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Lição

Summary:

Onde Aguiar e Jaeyoon cometem alguns deslizes durante sua matança e acabam colocando o grupo em risco de serem descobertos.
Labirinto não fica muito contente em ter que dar um jeito nisso; resultando em um sermão e uma 'lição' um pouco especial...
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(Sou péssimo em sumários; é porn praticamente sem plot.)

Notes:

Essa tava no forno faz um TEMPO
Espero que valha a pena a espera pra vocês <3

AVISOS:
Labirinto aqui ainda é trans NB mas só usei pronomes masculinos NESTA FANFIC
Jae tentei sempre me referir em pronomes neutros quando narrados, mas o Labirinto e o Aguiar variam os pronomes em suas falas

Detesto escrever o Aguiar cis, mas foi o que saiu quando eu tava escrevendo então tomem este brinde raro (porque ele sempre será trans em minhas fanfics e em meu coração)

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Os Mascarados nunca foram exatamente um grupo difícil de administrar. Claro- era sempre uma grande disputa de ego e todos tinham métodos bem diferentes de fazer as coisas, mas Labirinto não tinha tido tanto problema em conquistar o respeito deles. Kemi era calada; Dalmo se resguardava bastante, atento durante as reuniões. Era mais difícil quando o juntava de Aguiar, pois o humor dos dois era relativamente semelhante e acabavam fazendo piadas um para o outro de vez enquanto, mas desde que os mantivesse em lados opostos da sala, Jonas também o respeitava suficiente para ouví-lo sem muitos questionamentos. Os dois eram os que se conheciam ali a mais tempo, então se entendiam muito bem, e ele sabia que odiava ser interrompido. O maior problema, por fim, era Jae-yoon, que apesar de falar muito sobre silêncio, o fazia bem pouco- ou pelo menos não quando estava prestando atenção no que estava sendo dito: parecia sempre estar distraído no celular ou fazendo comentários, piadas e flertes em momentos inoportunos. Labirinto sabia que tinha um envolvimento com o delegado- foi assim que elu havia entrado no grupo, e não era segredo pra ninguém sobre como tudo tinha acontecido, pois nenhum dos dois parecia fazer questão de esconder. Cobrou diversas vezes que Aguiar ê controlasse, e de fato, havia momentos em que uma boa encarada fazia com que ê coreane calasse a boca, mas não era tão eficiente quanto gostaria.

Era imprudente, o que era de se esperar, levando em conta sua idade, mas sua atitude mesquinha de matar sem pensar começava a atrapalhar os planos para além de não querer ouvir os discursos e planos de Labirinto ou atrapalhar as reuniões. 

Quando ele tomou por obrigação, sendo de certa forma o líder que unia o grupo, a responsabilidade de cobrá-la, sentiu-se dando um sermão em uma criança. Tinha que se controlar para não fazer nada que se arrependesse. 

No entanto, hoje, não era só Jae-yoon que havia sido negligente, Aguiar também havia deslizado, colocando em risco todos para além de sua habilidade e autoridade em acobertá-los. Se não fosse por outros contatos internos e alguns favores reclamados, teriam todos se ferrado. 

O que os levava àquela situação: Labirinto em pé e de braços cruzados na frente da mesa da sala de um dos chalés do acampamento Lua da Benquerença, dando um longo sermão nos dois enquanto eles sentavam no sofá.

Aguiar se encolhia em um canto como um cachorro quando pego no ato fazendo besteira, com o rabo entre as pernas; mas Jae cruzava as pernas no sofá como se fosse dono do lugar, braços abertos e apoiados na cabeceira, ocupando a maior parte do espaço. Suspirava e rolava os olhos constantemente, forçando bocejos ou sorrisinhos dependendo do que Labirinto estivesse falando sobre o que tinham feito de errado.

Apesar do sorriso estampado em sua máscara, ele gostava de pensar que era uma pessoa bem controlada, racional. Mas naquele momento, parecia sentir um nervinho pulsar por baixo das cicatrizes na cabeça, como uma rachadura de uma enorme barragem de água.

E então foi questão de segundos até tudo inundar.

Avançou em Jae, que definitivamente não esperava a impulsividade, os olhos arregalados em surpresa quando Labirinto agarrou seu rosto, afundando os dedos longos na bochecha delu.

“Quer agir igual uma criança? Muito bem, então. Vou jogar esse seu joguinho.”

Com um puxão, arrastou elu aos tropeços até uma cadeira acolchoada ao lado do sofá, fazendo com que caísse sobre seu colo quando sentou-se.

Normalmente elu conseguiria facilmente resistir. Era mais forte fisicamente que Labirinto, mas estava claramente em choque, e ele pretendia utilizar aquilo ao máximo em seu favor.

Antes que o outro pudesse protestar, abaixou as calças justas junto da calcinha que usava até expor a bunda totalmente.

“Vamos ver se assim você aprende.” Foi o único tipo de aviso antes de começar a descer a mão com toda sua força acumulada através da raiva e frustração de todas as vezes em que Jae tinha lhe dado nos nervos. Os dois primeiros tapas já tinham deixado a marca exata de onde tinha atingido, mas a reação delu não foi só o espernear das pernas balançando, mas também deixou escapar um longo gemido que tentou abafar imediatamente, levando as mãos para tapar a boca.

Labirinto quase sentiu como se engrenagens se movessem em sua cabeça até finalmente clicarem no lugar. Arqueou a sobrancelha, curioso. Neste ângulo não podia ver muito do rosto delu, mas conseguia ver as pontas das orelhas ficando vermelhas como o batom que normalmente usavam. Provavelmente ficaram todos em silêncio por dois ou três segundos inteiros antes que ele decidisse ceder ao interesse e a própria impulsividade voltando a espancar a bunda do mais jovem em seu colo, agora atento para catalogar toda e qualquer reação que pudesse arrancar a partir daquilo, focando nas partes evidentemente mais sensíveis.

Foram mais quatro palmadas antes delu começar a balançar as pernas e tirar a mão para tentar bloquear os golpes de Labirinto.

“E-ei! P-Para! Eu já entendi!”

“Entendeu mesmo? Eu acho que não.” Ressaltou a fala com mais um tapa firme na bunda já toda avermelhada e quente. Realmente não tinha poupado forças. A própria mão já também ardia, e desejava fortemente que elu sentisse ao menos três vezes pior.

“Me solta, seu careca pervertido!” Tentou se levantar, mas Labirinto aproveitou a chance para segurar as mãos delu para trás e dificultar que se mexesse “A-Aguiar! Caralho, fala alguma coisa!”

Em uma questão de segundos, todos os olhos estavam focados no delegado. Ele estava sentado ainda no canto do sofá, mas as pernas estavam mais abertas, a mão coçando um volume inegável que tentava se ajustar no espaço agora apertado demais na cueca. As pupilas dos olhos estavam gigantes e brilhantes como se estivesse fascinado com a cena em sua frente. Jae mordeu os lábios e soltou um grunhido frustrado, a respiração ofegante como se tentasse se acalmar, mas esfregava os quadris contra a coxa de Labirinto bem mais do que se estivesse só tentando encontrar uma forma de ficar mais confortável.

Quando finalmente mudou o foco para encontrar os olhos de Labirinto, pareciam ter um amplo diálogo, cada um em sua própria cabeça, lendo cada respiração e movimento infalso, toda vez que piscavam, uma pergunta e uma resposta.

Aguiar engoliu o que parecia ser um enorme gole de água, mas era só a saliva que não tinha percebido que juntava em sua boca. Encheu o peito de ar e balançou a cabeça, recompondo a postura e voltando-se para ê outre.

“O que? Só uns 7 tapinhas na bunda e já tá pedindo desculpas? Se eu soubesse que era tão fácil eu–”

“Eu não pedi desculpas” Jae interrompeu, tom ríspido como um corte de sua faca.

Aguiar piscou algumas vezes e olhou novamente para Labirinto, assentindo levemente com a cabeça, que entendeu então o sinal como sendo uma indicação de que concordava que ele deveria continuar.

Agarrou então com força a bunda delu, fincando as unhas curtas no músculo já sensível, arrancando um sibilar ríspido de Jae, como se ardesse ao toque.

“Viu só? Eu disse que não tinha entendido ainda. Vamos tentar de novo.”

O tempo parecia um borrão embaçado. Jae era certamente resistente, e claramente estava gostando mais do que deveria de tudo aquilo, emitindo gemidos tão deliciosos que faziam com que Labirinto pensasse que talvez, em algum mundo, estivessem certos de que havia um paraíso, mas que certamente iria para o inferno por se deleitar em prazer cada vez que a respiração de Jae saía trêmula, chiada, claramente nublada de dor, se contorcendo em seu colo como se fingisse querer escapar, mas nunca realmente tentando.

A própria mão estava vermelha e formigava de tanto ê bater quando finalmente ouviu um choro, como se fosse um vidro quebrando ou unhas raspando uma lousa.

“Para, espera. Pausa.” Parecia tentar recuperar o fôlego. Labirinto não sabia se realmente merecia uma pausa, mas certamente ele precisava de uma.

“Pronto pra pedir desculpas? Admitir seus erros?”

Só escuta uma risadinha mordida e sem fôlego vindo de Jae, mas sem resposta concreta. Tudo bem então, Labirinto nunca dizia não a um desafio.

Olhou para Aguiar, agora impossivelmente duro e com até uma pequena manchinha molhada nas calças. Parecia já coberto por uma fina camada de suor, como se ativamente precisasse lutar contra si próprio para se manter ali parado e não interferir.

“Hmmmm… E você, Aguiar? Jae claramente precisa de mais um tempo pra refletir; porque não mostra pra ele exatamente como se desculpar?”

A fala parecia tê-lo congelado por um segundo, mas nada lhe escapava: percebeu o jeito que um arrepio percorreu toda sua espinha, fazendo os nervos vibrarem. Engolia a saliva na boca, passando a língua nos lábios secos entreabertos em choque para umedecê-los.

Cambaleou para frente, apoiando as mãos na mesinha de centro e descendo os joelhos ao chão, posicionando-se a engatinhar a curta distância entre eles, e era vez de Jae observar com fervor a cena acontecendo.

Labirinto puxou a calcinha dela para cima de novo, bem além do que o necessário, dando uma espécie de “cuecão” e chamando a atenção de Jae. Entrelaçou com força os dedos nos cabelos negros e lisos e movimentou como se ê guiasse para trás. As costas arquearam dolorosamente até que elu cedesse e se retirasse do colo, apoiando os joelhos no chão para se orientar. A bunda beijou a sola dura dos sapatos e elu gemeu com o contato, mas o pulso firme em sua cabeça tornava difícil ficar em uma posição mais confortável.

Grunhiu frustrade antes de sentir um tapa forte na bochecha.

“Você vai ficar aqui do lado sentadinha e assistir tudo bem em silêncio, entendeu? Acho bom você aprender alguma coisa, se não vai se ver comigo. Se realmente quiser que eu pare em qualquer momento é só falar ‘Tenebris’, não vou questionar. Balança a cabeça se você entendeu. ”

Se Jaeyoon dissesse que não sentia o molhado entre as próprias pernas cada vez mais, seria mentira. Não que não estivesse acostumado a mentir, mas naquele momento se sentia praticamente bêbado, quase hipnotizado. Não sabia nem exatamente o que tinha sido dito, só acenou a cabeça para cima e para baixo enquanto mordia o lábio, sentindo o coração dar cambalhotas dentro do peito.

Labirinto anuiu satisfeito, soltando a mão e voltando a atenção para o homem em sua frente que colocava-se insistentemente no espaço entre suas pernas, já apoiando a bochecha contra o tecido verde desgastado das roupas do ocultista como um cachorro pedindo carinho. Sentiu naquele momento uma vontade enorme de ver aqueles mesmos olhos transbordando de lágrimas e perdidos em prazer.

“Parece que o cãozinho está carente hoje, não é mesmo?” Pousou a mão na cabeça, sentindo o macio dos cachos. Aguiar gemeu e inclinou a cabeça em direção ao toque, como se pedisse mais. Labirinto riu em falsa simpatia. Fechou o punho e puxou com agressividade “Me diz, foi por isso que você foi descuidado? Queria tanto a minha atenção?”

“N-não… Labirin–”

Deu mais um puxão no cabelo, dessa vez para o outro lado, deliciando-se com o gemido de dor que Aguiar deixou escapar, os olhos fechados apertados marcando o rosto em rugas.

“Não me chama assim. Não agora.” Ouviu um mínimo barulho concordando, o movimento da cabeça limitado pela força em que o segurava. Ponderou por um momento, observando uma gota de suor que escorria da testa do delegado até a garganta, que vira e mexe se mexia bruscamente quando lembrava de engolir a saliva. Labirinto queria que fosse a dele. “Que tal mestre? Era tão fofo quando você chamava ela assim…” Os olhos de Aguiar abriram como se fossem tiros disparados de um revólver; o olhar era explosivo e violento como um fogo, certamente intimidante, mas Labirinto o conhecia bem o suficiente para reconhecer o calor por trás daquela violência. Era um tópico sensível, mas sabia bem como navegar naquelas águas turbulentas. Deixou que os nós dos dedos viajassem delicadamente sobre a pele do rosto até pousarem bem abaixo do queixo já com a barba por fazer, inclinando levemente para cima, encarando-o de volta com uma calmaria tão inabalável que parecia neutralizar o caos.

“Fala.”

Aguiar hesitou e engoliu seco.

“Mestre.”

“Bom garoto.”

Labirinto então inclinou-se para beijá-lo. Gentilmente, como um carinho. Aguiar parecia apressado e violento, como se passasse fome, mas ele não cedeu ao desespero do outro, manteve o passo leve, visivelmente conseguindo conduzir e dominar o beijo apesar das tentativas. Toda vez que pedia mais, ele se afastava com um sorriso de escárnio estampado no rosto, tocando levemente os lábios molhados de ódio até se render e aceitar. Só se sentiu satisfeito quando sentiu o homem derretendo entre suas pernas, abaixando suas defesas.

Vibrou a garganta satisfeito, se afastando para admirar o efeito. Aguiar com os lábios levemente entreabertos e avermelhados, olhos pesados, talvez com um pouco de falta de ar. Os cachos bagunçados emolduravam sua face lindamente. Segurou-lhe o rosto como se lhe fosse precioso, fazendo carinho na bochecha com o dedão.

“Bom garoto. Não é tão melhor quando você me obedece?” Aguiar parecia bêbado e apaixonado como um filhote por seu dono, assentindo levemente, contente com o elogio. “Então porque me desobedeceu?” Labirinto mudou o tom de voz e fechou a mão em punho, agarrando o cabelo diretamente da raiz. “Imagine minha surpresa quando eu chego aqui e vejo a Kemi e o Dalmo tendo que fazer o trabalho de vocês porque os dois estavam ocupados demais transando” pontuou agressivamente cada palavra com um puxão no cabelo, que provavelmente teria arrancado alguns bons tufos se Aguiar não tivesse se deixado guiar pelo movimento. “Tá tão desesperado assim, cãozinho? Será que vou ter que trancar esse seu pau?” Pontuou a frase apalpando o volume entre as pernas de Aguiar, que escapou um gemido sufocado, metendo o quadril no ar, buscando por mais.

“N-não…. Não é culpa minha… Jae…” choramingou e então fechou os olhos, como se estivesse perdido. A respiração saía alta entre os lábios meio abertos enquanto se esfregava contra a mão de Labirinto 

“Jae? O que que tem?” disse, recuando para se endireitar mais imponente onde sentava

Aguiar resmungou algo entre um choro e um rosnado, desviando o olhar para Jae antes de voltar a olhar Labirinto, constrangido, mesmo que desviasse o olhar, a entrega era evidente. 

“J-Jae me distraiu” respondeu entre os dentes e olhando para o chão, como se estivesse envergonhado.

“Distraiu, é? Como assim?” bateu a ponta dos dedos contra o rosto, chamando-lhe a atenção, voltando o olhar para ele.

“E-Elu… eu tava indo limpar a cena. Elu praticamente se jogou em cima de mim”

Labirinto arqueou as sobrancelhas. “Se jogou em cima de você?” questionou 

“É… parecia…” ele se virou para elu, que sorria debochada como um gato que conseguiria exatamente o que queria. “Parecia uma cadela no cio” Aguiar parecia cuspir as palavras em direção a elu, mas isso só parecia diverti-le mais.

“Se você não conseguiu resistir acho que era você que tava no cio-”

O tempo de reação de Labirinto foi demorado o suficiente para que pudesse falar a frase inteira. No entanto, imediatamente recebeu um tapa em sua cara que, de tão forte, fez com que automaticamente levasse sua mão até um lugar atingido com boca aberta como se estivesse mais uma vez surpresa. 

“Falei para ficar em silêncio. Será que o seu problema é que você não sabe português?"

Jae murmurou algo que Labirinto conseguiu identificar como sendo coreano e isso fez com que seu sangue fervesse mais uma vez, se é que aquilo era possível. Ele se levantou da cadeira, em pé diante delu aos joelhos no chão.

“Você se acha muito espertinho, né? Sua cadela imunda.”

As palavras pareciam ter mais corte do que ele realmente tinha intenção mas não conseguia ligar muito. Se Jaeyoon o queria bravo certamente havia conseguido. Empurrou-ê com os pés, fazendo-ê tombar para trás. Ainda estampava um sorriso no rosto. Chutou as pernas para separá-las e pressionou a sola do pé contra sua virilha. Jae jogou a cabeça para trás com um longo gemido, apoiando-se pelos cotovelos.

“Olha só como você é uma grande puta. Não consegue pensar direito porque só usa a cabeça de baixo, é isso?” Deu alguns leves chutes, mas os barulhos não foram desagradáveis - talvez um pouco frustrados e birrentos, mas não era como se não estivesse evidente gostando do tratamento ríspido. “Não sei se deveria te usar tanto até você não conseguir mais pensar com a buceta ou se aceito que você só é bom pra isso e te deixo num quarto pra qualquer um fuder quando tiver vontade.” 

Abaixou-se então para agarrar Jae pelo colarinho e puxar em sua direção. Elu fechou os olhos, levando a cabeça mais para perto dele, quase como se esperasse um beijo; mas Labirinto tinha como objetivo pegar a faca que guardava no sobretudo.

Com um movimento bruto e rápido, ele a segura pelo punhal e rasga a blusa de Jae fora a fora, abrindo como se uma camisa de botão. Jae arfou e tentou levar as mãos para cobrir os seios, ainda que estivesse usando uma fita para segurá-los. Labirinto deu-lhe mais um tapa e agarrou-lhe o pescoço.

“Tira a mão” ordenou firmemente. Bastou apertar um pouco a pressão dos dedos para que Jae deixasse os braços caírem para o lado, rosto corado e tentando desviar o olhar.  A posição ê fazia apoiar a bunda dolorida no chão, trazendo desconforto, quase desequilibrou quando teve o cinto da calça puxado insistentemente para baixo “Tira isso aqui também” 

Nunca tinha se envolvido daquela forma com Labirinto, apenas com Aguiar (e Kemi em uma ou outra ocasião isolada, mas ela era paranóica demais para algo além disso). Jaeyoon sabia do que gostava e estava bem longe de se enganar de que não achava a raiva extremamente sexy, e ser forçade a obedecer daquela forma fazia com que sentisse como se um rio de lava percorresse por dentro de seu corpo; por isso adorava provocar, para ser quebrade: não havia outra forma de provar que qualquer pessoa era de fato merecedora de saborear seu corpo ou vislumbrar um pedaço de sua alma- se não poupasse esforços, só sobrariam aqueles que de fato valiam a pena, vencedores. Não perderia seu tempo com ninguém menos.

E mesmo não sendo surpresa de que ele era forte, não fisicamente, mas evidentemente poderoso, elu nunca tinha se imaginado naquela posição - não achava que Labirinto se interessava por esse tipo de coisa. Parecia tão enfiado dentro da própria cabeça que a última coisa que pensaria seriam os prazeres carnais. Não era intenso e explosivo como Aguiar, era calculista e metódico- mas para os infernos se aquele lado novo não era mil vezes mais interessante. Quanto mais elu poderia desafiá-lo?

“E se eu não quiser?” Perguntou, claramente provocando. Seria muito diferente se realmente não quisesse.

“Eu não perguntei se você queria, eu mandei tirar.” Apertou mais o pescoço quando enunciou o fim da frase, Jae sentiu o ar ser totalmente cortado do acesso aos pulmões, engasgando no seco “Se você não quiser que eu rasgue a calça também, claro.”

Balançou a cabeça que não- não se importava tanto com a camiseta, mas aquelas calças eram customizadas e daria um trabalhão pra repôr. Quando percebeu que a pressão não aliviava mesmo após responder, levou os dedos trêmulos até os quadris, tentando encontrar um ângulo para tirar o resto da roupa. Sentiu a pressão aliviar conforme o tecido deslizava pela pele, deixando-ê somente com as fitas e uma calcinha vinho com detalhes de renda preta.

Labirinto olhou para trás para Aguiar e estalou os dedos, apontando então para as calças baixas acumuladas nos pés de Jae, como se o mandasse tirar o resto. Levemente para sua surpresa, o homem obedeceu sem nem mesmo hesitar, tirando as botas e meias junto e jogando o resto longe. Nunca o tinha visto tão submisso antes, era quase hilário ao mesmo tempo que intrigante- algo era tão prazeroso e curioso em ver o delegado agindo como um cachorrinho. Queria tanto zombar com ele… 

“Do que você tá rindo?” Nem tinha percebido que estava, não parecia conseguir se conter. Tentou morder os lábios e ficar com cara séria, mas era difícil -estava se divertindo horrores. Labirinto olhava para aquela cara de safada e desejava arrancá-la de sua alma. Queria destruí-la. “Tudo bem. Tenho certeza que vai parar de gracinha logo logo.” Sem nem desviar o olhar, só se levantou de onde estava agachado ao lado “Aguiar, leva elu pra cama, vou buscar umas coisinhas.”

Nem hesitou em levanta-lê como se fosse um saco de batatas. Jae não conteve o riso e começou a socar-lhe o peito e dar pontapés nas canelas onde alcançava. Aguiar permanecia imóvel como um armário.

“Olha só que cachorrinho obediente.” provocou “Me solta que eu te dou um ossinho.”

Aguiar parecia rosnar de volta e jogou-a na coma sem cuidado algum. Jae sentiu as molas jogarem o corpo pra cima quando afundou momentaneamente no colchão. Tentou se levantar imediatamente, mas foi empurrada de volta. O delegado então entrelaçou as pernas, prendendo-as no lugar embaixo de si. Jae não era páreo para aquelas coxas musculosas- não fisicamente.

Arranhou a garganta e mirou bem na cara dele antes de disparar um cuspe certeiro. Ele havia sido rápido o suficiente para fechar os olhos, mas não para desviar. A reação de raiva foi praticamente instantânea, e uma das mãos voou no pescoço delu, apertando com muito mais força que Labirinto anteriormente. Jae sentiu como se realmente quisesse o matar. Deu-lhe um tapa na cara que trouxe um sabor metálico extremamente familiar à boca e não pôde conter o sorriso que Aguiar tentou imediatamente amassar com os dedos forçando os lábios em um biquinho, enfiando o dedão dentro da boca para abri-la. Não perdeu um único segundo antes de cuspir dentro e tampar-lhe a boca e o nariz. Se Jae não quisesse morrer sufocade, teria que engolir.

Resistiu, se debateu, mas acabou engolindo e fazendo um barulho excessivo de nojo quando foi solte, tossindo um pouco. Aguiar limpou o cuspe da cara com a mão ainda molhada, espalhou na cara de Jae, que fechou os olhos e a boca com força em repulsa verdadeira, virando na cabeça tentando desviar, mesmo que impossível.

“Eca seu nojento, para!” 

Quando tirou a mão, a maquiagem uma vez impecável estava agora toda borrada, rastros de vermelho e preto para todos os lados. Tentou limpar-se, mas Aguiar segurou-lhe os pulsos, montado em cima dele como um predador. Jae não estava fazendo um trabalho muito bom em esconder o nojo que sentia da situação, o que por sua vez causava um sorriso largo no rosto de Jonas.

Foi então que a presença de Labirinto voltou a ser notada.

“Não posso tirar os olhos de vocês nem por dois minutos? Realmente parece que Jae tinha razão, Aguiar. Tá no cio por acaso?” A bronca certamente parecia o pegar desprevenido, mais uma vez como um cão pego no pulo, metia o rabo entre as pernas. Jae aproveitou o momento de fraqueza para tentar se soltar, mas ele estava atento o suficiente para segurá-lê “E você não parece muito diferente, Jae. O que foi? O Aguiar não tá te comendo bem o suficiente?” Os dedos longos de Labirinto acariciaram-lhe a face, emanando uma evidentemente falsa simpatia como deboche. “Não se preocupe, quando eu terminar com você isso não será mais um problema.” 

Havia algo sobre estar imobilizade, com Labirinto em pé ao lado, vestindo um olhar e postura tão poderosa, que fazia com que sentisse ondas violentas rumo ao meio das pernas. Ele riu ao ver o corpo arrepiar e deferiu alguns tapinhas leves no rosto, e se afastou para colocar uma pequena caixa de sapato velha na cômoda ao lado da cama. Elu não conseguia ver se tinha algo dentro no ângulo em que estava, mas imaginava que Aguiar provavelmente conseguia. Levantou os quadris frustrade, gemendo junto a ele ao esbarrar-se contra o pau duro ainda preso por baixo dos tecidos da calça, suficiente para distraí-lê enquanto Labirinto descolava a fita do peito, até suspirando de alívio quando finalmente foram removidas.

Continuou tentando rebolar um pouco mais no ar até perceber que Aguiar estava começando a ativamente mover os próprios quadris para evitar que fossem de encontro com os delu. Jae jogou a cabeça com força contra a cama em protesto.

“Caralho, cachorrinho. Não sabia que o Labirinto era seu dono se ele mandar você latir também você late?” Tentou provocá-lo, mas antes que Jonas pudesse responder, a voz calma de Labirinto interferiu

“Óbvio que sim. Você se esquece, Jae-Yoon. Aguiar sempre foi leal a mim.” acariciou mais uma vez os cachos dele, que não falhava em fazer o homem derreter sob o gesto.

“Pois saiba que esse seu cachorro é um vira latas sarnento. Não parecia que tinha dono quando tava chorando no meu ouvido de tão desesperado que tava pra me comer”  fez um bico irritado.

Labirinto mantém a face plena e estendeu os dedos para alcançar uma coleira grossa de couro que ficava na gaveta ao lado da cama- era o quarto dele, afinal, e parecia ter ignorado totalmente as palavras de Jae enquanto afivelava as tiras no pescoço de Aguiar, uma plaquinha pendurava na frente com o nome dele gravado no metal. O delegado estava com os olhos fechados, como se banhasse no momento. 

Jae, no entanto, parecia extremamente incomodade. Odiava ser ignorade. Bufou e rolou os olhos, obrigade a assistir a cena em cima delu. Labirinto sorriu e beijou gentilmente o topo da cabeça de Aguiar antes de virar-se para pegar alguma coisa no fundo da caixa.

“Sabe, Jae, não adianta nada ter um pedigree igual ao seu quando se é tão desobediente.” ele tirou uma corda enrolada e amarrada ao meio. 

Elu riu debochado.

“Tá me chamando de cachorro também? Era só o que me faltava!”

Labirinto pegou-lhe o pulso e ergueu até a cabeceira da cama para amarrá-los um a um rente à madeira antiga, mas sólida.

Aguiar finalmente sentou ereto sob os quadris dê coreane e se espreguiçou, estralando pescoço e os braços. Agora com acesso livre, o careca traçou os dedos levemente pelo pescoço delu, devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo; ignorando todas as tentativas de Jae em se remexer para sentir mais intensidade. A sensação do toque na pele era quase como arrepios fantasmas, e quando traçou ao redor dos peitos, lentamente fazendo espirais até chegar às aréolas, Jae mordeu os lábios e fechou os olhos em antecipação, mas o toque no mamilo, onde realmente queria, não vinha nunca. Gemeu alto e frustrade.

“Eu deveria te deixar aqui. Seria justo… Um pouquinho de abstinência forçada pra ver se isso te ensina uma lição sobre se jogar contra qualquer coisa que se mova, tão, tão desesperade…” Labirinto apertou-lhe os seios com a mão, ainda não encostando nos mamilos, mas a pressão parecia já satisfazer Jae mais do que os estímulos anteriores, pois o gemido manhoso provavelmente pôde ser ouvido por toda a casa. “Mas isso seria justiça. Eu não sou um Deus justo, Jae-Yoon” com um simples gesto, Aguiar saiu de cima da cama, e a mão pálida se abriu sob o peito, pressionando de leve toda vez que o tórax subia para que entrasse ar nos pulmões. “Eu não sou piedoso. Se você quiser misericórdia, é melhor começar a rezar agora.”

Por mais que tentasse esconder, Jae estava claramente afetade por aquele discurso. Pressionou as coxas juntas, sentindo o tecido molhado da calcinha, gemendo de leve contra a pressão dos músculos. Engoliu com a boca seca, lambendo os lábios tentando molhá-los de saliva para falar.

“Não existem Deuses, Labirinto. Não seja bobo”

“Ah é?” deu uma risadinha enquanto tirava da caixa uma mordaça, levando-se até a boca de Jae calmamente, mas as pupilas estavam totalmente dilatadas, a escuridão consumindo tudo que via “Pois prepare-se então. Porque eu estou prestes a me tornar o seu.”

Surpreendentemente permitiu que prendesse a mordaça em sua boca- era talvez um pouco grande demais, uma grande bola vermelha que forçava os lábios rubros bem abertos. Jae experimentou tentar empurrar a bolinha para fora com a língua, mas só conseguiu se forçar a abrir ainda mais a boca- a mordaça estava presa firme no lugar. Tentou reclamar, mas o som que emitiu mais parecia com um gemido do que palavras. Labirinto deu um sorriso sádico e desferiu alguns tapas leves em seu rosto antes de continuar passando os dedos pela pele sensível e arrepiada de coreane.

O tom de atenção que lhe estava sendo dado parecia mudar de repente como se para um objeto sendo admirado, e não mais uma pessoa a ser considerada. Raiva borbulhou no peito de Jae, ‘como se atrevem a me ignorar?’ todo movimento era frustrado, as palavras já não saiam mais como elu queria, parecendo mais com gemidos desesperados do que xingamentos. 

Tentou levantar a perna para dar um chute, mas antes mesmo que Aguiar o defendesse, Labirinto segurou o tornozelo dele, estendendo a perna reta no ar e beijou-lhe a panturrilha antes de fechar a boca, cravando os dentes na pele leitosa e macia delu.

Jae gritou e tentou chutar a outra perna, em compensação, mas nessa posição estava seriamente em desvantagem. Labirinto sequer teve que se movimentar para pressionar a mão em cima do outro joelho, o simples peso do corpo e a gravidade dificultando que resistisse. 

Quando tirou os dentes de onde agora havia uma marca perfeita avermelhada quase roxa de onde mordera, ele abaixou-se para lamber uma linha ininterrupta começando da parte externa da coxa até a ponta do dedão, onde encerrou com um beijo e puxando finalmente o último pedaço de tecido agora arruinado que cobria Jae, ê deixando totalmente exposte.

Finalmente voltou-se para Aguiar.

“E você? tem algo que queira me dizer?”

“E-Eu..” gaguejou, os olhos estavam arregalados 

“Já te falei como se referir a mim hoje, Aguiar. Não me decepcione.”

O lembrete parecia pintar instantaneamente as bochechas do homem de vermelho e fazê-lo engasgar nas próprias palavras.

“M…Eu…Mestre eu só posso pedir perdão–” 

Ele já estava ajoelhado no chão, então se curvou para beijar os pés descalços de Labirinto. Não levantou a cabeça após falar, só sentiu as pernas tremerem e o pau pulsando entre as coxas.

“Perdão?” Questionou, batendo o pé levemente contra o queixo de Aguiar, indicando que olhasse para cima, para ele, imponente e poderoso acima dele. “Já disse que não sou piedoso, seu tolo.” Agarrou-lhe os cabelos novamente, e Aguiar não pôde fazer nada além de gemer e aceitar o gesto. “Vamos, você também precisa aprender uma lição. Tira a roupa.”

Aguiar normalmente não era rápido, gostava de saborear os momentos; mas antes que labirinto pudesse terminar o comando, ele já estava desfazendo a fivela dos cintos no peito e empurrando do ombro as alças, praticamente rosnando em irritação de que não podia simplesmente tirar a camiseta; quase quis rasgá-la.

Tropeçou para fora das calças, abaixando a cueca junto de uma vez só e chutando os sapatos longe, arrancando as meias com os dedos do pé sem ligar onde iam parar. não tirou os olhos de labirinto por um segundo.

Agora totalmente nu e exposto, o outro fez como se o analisasse meticulosamente, inclinando a cabeça para olhá-lo de outros ângulos. Aguiar sentiu um calafrio percorrer a coluna, e foi só fechar os olhos que Labirinto enroscou o dedo na coleira que tinha colocado antes em seu pescoço- agora a única peça que vestia- e o guiou rumo à cama novamente.

“Mais cedo você parecia ter gostado bastante de ficar por cima, pode subir. quero que vocês se vejam.” 

Montou-o em cima de Jae e o empurrou pelas costas, fazendo que caísse sobre o mais jovem. rosto corava rubro quando quase beijou a mordaça presa à boca delu. Com corpo colado um no outro, os dois podiam sentir exatamente cada respiração, cada arrepio e toda vez que pareciam pulsar por algo mais. O suor e o calor do corpo impossíveis de ignorar quando olhavam dentro dos olhos do outro.

De repente, um tapa forte na bunda o arrancava do transe do momento, o corpo deslizando para frente com o impacto. Fechou os olhos e gemeu em resposta, agarrando a cabeceira da cama com as duas mãos para se segurar. Labirinto bateu de novo, e dessa vez Aguiar teve que morder os lábios para se controlar. 

Os quadris se moviam com impacto, inevitavelmente causando com que o pau já melado esfregasse contra a barriga de Jae, que começava a gemer abafado e tentar esfregar as pernas uma contra a outra debaixo dele.

Mas Labirinto percebeu e isso não o agradava. Puxou-ê pelo tornozelo, arrastando o corpo mais para baixo, forçando os braços a ficarem mais retos e tensos. Nesta posição, os peitos de Aguiar repousavam praticamente contra o rosto delu- que quase não ligou quando sentiu a pressão da corda ou o mesmo sendo feito no outro pé, os gemidos só ficando mais altos. Labirinto não se importava se eram um protesto.

Agarrou finalmente as bandas da bunda de Aguiar com força, separando-as e expondo o delegado totalmente para si. Ele tentou enfiar o rosto no pescoço de Jae, talvez para se esconder em vergonha, mas não ia permitir. Puxou-o para cima pela coleira e bateu com a outra mão na bunda mais uma vez, fincando as unhas logo em seguida para reforçar o ponto.

“Já disse, quero que vocês se olhem. Não me façam repetir.” Aguiar parecia emitir um protesto manhoso, mas obedeceu, endireitando o corpo para se apoiar de forma que olhasse diretamente nos olhos de Jae. “Bom garoto. Fica assim.” 

Resumiu as palmadas na bunda de Aguiar, às vezes batendo também nas coxas, o espancando até a pele toda ficar vermelha e os gemidos se tornarem cada vez mais manhosos. A dor não era algo estranho para nenhum deles, aquilo não era nada perto do que realmente poderia aguentar.

Se inclinou para frente e puxou-o pelo cabelo, fazendo com que as costas arqueassem-se deliciosamente. Segurou-o então pelo pescoço, a mão em volta da extensão da coleira, e mordeu forte o pescoço. 

Sentiu as costas tensionando, a respiração vacilar ríspida e afiada como se algo a cortasse. Óbvio ou não, a julgar pelos labirintos na própria pele, Labirinto adorava deixar suas marcas no que era seu, traços do caminho percorrido, para que todos soubessem que passou por ali. Mordeu mais forte. Aguiar era dele.

Quando finalmente tirou os dentes do ombro, agora quase sangrando- não foi o suficiente para romper com a pele, somente nos pontos mais fundos haviam algumas gotas se formando; de resto, estava praticamente roxo. Lambeu a ferida e notou que ainda seguia sua ordem, olhava para Jae com os olhos bêbados, entreabertos, e elu o encarava de volta com brilho intenso de desejo. Repousou o queixo sob a ferida e beijou-lhe o cangote antes de sussurrar em seu ouvido:

“Beija elu”

Houve uma pequena pausa, como se ele tentasse processar as palavras ditas.

“M-mas–”

“Beija elu, Aguiar. Não vou mandar de novo” 

Engoliu seco e fechou os olhos, pousando os lábios sob a bola vermelha que mantinha a boca de Jae aberta. Demorou alguns segundos, mas logo se aventurou, abrindo mais, passando a língua e acariciando ao redor da mordaça. 

Jae gemia e se remexia, evidentemente frustrade. Aguiar manteve um ritmo lento e sensual, como se o ato fosse uma prece- e, talvez fosse; um pedido de clemência ou um ato de devoção. Enquanto o peito de Jae enchia em humilhação, ele parecia se livrar cada vez mais da moralidade que o prendia.

Era lindo.

Labirinto beijou-lhe a lombar carinhosamente e levou as mãos até os ombros somente para arranhá-lo até os quadris. Aguiar gemeu contra a mordaça e até se afastou por um segundo como se tentasse recuperar o fôlego.

Parecia tão certo levar os dedos longos até sua boca, enfia-los fundo na garganta, pressionar a língua e ver a saliva derramar diretamente em cima do rosto de Jae. Um vivendo o paraíso e o outro o inferno causado pela mesma pessoa. Não conseguia segurar o sorriso, continuou movendo os dedos contra a gengiva e as paredes da boca de Aguiar com uma das mãos quando carinhosamente levou o dedo do meio da outra até o cu que parecia pulsar pedindo por algo. Era como tocar um instrumento, Labirinto pressionou o músculo em círculos, aplicando um pouco de pressão até ele relaxar e então praticamente engolir o dedo todo para dentro.

Aquele não era território estranho. Não demorou nada até que encontrasse o que procurava: ele já sabia exatamente onde estava. Ao massagear aquele ponto, um fio grosso de saliva escorreu junto de um gemido longo e extremamente pornográfico emitido por Aguiar. Jae mal pôde virar o rosto 

Labirinto retirou os dedos da boca, limpando o excesso de saliva contra a própria roupa e levou a mão para ajudar a segurar a bunda, agarrando e puxando para o lado, facilitando o deslizar do dedo e adicionando mais um.

“Aguiar”, Labirinto pegou a mão dele e levou até o meio das pernas de Jae, entrelaçando os dedos gentilmente “Tudo que eu fizer aqui…” indicou a que se referia enfiando os dedos particularmente fundo. “Eu quero que você faça aqui” fez com que as pontas dos dedos acariciarem os lábios molhados da buceta de Jae, que tremeu de volta, dando um gemido. 

A mente já estava nublada o suficiente para nem questionar as instruções, já enfiando dois dedos prontamente, assim como os que tinham dentro dele.

Era um pouco difícil identificar exatamente o que labirinto estava fazendo com os dedos dentro dele, teve que focar mais do que normalmente em cada movimento, tentando replicar toda vez que deslizavam para frente, para trás, quando abriam e fechavam ou quando paravam pressionando um ângulo específico que fazia com que Aguiar visse manchas pretas em sua frente.

Quando adicionou mais um, seguiu exemplo, mantendo o ritmo ditado e o barulho pornográfico que se resultava, ressoando junto de gemidos baixos arrancados dos dois, alguns movimentos afetando mais um ou outro pontualmente, mas de forma geral bem sincronizados.

Até tirar os dedos, Aguiar hesitou um pouco em tirar os seus, mas o fez com um suspiro frustrado, passando os dedos contra a bochecha de Jae, que parecia protestar através da mordaça.

Labirinto se pressionou contra os quadris de Aguiar e olhou a cena por cima do ombro, levando a própria mão até o rosto de Jae. Elu o encarou com ódio como se quisesse lhe dar uma facada, mas isso só o divertia mais. Sorriu e enroscou os dedos por baixo das alças de couro, indo até atrás onde a fivela estava abotoada e desfez a amarra.

Jae-yoon cuspiu a mordaça assim que pôde, abrindo e fechando a boca para massagear a dor que sentia na mandíbula. As tiras que prendiam a bola em sua boca haviam deixado marcas vermelhas no rosto. Labirinto pressionou os dedos como se massageasse a área. Jae virou o rosto 

“Não me encosta”, disse fazendo um bico exagerado.

“Olha que gracinha” deu tapinhas na bochecha mais exposta “A putinha sabe falar”

“Cala a boca, careca. Não serve nem pra me fuder direito”

Deu outro tapa, dessa vez mais forte.

“Você não sabe mesmo calar a boca, não é?” Ajoelhou-se na cama e ficou Aguiar levemente no ombro “Vira pra cá, acho que tem um lugar muito melhor pra você sentar aí em cima”

“Nem pensar! Aguiar–”

“Aguiar.” disse com a voz mais doce e perigosamente baixa que poderia. Aguiar virou o corpo totalmente para olhar para ele, ignorando Jae por completo, como se estivesse em um transe. Engoliu seco, atento. Labirinto acariciou as bochechas dele com os dedos, aproximando-lhe os rostos “Eu quero que você foda a garganta dele tão forte que ele vai falar rouco por uns dois dias. você consegue, não consegue? Vai ser um bom garoto pra mim, não vai?”

Era como um feitiço, não havia nem um mísero espaço para dizer não. Ele acenava a cabeça antes da segunda pergunta- não precisava. As palavras atingiam diretamente sua alma como comandos indispensáveis. E assim como um pacto, Labirinto parecia selar o acordo com um beijo longo antes que partisse para sentar-se mais perto da cabeceira. 

Viu que a boca de Jae se movia, elu estava falando, provavelmente o xingando, mas ele nem sequer ouvia; eram barulhos de fundo que não importavam. Levou o pau calmamente para a boca delu, que selou os lábios os apertando com força, se recusando a abrir e balançava a cabeça. 

Era fofo. Ele sabia que Jae gostava de ser forçade a obedecer. Gostava que ê colocassem no devido lugar. Sentiu um sorriso formando no rosto, nem registrou quando levou os dedos até o nariz delu e fechou-os como uma pinça, impedindo qualquer passagem de ar.

Agora, elu tinha um bom fôlego. Aguiar já havia contado os segundos que elu conseguia ficar sem ar algumas boas vezes no passado, mas agora, o tempo não importava. Assistiu as expressões do rosto mudando até o rosto começar a ficar todo vermelho e eventualmente abrir a boca desesperadamente buscando por ar. No mesmo segundo, não hesitou em meter o pau na boca delu e destampar o nariz, passando a segura-lê pelos cabelos negros.

A audição parecia voltar aos custos da visão, que parecia embaçado conforme sentia o calor da boca em volta de si. Gemeu alto e não se importou em ir com calma, metendo mais fundo. Os barulhos que seguiram eram imundos, a garganta tentando se acostumar à intrusão repentina. Aguiar adorava ouvi-le engasgando.

Enquanto isso, Labirinto traçava caminhos nas coxas abertas e expostas agora que não tinham um homem em cima delas. Ele observava como o buraco parecia implorar por algo, molhado e pronto. Olhou brevemente para como Jonas se deliciava, absorvido no momento, aproveitando seu comando.

Deu um pequeno beliscão no clitóris enrijecido, procurando ouvir algum barulho, mas todos foram abafados pelo pinto em sua boca. Decidiu ir um pouco além. Buscou por um ângulo melhor e desceu a mão, atingindo com precisão um tapa no meio das pernas.

Ouviu-ê engasgar alto, mas Aguiar não parecia afligido, ainda focado. E então fez de novo, e de novo antes de descer e chupa-le em sua boca.

Por alguns momentos, os três se perderam totalmente nas próprias sensações de prazer, pouco ligando para o mundo à sua volta. O mundo poderia deixar de existir e nada mais importaria, os sentidos totalmente tomados pelo desejo. Aguiar fodia a garganta de Jae com a mesma voracidade em que Labirinto ê devorava, tomando posse de cada centímetro, as mãos agarrando tudo que podiam, clamando por mais.

Jae, por vez, não se incomodava em se entregar à eles. Nada passava em sua cabeça- era como flutuar, era um prazer muito diferente de quando matava, menos eufórico mas igualmente intenso. Ali, podia se perder sem se preocupar com nada mais, podia confiar neles: era uma vulnerabilidade confortável, não como em outros momentos que se sentia exposte e frágil, incapaz; o peso esmagador das expectativas e decepções à sua volta. Eram só eles.

Nenhum sabia exatamente quanto tempo se passou até Aguiar emitir um gemido gutural que arrancou Labirinto do transe, atento. Ele estava prestes a gozar.

Puxou-o pelo quadril, quase o desequilibrando e fazendo com que caísse para trás, mas conseguiu se segurar na cabeceira. 

O rosto de Jae estava coberto de saliva e elu respirava dando grandes goles no ar, recuperando o fôlego como se tivesse corrido uma maratona.

Aguiar não estava muito diferente. o pau vermelho pulsando entre as pernas, provavelmente a alguns segundos de gozar, o líquido transparente da cabecinha inchada e escorrendo e se misturando com a baba. 

Labirinto permitiu aos dois um momento para se recuperarem, evidentemente não havia sido o único afetado pelo momento.

Em um suspiro cansado, beijou o ventre de Jae e se levantou da cama, acariciando a lombar de Aguiar e atraindo sua atenção. Decidiu dar-lhe um beijo também, lento e calmo; sem pressa. Ao departir, ele bateu com a ponta dos dedos no canto da cama, ainda sorrindo contra os lábios do outro

“Vem cá, ainda tem uma coisa pra você fazer.”

Se ele tivesse um rabo, estaria o abanando, os olhos arregalados brilhavam como um cão que havia sido prometido seu petisco favorito 

Não precisou de instruções, já foi se alocando entre as pernas pálidas, agarrando as coxas e buscando o ângulo ideal, já esfregando a cabeça do pau na entrada, mas nada além disso. Olhava para o outro esperando ansiosamente por uma ordem.

Jae observava com atenção, ainda em alguma forma de transe, mas não falava nada. Labirinto sorriu em pensar que talvez tivesse finalmente aprendido.

Traçou mais caminhos, percorrendo o próprio labirinto em sua cabeça, mapeando os pontos na pele da barriga, descendo até a pélvis e onde eles se conectavam. Observou como os dois se arrepiaram até sob o mais mínimo toque.

“Muito bem. Acho que vocês entendem agora… é bem melhor quando me obedecem, não é mesmo?” Fez o caminho reverso, os dois distintivamente anuindo em concordância. “Era isso que vocês queriam, não era? Desde o começo?” Jae gemeu em resposta, mas Aguiar assentiu firmemente. Labirinto riu baixinho para si mesmo e pousou os lábios contra a concha da orelha de Jonas, que se tremeu todo. “Você não vai se mexer enquanto eu não disser. Não vai gozar enquanto eu não deixar. Vai fazer tudo exatamente como mando ou eu vou colocar esse seu pau numa gaiola por meses até eu mudar de ideia, entendeu?”

O gemido que saiu do delegado era quase patético. Os dedos dele afundavam nas coxas, marcando-as enquanto balançava a cabeça positivamente. Labirinto deu um tapa certeiro em sua bunda como se desse partida

“Vai. Pode começar como você quiser.” 

Um suspiro trêmulo e aliviado saiu de ambas as bocas, tanto Jae quanto Aguiar esperavam por aquele momento. Com a permissão dada,iniciou seu passo favorito, nem muito rápido nem muito lento, mas cada estocada possuía uma força brutal, fazendo a cama ranger e bater balançando contra a parede e o chão. 

Labirinto assistia sentado em uma cadeira que puxou para mais perto, pernas cruzadas e queixo apoiado sobre a mão, observando com elegância e prepotência.

As veias da mão saltavam enquanto segurava os lençóis, os dedos abrindo e fechando em volta do pano como se tentasse evitar fazer algo. Apertava os olhos, franzindo o rosto, o ritmo dos quadris inconsistente se não pela intensidade do impacto dos quadris.

“Aguiar” Jae gemeu alto, levantando os quadris e permitindo que ele pudesse ver o leve volume que o pau fazia na barriga. “Mais.”

A visão e o pedido parecia romper a fina barreira de autocontrole que mantém entre si e seus instintos mais brutais. Uma das mãos voou no pescoço delu, apertando com firmeza suficiente para cortar o ar e aumentou o passo, mais rápido, mais forte; o barulho das bolas batendo contra a bunda delu ecoava pelo quarto junto de gemidos e rosnados animalescos. Tinha certeza que ambos iam sentir uma certa dor muscular na área no dia seguinte, mas nada daquilo poderia o distrair da sensação de puro êxtase que sentia.

“Para.” A voz parecia cortar o ar.

Sequer terminou a estacada, congelou os quadris exatamente onde estava, soltando também o pescoço de Jae, que inspirou fundo, enchendo os pulmões até então vazios. Jonas estava tenso, molhado de suor, e ofegante.

“P-porra–Labirinto…”

“Nome errado.”

“M-mestre. Me-rda caralho” Em um arrepio abrupto, o corpo inteiro parecia vacilar. Se recusava a se mexer, mas era evidentemente difícil obedecer a ordem. Labirinto riu baixinho e o recompensou empurrando os quadris mais para frente, enterrando mais de seu pau em Jae, que só deu um gemido em troca.

Aguiar deu um grunhido grave e baixo, quase um rosnado. O som parecia ir direto para o meio das pernas de Labirinto. Empurrou os quadris dele de novo e de novo em um passo lento.

 “Pode continuar, mas devagar.”

Enquanto ele tremia tentando regular a própria velocidade, Jaeyoon já não parecia se importar tanto, se esforçando para rebolar a bunda e aproveitar o máximo do ritmo tortuoso.

“Essa puta arrombada…” xingou, agarrando-lhe os quadris, tentando impedir os movimentos que só o distraiam mais. 

Labirinto se divertia em assistir como se segurava, às vezes mordendo os dentes tão forte que certamente o daria dor de cabeça. As coxas tinham leves espasmos, sempre precedendo um leve choro que saía estrangulado da garganta.

Jae parecia trabalhar ativamente contra os esforços de Aguiar em manter o ritmo lento, se esforçando ao máximo para se quicar sempre que estava enterrado mais profundo que podia. 

A cadeira concedia ângulo privilegiado para assistir os olhos revirando quando engasgava na própria respiração. 

Lágrimas se formavam nos cantos dos olhos de ambos, extremamente sensíveis e frustrados. Labirinto levou a mão até o rosto de Aguiar e enxugou o choro com o dedo, mas levou-o até a própria boca para saborear o salgado da água.

“Quer parar?” 

O choro alto e frustrado que o delegado emitiu parecia atordoar até ê coreane que havia então aberto sua boca para falar algo, mas fechou-a em silêncio, o olhando encantade de fascínio. Provavelmente nunca o tinha visto daquele jeito. Aguiar balançou a cabeça pendurada de um lado para o outro, negando; respirando fundo enquanto olhava para baixo mordendo os lábios.

“Então vai.” Comandou, o que imediatamente parecia atrair sua atenção, o rosto virando-se para o encarar de lado. “Vai. Forte, rápido; mas não goza até eu deixar. Mais.” 

Como se tivesse atordoado pelo momento que passava, o ritmo e a técnica estavam totalmente bagunçados e descoordenados. Insatisfeito, Labirinto levantou-se e posicionou-se atrás, segurando-lhe os quadris e empurrando e puxando para incentivando que fosse tão rápido quanto quisesse.

Aguiar parecia chorar aliviado, metendo agora totalmente desesperado, permitindo que o outro o guiasse, arqueando as costas e se curvando por cima, apoiando firmemente as mãos na cintura de Jae, tentando fechar os dedos o máximo que podia.

Elu por sua vez parecia derreter-se contra a cama, as pernas puxavam contra as cordas, os dedos do pé se curvando. A potência dos quadris de Aguiar contra o próprio parecia embebedar-le. Tentava contrair a pélvis, mantendo o foco poucos segundos e resumindo-se a uma bagunça de gemidos.

Os dois se jogavam um contra o outro, perdidos no prazer, cada vez mais rumo ao precipício em alta velocidade. 

Colado contra o corpo de Jonas, ainda enterrando os próprios dedos no quadril dele e guiando o passo brutal, Labirinto puxou-lhe o cabelo, arqueando a cabeça para trás.

“Sempre que pensar em me desobedecer, quero que lembre disso. Ninguém mais pode te dar isso, ninguém nunca chegará aos pés do prazer que você terá em me servir, me obedecer. Nunca se esqueça disso, entendeu? Você é meu, Aguiar. Eu posso te emprestar pra passear, mas no final, você volta pra mim.” Pontuou a frase final com um puxão particularmente forte.

Lágrimas transbordavam dos olhos de Aguiar enquanto ele assentiu com a cabeça freneticamente, gemendo e mordendo os lábios para não babar. Sentia o corpo inteiro entrando em colapso, os quadris tremendo enquanto metia já sem ritmo, desesperadamente, seu único foco sendo em não gozar, eternamente na beira do precipício, tão impossivelmente perto.

A visão falhava, a fala, o olfato, só conseguia sentir cada fibra do corpo e ouvir atentamente esperando um único comando, uma autorização. Só uma coisa importava, só uma voz.

“Bom garoto.” E pousou os lábios bem pertinho do ouvido de Aguiar, o sorriso sádico claramente estampado no rosto, esperando de propósito, torturando-o com a própria respiração. Foi quando ouviu um choro agudo como se algo quebrasse dentro de Aguiar que ele sussurrou então “Goza pra mim. Você foi tão bem.” 

O beijo em sua orelha desapareceu diante da explosão de sensações que invadiu o corpo de Aguiar tão forte como um trem em alta velocidade. Parecia que estava gozando sua alma para fora do corpo, por um momento achou até que havia desmaiado, a visão virou um borrão e nada mais existia ao mesmo tempo que tudo invadia seu corpo. Parecia continuar no automático, mas as mãos tremiam, as coxas, os dentes se debatiam- podia jurar que ouviu um grito- provavelmente dele próprio, grave demais para ser de Labirinto. As sensações voltaram como um formigamento de todo o corpo e alguns espasmos. Chorava livremente agora, a cabeça girava. 

Sentiu uma mão em suas costas e outra em sua cintura, ajudando para que o corpo caísse tombando para o lado. 

A cama nunca pareceu tão macia e confortável, como se estivesse sendo abraçado por nuvens. A mente estava absolutamente vazia.

Perdido nas sensações do corpo, Aguiar não se deleitou da mesma visão de Labirinto: a porra ainda escorrendo da buceta inchada de Jae depois de ser arrombada pelo pau ainda duro de Aguiar, que parecia ainda pulsar, ejaculando nada no ar. Ele respirava forte, olhos fechados, agora deitado ao lado de Jae que também estava ofegante e o encarando como se estivesse extremamente ofendide que ele tivesse gozado antes delu. A maquiagem já estava toda borrada e não demorou muito para que elu esperneou contra as amarras se debatendo e choramingando como uma criança fazendo chilique frustrade. 

“Labyyyy!!” Resmungou “Por favor!”

“Ah, parece que você tem modos afinal de contas!” 

Os olhos estavam gigantes e molhados e a boca inchada ainda fazendo bico: a visão perfeita de um coitadinho.

Labirinto sorriu e empurrou com os dedos a porra que escorria para fora delu de volta para dentro, recebendo de volta algo entre um choro e um gemido. Estava evidentemente sensível, os quadris confusos não sabiam se perseguiam a pressão dos dedos ou se fugiam.

Ele levou os dedos até o nível do rosto, totalmente encharcados, abrindo e observando como a mistura de porra grudava entre os dedos.

“Não sei. Você não me parece exatamente arrependido. Não acho que mereça mais nada” 

Jae chorou e se debateu contra as amarras desesperadamente. Labirinto assistiu com calma até que elu parasse, com lágrimas gordas ameaçando transbordar dos olhos.

“Por favor! Por favor, Labirinto! Eu preciso muito!” Soluçou “Por favor, me deixa gozar, Labby, deixa…” 

Labirinto acariciou a bochecha delu, acalmando como uma mãe faz com um bebê. 

“Tadinhe… eu sei… você quer muito, não é?” Jae assentiu com a cabeça, engolindo o choro, implorando silenciosamente com os olhos tão gigantes quanto poderiam ser. “Tudo bem então. Mas cuidado com o que deseja…” 

Labirinto se afastou para pegar a varinha mágica em cima da gaveta e posicionar-se entre as pernas abertas e amarradas.

Acariciou de cima para baixo toda a extensão dos lábios inchados e avermelhados e excessivamente sensíveis.

Pegou as coxas musculosas com força e as abriu um pouco mais para enfiar os joelhos por debaixo para melhorar o ângulo dos quadris, aproveitando depois para pegar a barra do manto e subi-lo para tirá-lo por completo. 

Olhou para o lado e cruzou o olhar com Jonas, que observava grogue e com os olhos só parcialmente abertos, piscando pesado. Labirinto sorriu e colocou a roupa em cima de seu peito, que Aguiar inconscientemente parecia empunhar e levar até o nariz para cheirar.

Jae, por sua vez, o olhava com fome e desejo como se quisesse o engolir inteiro, como se precisasse desesperadamente dele para sobreviver. o desespero lhe caia muito bem. Era patético.

Alinhou-se na entrada, mas não se mexeu além disso, levando as mãos para a cintura e então seios de Jae, beliscando os mamilos e se deliciando nos gemidos desesperados e na entrada que parecia piscar soltando mais da porra de dentro de si.

“Estão sensíveis?”

“P-porra, pra caralho”

Labirinto deu uma risadinha em reação aos palavrões e rolou os mamilos entre os dedos antes de estender a mão para a caixa novamente e pegar mais um item. Jae estava com os olhos fechados e distraíde demais com o estímulo para perceber.

“Que bom. Isso deve doer um pouco então.” 

E tão rápido quanto abriu os olhos, sentiu um beliscão ainda mais forte no mamilo, mas não se movia, não aliviava, parecia apertar ainda mais. Deu um pequeno grito e tentou olhar para baixo para ver dois grampos- um de cada lado, conectados por uma corrente.

Abriu a boca para reclamar, mas Labirinto havia escolhido aquele exato momento para adentrar-se, e a sensação da penetração parecia tornar momentaneamente aquela dor no mais puro prazer quando o pau logo atingiu seu ponto mais profundo.

A dor voltava quando ele parava de se mover, ou quando fazia o movimento de sair, mas quando estocava de volta era como se sentisse uma onda de prazer conectando todo o corpo, fazendo-ê desejar que repetisse de novo e de novo.

Satisfeito com os gemidos doloridos, iniciou um ritmo firme e consistente que sabia que seria lento demais para satisfazê-le totalmente, mas suficiente para fazê-lo flutuar rumo ao abismo.

Quando começou a perceber que os olhos delu se enchiam cada vez mais de algodão, aumentou o ritmo e apoiou-se em uma mão só para que pudesse puxar a corrente que unia os grampos presos em seus mamilos.

A reação foi imediata, Jae deu um berro e Labirinto começou a sentir a buceta contrair contra seu pau cada vez mais. Podia sentir o quão perto elu estava.

“Vai, era isso que você queria, não é? Me pede.”

As unhas delu cravaram na própria mão, a respiração ofegante e pesada, o corpo tenso como um arco e flecha ponto para disparar. Jae abria e fechava a boca como se buscasse por ar.

“Quase! Por favor! Não para, Laby! Não para!”

“Me fala que você quer gozar”

“C-Caralho! Por favor! Não para! Eu quero gozar– Laby— Me d-deixa-”

Como se ativado por uma palavra mágica, Labirinto soltou a corrente e pegou a varinha mágica e ligou, pressionando diretamente contra o clitóris duro de Jae.

O orgasmo foi quase que imediato. Primeiro, a tensão. Labirinto sentiu a buceta apertar o próprio pau como se quisesse o arrancar fora. As costas arquearam o máximo que podia, as juntas enrijeceram assim como todos os músculos, a boca entreaberta sem emitir um único som - e então, uns dois segundos depois, aquela enorme onda quebrava na praia. Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto. O corpo inteiro entrou em espasmo, tremendo, as pernas tentando se fechar desesperadamente, os olhos fechados com força.

Mas para ele- aquilo só marcava o início da real punição de Jae. 

Apertou um dos botões na varinha, aumentando a intensidade das vibrações e aumentou o ritmo em que metia dentro delu.

Quando passou daquela onda de êxtase, os olhos de Jae disparam abertos como tiros, desesperados. O corpo parecia totalmente fora do controle, se movendo por conta própria. Evidentemente, elu começou a puxar as cordas, mas assim como todas as outras tentativas, não obteve nenhum resultado. 

Os quadris começaram a tentar fugir de todo e qualquer estímulo, mas a mão de Labirinto segurava firme o brinquedo diretamente na parte mais sensível delu que começava a doer, assim como os mamilos que agora pareciam doer mais do que nunca.

Jae deu mais um grito.

“C-calma– Para!”

Mas então o que seguiu o pedido foi um esguicho intenso que mandou arrepios para todo o corpo, os olhos rolando inconscientemente para trás quando tinha então o segundo orgasmo consecutivo. 

Labirinto sorriu satisfeito, sentindo-se chegar cada vez mais perto só de olhar para a cena desenrolando em sua frente: Jae perdendo totalmente cada fibra de seu controle. Os fluidos se misturavam e faziam uma bagunça nos lençois da cama que definitivamente teriamque ser trocados; talvez até incinerados depois de tudo. Aguiar agora observava mais atento e com os olhos brilhando, fascinado. Quando cruzaram o olhar, o careca garantiu apontar com a cabeça para o corpo em sua frente.

“Vai, pode tocar. É isso que elu queria, não é mesmo?”

Foi quando Aguiar decidiu puxar a corrente dos grampos e puxar que os gemidos finalmente se tornaram berros incoerentes. Jae se debatia de um lado para o outro, e isso parecia assustar até Jonas, que arregalou os olhos e soltou a corrente imediatamente- mas toda vez que elu se movia, os grampos também puxavam, então pouco importava se alguém estivesse segurando a corrente.

O corpo de Jae parecia não saber o que fazer, os músculos contraiam e relaxavam logo em seguida em um loop interminável. Às vezes encontrava uma posição em que o estímulo era minimamente menor e tentava mantê-la, enrijecendo o corpo todo pelo máximo de tempo que conseguisse, mas assim que descansava, caía novamente no inferno de superestimulação. Foi em uma das vezes que Labirinto apertou uma última vez a varinha, agora na função mais forte e enfiou algumas vezes mais antes de gozar dentro delu.

Quando ele saiu da onda de prazer do próprio orgasmo, tirou de dentro, mas manteve a varinha pressionada. As coxas delu tremiam muito, tentando fechar as pernas lambuzadas, uma poça de fluidos acumulada no espaço entre as pernas. Elu chorava e gritava de forma que lembrava Aguiar do desespero de suas vítimas enquanto ele as matava. Sentiu o pau enrijecer novamente.

Labirinto saiu do meio das pernas delu e Jae deu um suspiro de alívio gigante quando tirou também o brinquedo no meio das pernas. Ofegante e agora em pé, ele encarou o parceiro e apontou inutilmente para ê outre. Engoliu a saliva para conseguir falar.

“Vai desperdiçar?” Aguiar parecia chocado e fascinado, questionando Labirinto apenas com o olhar curioso. Labirinto abriu e fechou a mão, gesticulando que ele se aproximasse, e como um bom cão, ele engatinhou na cama em sua direção até que o outro pegasse-lhe os cabelos e nem precisou puxar, só indicou a cabeça rumo às pernas de Jae, que ainda tremia e gemia baixinho. Chegou perto, mas hesitou em fazer qualquer coisa, a simples respiração dele parecia arrancar espasmos dê coreane. Olhou de lado de novo e recebeu um carinho “Relaxa, elu sabe que pode parar isso tudo quando elu quiser. Eu já disse, é só falar ‘Tenebris’ que eu paro, sem questionar.” e então ele se curvou e arrumou os cabelos delu, que estavam até então bagunçados e suados e segurou o rosto delu todo inchado e manchado da maquiagem escorrida gentilmente e deu-lhe um beijo suave; e então, ao se afastar, apertou os dedos nas bochechas “Ou você pode pedir desculpas como uma boa garota e prometer que não vai mais ficar se esfregando nos outros durante o serviço, que tal?”

Jae o encarou com um olhar vazio, difícil de ler, e então sorriu e jogou a cabeça para o lado, desviando o olhar. Labirinto sorriu e olhou pra Aguiar uma última vez, apontando pra baixo.

Foi o suficiente pra ele. Agora sentindo-se mais seguro, foi direto ao ponto. 

Não era surpresa para nenhum deles que Aguiar era ótimo com a língua- o melhor deles, na verdade, não tinha medo de se sujar e era determinado; agora não era diferente. Sempre foi uma pessoa guiada pelos sentidos e o carnal, e, dito isso, haviam poucas coisas que o excitavam mais do que saborear os parceiros. 

O primeiro toque da língua já causou com que os quadris de Jae se erguessem fugindo, então ele tomou a liberdade de segurá-los com as duas mãos firmemente no lugar, passando os braços por debaixo das pernas também para que tivesse livre acesso e fosse impossível de fechá-las. Jae forte, mas nem se equiparava a ele nesse aspecto- mesmo o corpo dando o melhor para escapar, era fácil para Aguiar mantê-lo no lugar.

Fechou os olhos e devorou com a voracidade de sempre; agora que elu estava preso em seus braços, pouco importava que os músculos contraíssem ou que tentasse escapar- elu ficaria exatamente ali onde queria. Abriu os lábios com a língua, bebendo tudo que derramava e torcendo por mais.

Aguiar nunca tinha visto Jae ter um squirt antes, não sabia nem que elu era capaz disso. Talvez elu mesme não soubesse, mas agora que sabia, tinha como objetivo principal provar o gosto direto da fonte.

Não poupou esforços, totalmente focado no objetivo, encontrando uma forma de segurá-le e ainda assim introduzir um ou dois dedos na buceta sensível enquanto lambia todos os pontos mais sensíveis; sem nem mesmo registrar os barulhos à volta. Somente duas coisas o faria parar.

Labirinto sentou ao lado para assistir, passando a mão na cabeça de Jae como se fizesse carinho, mas a expressão delu era de desespero, mexendo a cabeça pros lados, puxando as cordas até mais do que deveria. Ele pousou a mão em seu pescoço, permitindo que os dedos descansassem em sua jugular. Era possível sentir o batimento cardíaco acelerado como o de um coelho, gemia choros e as vezes gritos em resposta à tortura que estava feito, e Labirinto saboreava cada barulhinho.

“Vai, Jae, goza de novo. Não era isso que você queria? Você pediu tanto… eu me pergunto quantos que a gente consegue arrancar de você. Foram só dois? Ou três?” Jae tremia, o medo era evidente em seus olhos quando ameaçou, mas não conseguiu evitar o gemido quebrado que foi arrancado de si. Labirinto riu, apertando um pouco a pressão “Posso deixar a varinha amarrada em você quando cansarmos, e eu levar o Aguiar para outro quarto e ir dormir. Você ficaria aqui, forçado a gozar até eu decidir voltar ou a bateria acabar.” Arranhou a barriga delu, deixando linhas vermelhas marcadas até a corrente que descansa agora contra a pele, esquecida. O mínimo barulho causada pelo toque fez Jae arregalar os olhos e balançar a cabeça.

“N-não”

“Não? Não quer que eu tire?” e então o não virou um sim, assentindo com a cabeça fortemente.

“P-por f-favor!” a voz saia tremida e gaguejada. queria tatuar aquele momento em sua memória para sempre.

“Tem certeza?” ele enroscou a corrente no dedo e puxou lentamente para cima “Dizem que dói muito mais depois.” 

Jae já batia a cabeça contra o travesseiro. 

“Foda-se não tem como ser pior” gritou no meio da frase, presumidamente culpa de Aguiar. Largou do pescoço de Jae para levar a outra mão até os cachos dele para fazer carinho. Era um bom garoto. “Anda logo!” e fez o oposto, parando então todo o movimento com a corrente tensa, puxando os mamilos pro alto. “Tá d-doendo porra” teve um pequeno espasmos nas costas e gritou um gemido. Era evidente a força que estava fazendo tentando mover os quadris; era quase fofo vê-le assim, tão impotente.

Chamou a atenção de Aguiar batendo os dedos em sua cabeça, e era como observar um cachorro virando as orelhas atento com algum som. 

“Aguiar, vamos juntos. 10 segundos.”

Não precisava contar em voz alta, se tinha alguém ali capaz de contar o tempo, era o mutilador noturno. 

Não que algum deles pudesse ver, mas certamente faria Jae sentir dobrou os esforços, o lugar específico que estava provocando com os dedos virou o alvo principal, aplicando pressão constante enquanto massageava insistentemente ao mesmo tempo que lambia e chupava o clitóris com força do jeito que sabia que Jae gostava, ou gostaria em qualquer outra situação. Amplificava a intensidade a cada segundo que marcava em sua cabeça.

Ao chegar no 10, Labirinto puxou a corrente com tudo, arrancando os grampos dos mamilos de Jae, que gritou enquanto o corpo inteiro tensionou em mais um orgasmo explosivo arrancado pelos dois. 

Aguiar sentiu um esguicho fraco contra a língua, e por mais que não fosse tanto quanto o de mais cedo, deleitou-se em cada gota, ainda que não parecesse estimular em momento algum.

Labirinto também não deu pausa, agarrando os peitos sensíveis para massagear, mas sabia que a dor que Jae estaria sentindo nos mamilos amassados e empinados pelo tempo presos era muito pior agora que tinham ido embora. 

“Para! P-Para! P-P” as próximas palavras saíram em coreano. Labirinto sabia algumas coisas, mas não tinha estudado muitos xingamentos, então não fazia muita ideia do que elu estava falando “P-Para por favor para! Chega!” 

“Pede desculpas.”

“Desculpa! Desculpa! Por fAVOR me perdoa, eu não faço mais–” xingou mais, Labirinto identificou algumas vezes a palavra desculpa sendo proferida também na outra língua. 

“Desculpa por quê?”

“Meu DEUS! Labirinto!” 

“Eu disse que me tornaria seu Deus, não disse?” 

Sorriu e deu um puxãozinho na coleira de Aguiar, indicando que parasse, que o fez imediatamente, sentando no meio das pernas de Jae e respirando fundo. O rosto estava um pouco vermelho, provavelmente de falta de ar, mas o resto do rosto estava absolutamente ensopado. Ele parecia limpar algumas partes com o dedo e depois o levava à boca, chupando. 

Jae, por sua vez, parecia tão aliviado que só tremia e repetia “Obrigado” repetidas vezes em diversas variações e mudando entre línguas.

“Não, não. Eu ainda quero que você me responda. Não quero ouvir você agradecendo, quero que você me prometa que vai parar de ser um pirralho e me escutar.”

O barulho emitido não podia ser definido, era um grunhido quase como um sibilar e um choro ao mesmo tempo. 

“Eu juro, eu juro. Eu vou te escutar.”

“Vai me obedecer?”

“Vou. eu vou.” a voz era derrotada, cansada.

Labirinto se curvou uma última vez para lhe dar um beijo, dessa vez longo e caloroso como um abraço; afetuoso. Quando se separou, Jae parecia bêbado olhando em seus olhos, como se estivesse perdidamente apaixonada. Gemeu em protesto.

“Vou acreditar em você. Muito bem. você fez bem. Vocês fizeram bem” disse a última parte puxando Jonas também para um beijo enquanto traçava espirais com o polegar na coxa de Jae. “Sejam bons pra mim e na próxima vez vai ser uma recompensa, entenderam?” sorriu se levantando “Agora, Jonas, desamarra elu daí, vou preparar um banho e depois arrumar a cama pra dormirmos todos juntos. Sem mais.”

Partiu em direção ao banheiro, satisfeito, esperava que agora eles tivessem aprendido uma lição.

Notes:

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Por favor eu tenho mais umas 5 de onde veio essa e eu preciso de incentivo; dêem ar ao artista *chorinhos*

Agradecimento especial aos meus betas <3 Maye eu te amo <3 <3
PS: Apesar de betado, ainda tem alguns errinhos