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Prometo solenemente não fazer nada de bom

Summary:

Quando um pedido de missão chega diretamente de aliados, até então, desconhecidos pela maioria, até dos professores, Satoru, Nanami e Geto, junto com os alunos do, atual, segundo ano, partem imediatamente.
Para onde?

— Para Hogwart, meu caro Itadori-san!

Notes:

Minha primeira fanfic no site, achei prudente postar uma que ainda estivesse em andamento, até pra movimentar meu perfil.
Esta fanfic está postada em outras plataformas (SpiritFanfic e Wattpad) no perfil com nome Srta-Athena, qualquer outra versão que não esteja postado neste e em outros perfis com o nome me comuniquem, por favor.

Espero que gostem da fanfic 💜

Chapter 1: Capítulo 1 - Prometo solenemente não aprontar na missão

Chapter Text

Por Srta-Athena

Nada parecia normal naquela missão, primeiramente, a principal dela, e ela não era em Tóquio. Segundamente por ela ter sido feita de alguém que tinha seus próprios truques na manga e, a terceira e maior de todas, depois que a barreira ao redor do território japonês tinha sido desfeita com a morte de Sukuna e a deusa Tengen.

Contudo, apesar da esquisitice desse pedido nada corriqueiro, o tempo estava agradável quando o avião pousou no aeroporto inglês. Satoru foi o primeiro a levantar da cadeira, esticando as costas e as pernas, estas longas para um espaço tão pequeno - poderia facilmente ter pago a classe executiva, contudo, preferiu ficar perto dos alunos e dos professores, visto que era a primeira vez deles fora do Japão, principalmente em missão. Itadori bocejou, limpando o canto da boca, olhando para os lados, ainda atordoado de sono, tinha ficado a maior parte do tempo acordado, olhando a paisagem pela janela, até mesmo quando escureceu, era a primeira vez viajando de avião, e não queria perder nenhum detalhe, deixando apenas 5h de sono, um sono bem desconfortável, concluiu quando suas costas estalaram.

Nanami estava imparcial, mesmo sendo a primeira vez assim como os demais, tirando Satoru, não seria nada mais que um trabalho a ser feito e, como todo trabalho, não gostaria de ter que atrasá-lo por algo fútil. Mesmo que fosse uma situação pra lá de estranha, os bruxos eram capazes de cuidar de si mesmos, por que eles estariam pedindo ajuda? E justamente deles?

— Nada de turistar, temos o que fazer aqui e nem chegamos lá ainda — Geto olhou Satoru pelo canto dos olhos, recebendo um revirar de olhos do melhor amigo. Itadori fez um beicinho, típico de criança, puxando o ar pelo nariz levemente entupido por causa do ar condicionado — Temos que focar na missão, ou nunca mais pomos os pés pra fora do Japão, porque o diretor vai matar todos nós.

— Ainda não entendi direito o que a gente veio fazer aqui, mas só de sair um pouco da rotina já fico feliz -- confessou Yuji, bocejando de leve — Será que a Kugisaki e o Megumi já acordaram?

— A muito tempo — Megumi se levantou, apoiando os braços na cadeira do rosado, com Nobara do lado, bocejando, ainda acordando da noite mal dormida — Vamos poder dormir antes de irmos sei-la-onde?

— Mas e claro, Megumi, foram 14h de voo, ninguém aqui é de ferro — Satoru bocejou de leve, ajeitando os fios devagar e a bandagem também, sorrindo com a cara um pouco amassada ainda.

O trio de alunos suspirou aliviado, ou, pelo menos, por alguns segundos.

— Era isso que vocês queriam ouvir né? — o platinado riu baixinho, ouvindo Nanami resmungar ao inaudível — O nosso trem sai daqui a 3h e não podemos perdê-lo, já que a nossa guia vai estar na estação esperando pela gente, se não, tchau tchau escola de magia e bruxaria.

Yuji afundou na cadeira, resmungando como um moribundo, estava cansado, queria ao menos trocar de roupa e tomar um bom banho quente para acordar, contudo, parecia que a vida de feiticeiro não tinha muitas regalias, na verdade, nem o básico tinha. Nobara, por fim, se levantou, bocejando de leve, com os fios castanhos todos bagunçados e com a roupa amassada.

— Fala mais alto professor Gojo, o povo nem tá olhando pra gente com cara de maluco — comentou, passando as mãos no rosto manchado pelo sono — Fora que não deve ser nem 5h da manhã direito, a estação vai mesmo estar aberta?

 — Bom — Geto ajeitou as madeixas bagunçadas, puxando na memória os informes que o diretor tinha dado antes de embarcarem — O trem sai às 6h30min, temos 1h pra tomarmos pelo menos o café e irmos para King Cross, tempo bastante pra todo mundo acordar, agora vamos antes que a aeromoça nos expulse aos tapas daqui, principalmente com esse papo estranho.

O platinado deu de ombros, pegando sua mala, deixando que Nanami e Geto para pegarem o resto enquanto levava os alunos para fora do avião. Londres, fazia um tempo que não pisava em território inglês, da última vez foi em uma rara oportunidade de passar as férias com os próprios pais, uma semana realmente inesquecível, já que, também, tinha sido a última vez que os vira na vida. Ele tinha seus 6 anos, agora com 28 anos, voltar ali era nostálgico e triste ao mesmo tempo, sentimentos que tinham sido trancados em uma caixinha e que Satoru deixou a chave em algum lugar distante, que nem fez questão de procurar.

— Sensei?

Satoru piscou algumas vezes, voltando a realidade, parado, olhando pelo vidro do pequeno corredor que levava ao portão de desembarque. O trio de alunos o encarava, confusos do motivo que o professor tinha parado do nada no meio do caminho.

— H-Hã? Ah! Eu achei que tinha visto um pinguim andando ali — Satoru deu uma desculpa qualquer, indicando um local distante na pista de voo, não esperando as respostas confusas e curiosas dos alunos do 2 ano.

— Mano, que doideira — comentou Nobara.

— Pinguim? Onde ele tá vendo um pinguim no meio da pista? — Megumi ergueu as sobrancelhas, olhando de canto pelo vidro, encontrando nada que pessoas trabalhando e outras coisas que eram comuns em pistas de aeroportos.

— Acho que é o poder do professor Gojo, sabe, tipo a visão além do alcance dos Thundercats? — Yuji colocou os braços para trás, ainda com o travesseiro de pescoço no mesmo lugar de quando tinha-o usado para dormir no avião.

— Thundercats? Do que estão falando? — Geto os questionou, aparecendo atrás do pequeno trio, junto com Nanami, que levava duas malas um em cada lado, parecendo um veículo de carga.

Megumi deu de ombros, pegando uma das malas de Nanami, entregando a outra a Yuji, suavizando o peso do pobre professor, Geto ainda parecia confuso, enquanto Gojo já estava lá na frente, sinalizando para que eles fossem mais rápidos. Os alunos usaram essa desculpa para não responderem ao questionamento do moreno, indo rapidamente para o portão de desembarque, deixando Suguro a ver navios.

— Deixe, são adolescentes, e o Satoru também, eles juntos não presta — declarou o loiro, dando um leve tapinha no ombros do moreno — Vamos logo, estou faminto.

 

- -

 

O aeroporto de Heathrow estava agitado, nada novo para um lugar com um grande fluxo de pessoas e viagens, entretanto, apesar do sufoco nítido, o grupo de feiticeiros não teve nenhum problema em tomar um bom e legítimo café inglês. Satoru, por outro lado, pediu panquecas meladas com mel e uma generosa caneca de chocolate quente com bastante espuma, não gostava de coisas amargas logo de manhã, então optou pelo conforto que algo "novo", diferente dos demais, que comeram o tradicional café com ovos, tomates, bacon bem passado, salsichas, torradas, cogumelos e, o não tão comum, feijão. Yuji torceu um pouco o nariz, mas comeu tudo, estava com fome e não um detalhe que mudaria aquele fato, assim como os demais.

— Vai acabar desenvolvendo uma diabetes antes dos 40, sensei — Nobara comentou, tomando uma golada de café puro, Geto deu uma risada abafada, confortando com a cabeça, mesmo sabendo que aquilo seria impossível.

— Que nada, eu sou forte como um touro, não é algo tão simplório que vai me tirar a felicidade de comer doces logo pela manhã — disse colocando um pedaço da panqueca na boca, terminando seu prato deixando praticamente nada. Nanami revirou os olhos, tomando sua segunda xícara de café expresso — Então, Suguro, como ficou com o guia? Ele vai nos encontrar na frente de King Cross?? 

Suguro mastigava devagar, não queria responder de boca cheia, mesmo com o olhar ansioso do melhor amigo, engoliu de qualquer jeito, tomando um gole de café para não se engasgar. Estava tudo uma delícia, mas ter alguém ligado no 220 como o platinado era impossível degustar de uma boa refeição, principalmente quando eles ainda estavam terminando o café e ele, Gojo, já tinha terminado em uma lapada.

— Ela vai nos encontrar nas escadas da frente da estação — respirou fundo, soltando o ar com dificuldade, algo tinha descido pelo buraco errado e não tinha sido o café — Por que? Tá curioso?

Satoru fez uma careta, cruzando as pernas embaixo da mesa redonda, apoiando as mãos fechadas no colo, tentando mostrar normalidade.

— Não.

Nanami o encarou, dando uma risada pelo nariz, assim como Megumi.

— Sabemos, Satoru-sensei — declarou o moreno, terminando suas torradas. Estavam realmente deliciosas.

— Nossa, me-gu-miii, pensei que teria mais apreço pelo seu professor, eu realmente estou bem com isso — comentou, jogando a cabeça para trás, fazendo um leve bico às escondidas. Megumi deu de ombros, balançando a cabeça enquanto apreciava seu café com leite e pouco açúcar.

Satoru, mesmo tendo-o criado junto com a irmã mais velha Tsumiki, acabou se apegando demais ao Fushiguro, o tratava como criança, apesar do mesmo já ter 16 anos feitos, as piadocas, a ênfase na última letra do próprio nome, tudo classificaria o platinado como um pai babão pelo filho adotivo, mas não era bem esse o caso, pelo menos não para Megumi.

— A única coisa que importa é você se comportar — Suguro comentou, limpando os cantos da boca com o guardanapo de papel — Nada de confusão nessa missão, tá me entendendo Satoru?

 O professor, não muito ajuizado, encarou seu melhor amigo, com uma preguiça descabida, o problema de sair em missões com um grupo relativamente grande era que Satoru teria que se preocupar o dobro, se fosse ele sozinho teria outro pensamento. Ser o feiticeiro mais poderoso, vindo de um clã respeitado e muito importante para o mundo Jujutsu, o deixava naquela margem despreocupada, pelo menos sozinho. Ali, ele não estava sendo apenas mais uma ferramenta de poder, ele estava ali para ensinar a próxima geração de feiticeiros, queria se portar como bem entendesse, com mais leveza possível, mesmo que desse curto circuito nos nervos de Suguro e, principalmente, de Nanami.

— Aham, prometo solenemente não aprontar nessa missão, Gatoru — Satoru sorriu de canto, ainda olhando para o teto da parte da cantina do aeroporto, ouvindo um suspiro frustrado do moreno.

Nada como uma boa promessa sem fundamentos para alegrar uma manhã inglesa, não é verdade?