fez passar e todos os sentimentos afetuosos desapareceram, seu quadril parando de se mover. Jisung piscou confuso, tentando entender o motivo dele ter parado.
“Deita e coloca a cabeça pra fora.”
O coração de Jisung deu um salto com a ordem, mas ele obedeceu sem questionar; deitou-se de costas na cama e colocou a cabeça para fora, olhando para Minho em pé à sua frente com dificuldade pela posição.
“Você sabe o que fazer.” disse ríspido, inclinando-se um pouco para cuspir em sua boca, dando dois tapinhas em sua bochecha como um incentivo. Jisung gemeu e revirou os olhos de tanto tesão, respirando fundo para não gozar só com aquilo.
Jisung lambeu todo o comprimento grosso, contornando as veias até descer para os testículos, onde começou a chupar e lamber um por um. O gemido gutural que Minho soltou foi diferente de tudo que ele já ouviu antes, motivando Jisung a brincar com os lábios naquele local com vigor.
“Puta que pariu, Jisung.” suas pernas fraquejaram, apoiando as mãos na cama para não perder o equilíbrio. “Filho da puta gostoso…”
O ego de Jisung inflou com a reação que arrancou do namorado. Sua boca trabalhava com determinação em chupar os testículos pesados de Minho, os abandonando depois de um tempo com um estalo molhado para dar atenção ao que realmente importava, sugando sua glande para em seguida abocanhar seu pau. O ângulo tornava o processo difícil, e percebendo a dificuldade que Jisung estava enfrentando, Minho segurou sua nuca e penetrou fundo o pau em sua garganta, revirando os olhos com o aperto quente o envolvendo.
Sem dar tempo para Jisung se acostumar, Minho começou a estocar sua boca sem piedade, a virilha batendo contra o rosto do namorado cada vez que ia mais fundo. Os sons molhados que sua garganta produzia junto com os engasgos de Jisung enviava ondas de prazer por todo o corpo de Minho, que assistia a cena hipnotizado, gemidos roucos saindo de seus lábios entreabertos.
“Você me recebe tão bem, amor…” seus olhos estavam vidrados na visão do formato do seu pau na garganta do namorado, deslizando a palma pela protuberância evidente no local cada vez que entrava e saía. “Feito pra mim, feito pra me receber.”
O rosto de Jisung estava vermelho, tanto com a brutalidade das estocadas quanto com a ausência parcial de oxigênio em seu cérebro. A sensação de estar perdendo o fôlego era desesperadora, mas o prazer que estava recebendo nem se comparava àquilo; Jisung gostava da força com que Minho investia contra sua garganta, gostava da privação de ar de tão bem usado que estava sendo. Porra, aquilo era gostoso demais, tampouco lhe importava se acabasse desmaiando.
Vez ou outra Minho se retirava para deixar Jisung respirar um pouco, mas em seguida se enterrava com a mesma força de antes, fodendo a garganta dele até que ele voltasse à se engasgar. As mãos que apertavam seu pescoço subiram para seu peitoral, apertando os seios de Jisung à medida que ia mais fundo.
Os quadris de Minho não davam descanso para Jisung, se moviam em um ritmo frenético e constante. Minho gemia grave e audível, as pontas de seus fios encharcadas pelo suor que escorria em sua testa. Ele acertou um tapa em um dos peitos de Jisung ao dar uma estocada particularmente mais forte que as outras, rindo sádico com o gemido estrangulado que ele soltou ao redor de seu pau. Minho continuou alternando entre tapas em seus peitos e em sua bochecha, agarrando seu cabelo agora com as duas mãos para estocar sua garganta naquele ritmo bruto enquanto assistia com prazer as lágrimas e a saliva de Jisung molhando todo o seu rosto, não resistindo e cuspindo em sua face e na boca onde os dois se conectavam.
“Caralho, Jisung…” seus gemidos passaram a ficar mais altos quando sentiu o orgasmo se aproximando, o corpo esquentando como brasa. “Porra, eu vou gozar.”
Ouvir aquela frase fez com que Jisung sentisse uma forte fisgada em seu pau, o incentivando a movimentar a cabeça no ritmo das estocadas mesmo que a mandíbula estivesse doendo pelo tempo que estava naquela posição tendo a boca fodida agressivamente. O excesso de saliva escorria por todo o seu rosto e as unhas fincaram nas coxas do garoto, descontando ali as fortes sensações que dominavam seu corpo. Minho parou de se mexer e deixou que Jisung terminasse o serviço, mamando seu pau até que Minho se desfez em sua garganta em um gemido profundo, os lábios cheinhos entreabertos e a cabeça tombando para trás.
Finalmente se retirou da cavidade alheia e assistiu com um sorriso de canto o jeito que Jisung se sentou na cama e começou a tossir; ele estava uma completa bagunça, o peito subindo e descendo freneticamente enquanto tentava recuperar o fôlego. Seu rostinho angelical estava tão destruído que quase deu pena. Ele colocou a língua para fora, mostrando que engoliu cada gota do líquido espesso.
“Olha só pra você…” segurou seu queixo, observando os lábios dele brilhando em saliva e sêmen. Seu rosto inteiro estava uma mistura de fluidos, Jisung se sentia sujo, mas essa sensação humilhante era extremamente excitante. “Acabado mesmo com tão pouco. Já cansou, amor? Ainda nem comecei com você.”
Suas bocas se encontraram pela primeira vez naquela noite em um beijo intenso, o mais velho não se importando em sentir o próprio gosto. Deitou o garoto na cama e se colocou por cima dele, acariciando todo o corpo musculoso e ao mesmo tempo delicado, suas mãos rapidamente subindo a parte da frente da blusa dele. Agora com o tronco desnudo, Minho passou a lhe encher de beijos e mordidas, marcando cada centímetro da sua epiderme quente e sentindo ele se arrepiar.
Alcançou um de seus mamilos inchados pelos tapas e o rodeou com a língua, fazendo o menor gemer e contrair a barriga por se tratar de uma área sensível em seu corpo. Minho sorriu, chupando seu mamilo enquanto o indicador estimulava o outro. Mas ao contrário do que Jisung imaginava, Minho não estava nem um pouco afim de prolongar aquilo pois já tinha uma vingança maior em mente; iria testar todos os limites de Jisung até o garoto implorar por ele.
Novamente o corpo de Jisung foi virado de bruços, a parte de trás de sua blusa sendo erguida para que o mais velho pudesse beijar suas costas, chegando até a nuca onde deixou um chupão fraco. Se livrou por completo daquela peça e a jogou em algum canto aleatório do quarto, suas mãos se ocupando em abaixar o short de pijama dele até o meio de suas coxas, apalpando uma das nádegas ainda vermelhas antes de desferir um novo tapa forte no local.
Não esperou ele se acostumar com a ardência para dar outro tapa, vendo com prazer ele se encolher e gemer arrastado, tremendo de sensibilidade por já ter recebido outros tapas anteriormente. Apertou com força a outra banda e deixou mais um tapa, sorrindo satisfeito ao ver a palma da sua mão ficando marcada na pele dele; havia várias dessas marcas por toda a região, algumas até arroxeadas.
“Algum problema?” questionou rente ao seu ouvido assim que notou que o mais novo estava ofegante e tremendo. Talvez Minho tivesse exagerado, sua pele ainda estava sensível pelos outros golpes; por um momento Minho se sentiu culpado.
“Não.” respondeu com a voz baixa, esfregando suas pernas uma na outra. “Dói…”
Minho piscou confuso, mas ao abaixar o olhar percebeu uma mancha úmida em seu short, rindo soprado ao entender sobre o que ele estava falando.
“E eu aqui preocupado com você…” sorriu, arrancando a peça do seu corpo e analisando a umidade em sua roupa, o sorriso se alargando ao notar que estava molhado demais para ser apenas pré-gozo. “Você gozou só com o meu pau na sua boca, jagiya?” riu ao escutar o som envergonhado que ele soltou. “Sempre tão desesperado por atenção…”
O deixou de lado apenas para ir até a cômoda ao lado da cama e abrir a terceira gaveta, retirando de lá um tubo de lubrificante praticamente inteiro e uma fita vermelha de cetim própria para bondage, a usando para amarrar as mãos de Jisung atrás de suas costas, tomando cuidado para não prender a circulação dele.
Jisung estava surpreso com cada ação do mais velho, lhe ver daquele jeito era completamente novo, já que Minho sempre foi do tipo mais baunilha; o sexo com ele era carinhoso, lento, carregado de afeto e palavras de amor. Muitas vezes era Jisung quem tomava o controle da situação, mesmo que estivesse por baixo. E o mais novo amava o quão carinhoso ele era mesmo em momentos íntimos, sendo uma das suas características favoritas no namorado, mas esse lado mais agressivo dele também estava mexendo com a sua sanidade e o deixando ridiculamente excitado. Como o masoquista que era, seria mentira se dissesse que nunca desejou que Minho fosse um pouco mais bruto assim antes, secretamente sempre quis ver o namorado sendo dominador.
“Tinha esquecido do quanto você fica lindo desse jeito.” acariciou suas costas, descendo até sua entrada onde rodeou dois dedos mas sem realmente adentrar, apenas esfregando a pontinha das falanges.
“Anda logo com isso, amor…” aquela enrolação estava começando a lhe irritar, com todo o tesão reprimido que sentia Jisung não estava com paciência para mais joguinhos, mas seu tom impaciente foi imediatamente repreendido por um tapa forte que atingiu sua pele.
“Cala a boca, porra.” segurou seu cabelo e o puxou com força fazendo sua cabeça tombar para trás. “Acha mesmo que você tá no direito de pedir alguma coisa depois do que fez comigo?”
Balançou a cabeça em negação e Minho aproveitou a posição que ele estava para despejar lubrificante em seus dedos e penetrar dois deles dentro do garoto, sentindo o pau doer ao escutar o gemido gostoso que ele soltou.
Era absurdamente prazeroso sentir seus dedos sendo esmagados pelo interior apertado do namorado, não demorando a começar a se movimentar com uma certa brutalidade, descontando toda a sua raiva nas estocadas. Minho sabia que deveria ter sido mais cuidadoso, mas agora pouco se importava com a dor que Jisung estaria sentindo, e para a sua sorte, Jisung também não se importava com isso.
Jisung gemia choroso, fazia tanto tempo que não era preenchido pelo namorado que apenas a penetração com os dedos foi o suficiente para lhe deixar mole, balançando o quadril contra sua mão para acompanhar o ritmo dele. Apenas para provocar Minho foi desacelerando os movimentos, sorrindo largo ao escutar o garoto choramingando, tão sedento por mais.
“Você não cansa de ser uma puta desesperada?” sussurrou no seu ouvido e voltou a se enterrar com força nele, sentindo o garoto tremer quando um terceiro dedo foi adicionado.
Com a mão livre percorreu todo o corpo do menor até chegar em seus mamilos, esfregando o polegar em um deles na medida em que o estocava cada vez mais fundo. Jisung só sabia gemer, revirando os olhos e chamando pelo nome do namorado.
Minho já sentia seu pau duro novamente só pela visão que estava tendo de Jisung naquele estado, seu ego inflava em saber que apenas ele conseguia deixar o garoto daquele jeito, e guiado pelo tesão não perdeu tempo e adentrou um quarto dedo, o fodendo mais intensamente.
No meio das estocadas acabou atingindo o ponto sensível dele, e agora Jisung se contorcia com o corpo pressionado na cama, contraindo ao redor de seus dedos. Sorriu, investindo mais na próstata dele para lhe ver tremendo de prazer.
Notou que a respiração de Jisung estava começando a pesar e os gemidos se tornarem mais agudos, desejando que nenhum vizinho fosse dedurar o casal para o síndico do prédio por excesso de barulho. Suas pernas também estavam trêmulas e de sua boca escapavam coisas desconexas, e mesmo que estivessem sem ter relações sexuais há um bom tempo Minho ainda conhecia o corpo de Jisung com a palma da mão, sabia que aquilo indicava que o orgasmo dele estava próximo, e por isso parou tudo o que fazia.
Não controlou a risada que saiu de seus lábios ao ver o olhar perdido de Jisung acompanhado do seu semblante confuso quase derramando lágrimas assim que ele virou a cabeça para trás, desnorteado por ter tido seu orgasmo interrompido.
“Não, não…” choramingou, fazendo um bico enorme com os lábios. “Eu tava tão perto…”
“Eu sei.” afastou os cabelos suados de sua nuca e beijou o local, sorrindo contra sua pele antes de se afastar, os dedos deslizando para fora da entrada necessitada com um som úmido.
“Isso… não é justo.”
“Sabe o que não é justo, Jisung?” seu rosto endureceu outra vez. “É você agir como uma vagabunda mimada e me desobedecer só pra ter um pau dentro de você.”
Mesmo daquele ângulo Minho conseguiu ver que as bochechas do mais novo tinham pequenas lágrimas escorrendo por ali, e ao mesmo tempo que isso lhe fez se sentir um pouco culpado também o deixou estranhamente excitado. Era excitante pra caralho saber que Jisung estava chorando só por não ter gozado enquanto era fodido com quatro dedos. Seu garoto precisava tanto dele…
Minho, que sempre deu tudo de mão beijada para Jisung, estava descobrindo que ser sádico de vez em quando era bastante divertido.
“Agora você aprende a se colocar no seu devido lugar.” sussurrou rouco em seu ouvido, limpando suas lágrimas e vendo com prazer ele se encolher e choramingar.
“Acaba logo com isso, amor, por favor, eu não aguento mais.” pediu desesperado, as mãos presas se debatendo em uma tentativa de se soltar.
“Depende…” levou a mão para o pau negligenciado, esfregando o polegar na glande molhada. “Você já aprendeu sua lição?”
“Sim! eu juro…” o som dos seus choramingos passaram a ficar mais altos, o rosto pressionado contra o colchão contorcido em uma expressão de dor mesclada com prazer. “Me fode logo, por favor, hyung, eu preciso do seu pau…” levantou o quadril, exibindo a entrada que pulsava contra o nada. “Eu prometo me comportar…”
Minho resmungou e soltou um longo suspiro. Quem ele queria enganar? Sua vontade era de destruir aquele garoto até ele ficar sem voz, e passar tanto tempo nas preliminares estava sendo uma tortura até mesmo para ele. Sem dizer nada segurou na base do seu pau e o enterrou no namorado, fazendo os dois gemerem em sincronia.
“Hyung…” apertou os olhos, o ar faltando momentaneamente enquanto se sentia totalmente preenchido. “Caralho, amor…”
Os olhos de Minho estavam revirados, sua mente indo para outra dimensão com a sensação de estar dentro do garoto que parecia muito mais apertado agora. Minho não tinha noção do quanto precisava disso, como aguentou tanto tempo sem sexo? Sem raciocinar direito por causa do tesão que tomava conta dos seus sentidos, começou a se movimentar em estocadas fortes porém lentas, arranhando a cintura dele para manter o controle, visto que não queria machucar o mais novo que não parava de rebolar contra o seu pau, nem ligando para a ardência em suas paredes internas.
Diferente de Minho, Jisung não se importava em sentir um pouco de dor ou tentar ser mais silencioso, ele fazia questão de gemer alto por saber o quanto o namorado amava escutar sua voz durante o sexo. Aos poucos os movimentos dos quadris de Minho iam ficando mais rápidos e fundos, suas mãos segurando firme a cintura do menor para continuar investindo com força nele e o manter parado naquela posição.
Seu olhar se perdeu por um momento na coloração avermelhada na bunda de Jisung, a marca dos seus dedos muito bem definidas como se fossem feitas para estar ali. Sorriu orgulhoso do seu trabalho, colando seu peitoral nas costas dele para poder chupar o lóbulo de sua orelha e gemer rente ao seu ouvido.
“Era isso que você queria, meu amor?” desceu os beijos por seu pescoço e seus ombros, mordendo o local. “Aposto que você nem se arrepende do que fez… você queria ver o seu hyung bravo com você?”
“Hyung…” choramingou, filetes de saliva escorrendo por sua boca aberta. Céus, ele estava tão acabado, tão destruído com o estrago que o pau de Minho fazia em seu interior. “Eu precisava tanto disso…”
Minho sorriu. “Eu sei. Você sempre precisa do meu pau.”
Puxou sua cabeça para trás pelos cabelos e avançou em seus lábios em um beijo molhado, línguas se entrelaçando e dentes se batendo. As mãos de Minho não paravam quietas, percorrendo cada parte do seu corpo com apertos e arranhões, o reivindicando por dentro e por fora.
A cama batia com força contra a parede devido a intensidade com que Minho se movimentava, ora lento, ora rápido, mas nunca perdendo a brutalidade, rebolando os quadris sempre que os gemidos de Jisung ganhavam notas mais agudas. Os gemidos de ambos se tornavam cada vez mais audíveis, especialmente os de Jisung que era um escandaloso profissional, e com o pensamento de que estavam sendo muito barulhentos Minho levou a destra para a boca de Jisung e a tampou, abafando suas súplicas. Jisung desaprovou a ideia imediatamente; o garoto balançava a cabeça desesperadamente como se quisesse fugir dele e isso fez Minho ranger os dentes, mordendo o ombro dele até ficar a marca como punição pela sua desobediência.
“Você realmente não sabe ficar quieto, não é? Nunca sabe a hora de calar a porra da boca.” desferiu um tapa ardido em sua bochecha e segurou o cabelo dele, puxando os fios escuros para trás e aproveitando para ir mais fundo nele, cuspindo em seu rosto quando a cabeça inclinou para trás. “Os vizinhos podem escutar a gente, mas você nem liga porque adora chamar atenção, eu deveria ter deixado o microfone aberto pra todo mundo te escutar gemendo como a vagabunda que você é.”
Os olhos de Jisung rolaram para trás acumulando algumas lágrimas. A degradação, o fato de ainda estar amarrado, o ato sexual em si, tudo isso estava levando o garoto ao deleite, a palma da mão do namorado vibrando com o som de seus gemidos abafados. Minho decidiu ser gentil e tirou sua mão de lá, deixando ele livre para gemer o quanto quisesse, liberando os sons que o mais velho tanto amava ouvir.
“Vadia patética.” empurrou sua cabeça contra o colchão e com a outra mão levantou mais seu quadril, o deixando de quatro para que pudesse lhe foder ainda mais forte. “Chorando no meu pau por causa de uns xingamentos. Eu devia ter te ensinado uma lição a muito tempo.”
Seu baixo ventre voltou a dar fortes pontadas e as pernas começaram a doer pelo tempo que estava naquela posição, Jisung já sentia o gosto doce do orgasmo se aproximando e por isso passou a esfregar a ereção dolorida no lençol da cama, quase engasgando com os próprios gemidos.
“Minho…” soluçou, o corpo formigando enquanto continuava se esfregando na cama como um desesperado.
“Vai gozar, amor?” perguntou em um tom doce, vendo ele assentir freneticamente. Segurou seu pau e o massageou de leve antes de levar o polegar para a fenda e pressionar o dedo ali, sorrindo sádico ao lhe impedir novamente de gozar.
“Minho, por favor.” suplicou, as lágrimas rolando por seu rosto corado. Sentia que poderia desmaiar a qualquer momento se não gozasse agora. “Por favor, eu preciso tanto gozar, tá doendo tanto…”
“Precisa, é?” riu debochado, apertando a cintura dele e dando uma investida forte que acertou diretamente o ponto sensível do namorado. Jisung praticamente gritou, o corpo inteiro tremendo.
Minho continuou surrando a próstata alheia sem se importar com mais nada, vendo com prazer o jeito que o menor se contorcia. Acabou cedendo e passou a masturbar o garoto, não demorando muito para que Jisung finalmente atingisse o orgasmo, gemendo alto e com os olhos fechados, a boca aberta deixando o lençol babado e sujo com o próprio esperma que vazava em excesso do seu pau dolorido.
“Bom garoto.” sussurrou, fazendo carinho em suas costas.
Desamarrou suas mãos e deixou um beijinho em seus pulsos, conferindo se estava tudo bem. Porém a delicadeza não durou muito tempo e ele logo virou Jisung de barriga para cima, empurrando seus joelhos contra seu peitoral ao voltar a penetrar o garoto.
Jisung arregalou os olhos e gemeu, as costas arqueando involuntariamente. Ele estava tão sensível por causa do orgasmo recente que continuar sendo estimulado em um curto espaço de tempo fez seu corpo todo tremer, amando aquilo ao mesmo tempo que sentia uma dor insuportável. A sensação era agonizante, mas incrivelmente prazerosa e viciante.
Minho precisou segurar as coxas tensionadas e trêmulas do menor para que ele não saísse da posição, visto que o garoto tremia e se debatia como se não conseguisse lidar com tanto prazer. Minho se amaldiçoou mentalmente por ser tão sádico, e para contribuir no êxtase do namorado voltou a lhe masturbar, os sons molhados da masturbação provocado pelo líquido que pingava de seu membro ecoando pelo quarto, já sentindo o próprio ápice se aproximar.
“Hyung…” arranhou os bíceps dele, os olhos semicerrados pela hiperestimulação. “É demais…”
“Eu sei.” sorriu ofegante, se retirando do interior contraído para em seguida se enfiar com tudo, o corpo de Jisung indo para cima pelo impacto. “Mas você vai aguentar pelo hyung.”
Minho gemeu rouco quando achou o ângulo perfeito, empurrando os quadris bruscamente contra suas nádegas enquanto mantinha as pernas de Jisung cada vez mais dobradas contra o próprio peito, o suor pingando de sua testa pelo esforço repetitivo. Os olhos de Minho se arregalaram ao notar um volume se formando no estômago de Jisung, sorrindo com desejo sádico.
“Porra, amor…” xingou entre dentes, pressionando a palma na protuberância evidente em sua pele. “Sente isso? Sente o quão fundo eu estou em você?”
Jisung soluçava de prazer, aterrorizado e ao mesmo tempo encantado com a profundidade que o pau de Minho alcançou em seu corpo.
“Ah, hyung…” jogou a cabeça para trás, abraçando suas pernas para que continuassem no lugar, os olhos fixos no relevo que se formava sempre que Minho entrava e saía. “Eu me sinto tão cheio… é tão bom.”
“Eu vou te deixar ainda mais cheio com a minha porra, amor.” sussurrou, a promessa fazendo a virilha de Jisung formigar outra vez.
Jisung gritava e soluçava, seu rosto corado agora estava estampado com novas lágrimas finas de prazer que também molhavam seu pescoço, sentindo os espasmos tomando conta de seu corpo. Era demais, seu corpo não conseguia suportar tanto prazer, mas Jisung continuava querendo mais.
“Minho, amor…” balbuciava palavras desconexas, perdido demais em sua própria bagunça de tesão, sua cabeça começando a girar com tanta pressão.
“Caralho, eu vou gozar.” apertou as coxas dele com tanta força que poderia atravessar a pele. “Vou te encher até transbordar, meu amor.”
E bastou mais uma estocada para os dois gozarem juntos, Minho tendo o seu segundo orgasmo da noite e Jisung o terceiro. Jisung ficou bons segundos com os olhos revirados enquanto sua boca estava aberta em um gemido silencioso, fraco e rouco demais para reproduzir algum tipo de som, meio tonto e com a visão embaçada, gozando tão forte que sujou não só o namorado como o seu próprio abdômen. Minho quase gritou quando finalmente alcançou o ápice, precisando apoiar uma das mãos na cabeceira da cama para não perder o equilíbrio e cair em cima do mais novo, gozando dentro dele e lentamente movendo o quadril para prolongar a sensação até que finalmente parasse de se mover.
Os dois estavam esgotados e esparramados na cama um do lado do outro, a respiração desregulada e o peito subindo e descendo. O mais velho se virou para o menor e notou que ele estava de olhos fechados, alguns fios tampando sua visão. Sua respiração parecia muito mais descompassada do que a de Minho e isso o deixou em alerta.
“Amor.” chamou por ele, afastando seu cabelo do rosto com a ponta dos dedos. “Ei, jagiya.” começou a se sentir nervoso por não obter respostas, sentando na cama em um movimento rápido e cuidadosamente sacudindo seus ombros, a tensão crescendo por continuar sem respostas. “Jisung, fala comigo, por favor.” pediu desesperado.
“Oi..” murmurou com a voz rouca depois de um tempinho, piscando algumas vezes.
“Que susto…” suspirou aliviado, os ombros caindo visivelmente. “Pensei que tivesse desmaiado.”
“Quase.” riu fraco, o que de fato quase aconteceu.
Com dificuldade Minho se levantou da cama para ir até o banheiro se limpar, trazendo consigo um pouco de papel higiênico para limpar o namorado e também os lençois da cama que seriam trocados quando ele estivesse mais recuperado. Ele fez um sinal com a mão pedindo para Jisung esperar e foi até a cozinha, voltando com um copo de água e uma pomada. Minho entregou o copo para Jisung e o ajudou a tomar o líquido, os olhos felinos concentrados em cada movimento do seu pomo de Adão. Quando ele terminou, Minho deixou o copo em cima da cômoda e se sentou na cama, deitando Jisung em seu colo com o peito para baixo.
“Você vai passar pomada na minha bunda?” perguntou com um sorriso divertido ao ver o namorado melando os dedos com o conteúdo esbranquiçado.
“Qual é o problema? Ela é própria para hematomas.” ignorou as risadas de Jisung e começou a espalhar a pomada por cima das manchas vermelhas em suas nádegas, beijando sua cabeça como um pedido de desculpas ao escutar o resmungo de dor que ele soltou. O estrago era feio, Minho estava surpreso consigo mesmo por ter deixado a pele de Jisung quase em carne viva. “Vai parar de doer, eu prometo.”
Minho continuou espalhando e massageando as polpas redondinhas, esperando que isso de alguma forma ajudasse a diminuir a dor que sabia que ficaria por uns bons dias. Ele também aplicou a pomada em outros lugares que havia acertado como seu peitoral, se perguntando se ele havia pegado pesado demais com o garoto.
“Terminei.” deixou a pomada na cômoda e limpou os dedos no lençol, posicionando Jisung de lado na cama para que pudesse o envolver em um abraço. O garoto parecia tão sereno e ao mesmo tempo destruído, o sorriso em seu rosto era tudo para Minho. “Como você tá?”
“Eu não sinto minhas pernas.” confessou enquanto ria. “E acho que não vou conseguir andar amanhã e nem falar. Fora isso, eu tô bem.”
“Deveria me desculpar?” perguntou em um ar brincalhão, exibindo um sorriso orgulhoso pelo seu trabalho.
“Não deveria, isso foi.. bom, eu nunca tinha te visto assim…” as bochechas de Minho esquentaram, e por impulso o garoto escondeu o rosto no ombro de Jisung. “O que foi, amor?”
“Não olha pra mim!” escutou o mais novo rir e erguer seu rosto, beijando a pontinha do seu nariz logo acima da pintinha fofa.
“Não fica tímido, amor. Foi muito gostoso.” encheu sua bochecha de beijos, mas então sua expressão mudou para uma mais séria. “Mas já que entrou no assunto, acho que eu mereço desculpas por outra coisa.”
Minho mordeu os lábios, desviando o olhar por um momento.
“Bom, sobre isso…” pigarreou, coçando a nuca sem graça. “Desculpa por ser um idiota que vive jogando, eu ando tão estressado com o meu tcc chegando que precisava me distrair de algum jeito, mas não percebi que acabei te afastando com isso. Eu te amo, tá? Prometo te dar mais atenção e passar mais tempo com você.”
“Tá tudo bem, e você não é um idiota. Só um pouco.” deu um selinho rápido em seus lábios. “Você não precisa me afastar só por estar passando por uma fase ruim, eu sou seu namorado, você pode e deve me procurar quando se sentir mal.” Minho assentiu com a cabeça e Jisung beijou sua testa. “Eu também te amo.”
“Fofo.” acariciou seu cabelo, mas logo fechou a cara ao se recordar do que ele fizera mais cedo. “Mas não faz aquilo de novo, eu fiquei puto mesmo, eu perdi feio e meus amigos devem estar com ódio de mim.”
“Tá bom, tá bom, eu juro que não vou mais fazer isso!” sorriu inocente, colocando a mão para trás para cruzar os dedos.
Se fosse para irritar Minho ao ponto dele lhe foder daquele jeito de novo, então sim, Jisung faria aquilo quantas vezes fosse preciso.
