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Flores do Destino

Summary:

No império Momobami, um lugar de dor e trevas, onde as pessoas poderiam viver suas vidas com medo, é governada pela rainha Kirari Momobami, onde mesmo em sua solidão, ela mantinha a ordem e a frieza, Ririka Momobami é sua irmã gêmea e a grande maga do império, onde mesmo estando ausente em sua torre de magia num local isolado, ela aparece sempre que Kirari a invoca, seu dever é proteger todo império de todos os grandes perigos, e também aconselhar sua irmã. Sayaka Igarashi é uma plebeia que trabalha no castelo Momobami, mesmo passando por humilhações diárias, ela sempre faz seu trabalho com perfeição, ela viu a rainha Kirari poucas vezes, pois a sua posição e status a impedia de se aproximar, mas ela sentiu algo no seu coração do qual ela está em busca de sentir mais vezes.

Notes:

Oie pessoas do mundo todo, essa é a primeira vez que estou publicando um romance que eu sempre quis, eu já estava sofrendo com a ausência de fanfics do meu casal favorito, então estarei entrando nesse mundo, eu espero de coração que vocês gostem.

Meu twitter e Instagram é @adinonanda

Chapter 1: O início

Chapter Text

Ouve um tempo em que era considerado mal presságio, uma mulher governar um império, pois era sempre recomendado um homem como marido para tomar o controle de tudo, inclusive de sua vida. Mas isso não se encaixava para Kirari e Ririka Momobami.

No grande inverno que teve no império, duas meninas gêmeas nasceram, uma nasceu com dons de magia muito poderosas e a outra nasceu sem nenhum poder, elas foram criadas juntas mas as duas tiveram educações extremamente diferentes, Kirari era a filha perfeita e Ririka era a filha rejeitada e odiada, tão odiada que foi forçada a usar uma máscara em seu rosto, Kirari e Ririka se amavam e eram inseparáveis, mas seu pai acreditava que a Ririka dava azar por causa de seu poder, por isso, quando Kirari e Ririka completaram 10 anos, Ririka estava descendo as escadas junto com os guardas para ir ao mosteiro dos grandes magos.

Seu pai Kazuhiko Momobami, o rei do império, estava atrás de Ririka no topo das escadas, ele a olhou para Ririka com desprezo, se aproximou lentamente enquanto descia às escadas, mas lhe entregou um anél com uma joia azul com bordado de uma flor ao meio e lhe disse -Sua irmã tem uma anél igual, eu sei que um dia, essa sua falha será útil para o império, esse anél simboliza nosso clã, torne-se forte e proteja a sua irmã, mesmo que você tenha que proteger dando sua vida.

Ele não esperou por Rirari lhe falar alguma coisa e logo saiu de vista, sua mãe Koyuki Momobami, viu sua filha e correu para lhe abraçar fortemente e lhe disse -Seu pai pode ser um homem agressivo e impiedoso, mas no fundo, ele tem um bom coração e ama você, eu amo você minha filha, eu não posso impedir seu pai de te tirar de mim, mas eu amo você do jeitinho que você é, eu sei que um dia você será uma maga extremamente poderosa, mas eu também espero que um dia, eu possa ver você sem essa máscara. - Koyuki olhou para Ririka com lágrimas nos olhos e tirou a máscara por um breve momento e a encarou nos olhos, os olhos azuis iguais de seu pai e seu cabelo branco igual de sua mãe, Koyuki se aproximou e beijou a testa de Ririka. Ririka mesmo sendo treinada para não demonstrar nenhuma emoção, abraçou sua mãe com força e lágrimas nos olhos e disse - Mãe, eu sinto muito por ter nascido sua falha, eu sinto muito -Ririka tremia enquanto falava e logo um dos guardas chegou para avisar que ela tinha que ir. Ririka e Koyuki se afastaram e Koyuki recolocou a máscara de volta no rosto de Ririka e por fim ela partiu, Ririka não voltou e não deu mais notícias depois daquela noite.

Kirari dormia profundamente nessa noite, mal sabia ela que não veria sua irmã tão amada por muito, muito tempo.

Quando o dia amanheceu, Kirari acordou e teve sua rotina normal, teve suas aulas de etiqueta, esteve com seu pai na sala do trono vendo ele governar, esteve com sua mãe no jardim cuidando dos peixes e das flores, mas ela queria ver Ririka, mesmo Kirari sabendo que não pode se aproximar da irmã, ela procurou pelo castelo inteiro e não a encontrou, até na madrugada, ela foi no quartinho de Ririka, que parecia mais um quarto de um plebeu e viu tudo vazio, não tinha roupas, a cama minúscula estava arrumada, Kirari procurou em todos os lugares daquele quarto se tinha algum resquício de Ririka, até que encontrou, ela encontrou uma flauta de madeira com um bilhete escrito "Não se esqueça de mim, com amor-Ririka"

Kirari chorou pela primeira vez depois de seu nascimento e guardou a flauta de sua irmã consigo mesma.

3 anos depois

Se passaram três anos e infelizmente o império sofreu uma grande perda, a morte da rainha Koyuki, ela sofreu uma doença muito grave do qual infelizmente não tinha cura, o rei Kazuhiko, sucumbindo ao ódio pela perda de sua amada esposa, enlouqueceu e o império Momobami começaria a viver longos anos de terror, medo e pobreza, um dia a população viveu em paz e tranquilidade, agora vive em extremo caos, o rei além de ter enlouquecido, transformou a sua filha, Kirari, numa máquina de frieza e crueldade, uma menina que um dia demonstrava gentileza, agora demonstra frieza e não importava quem seja.

 

4 anos depois

Se passaram quatros anos e Kirari, agora com dezessete anos, sofreu com a perda de seu pai, o rei Kazuhiko recebeu um alerta de uma grande guerra chegando no império, ele partiu com seu exército e a batalha saiu vitoriosa para o império, mas o rei acabou morrendo na batalha. Kirari, sucumbida a solidão e ódio da qual seu pai um dia lhe ensinou, foi coroada rainha, seu povo tinha medo e qualquer futura ação da rainha, prejudicaria alguém ao ponto de entrar em loucura. Kirari passava grande parte do seu tempo na sala do trono, sentada majestosamente no trono, vestida com suas botas e calças luxuosas, sua camiseta com babado no pescoço e sua capa azul lhe cobrindo, e sua coroa de ouro com cristais azuis, lidava com nobres, papeis, acordos, mais acordos e principalmente impostos. Quando Kirari saia da sala do trono, passava um tempo no jardim de sua mãe alimentando seus peixes e cuidando de suas flores, enquanto estava sentada num banco de pedra, ela escutou uma voz, uma melodia, tão suave que acalmava até mesmo feras terríveis, ela se levantou e seguiu a melodia, até encontrar uma garota, uma plebeia limpando a grande janela de vidro no corredor de pedra no castelo, vestida com roupas bem maltrapilhadas, Kirari escutava atentamente, até que a garota sente alguém lhe vigiando e olha para trás. Quando a garota viu quem era, ficou corada e se ajoelhou e abaixou a cabeça, Kirari encara a garota como se estivesse analisando um livro, um livro misterioso - Diga-me, plebeia, qual é o seu nome? - Kirari perguntou enquanto lhe analisava.

-Sayaka, vossa majestade, Sayaka Igarashi. - Sayaka respondeu com medo e nervosa, já que a rainha não tinha compaixão nem com os nobres, quem dirá com ela.

- Sayaka, levante-se - Kirari ordenou com a mão e Sayaka imediatamente se levantou mas não lhe encarou.

- Continue seu trabalho e...continue cantando, sua voz conseguiu me acalmar em meio a tantos tormentos. - Kirari a encarou uma última vez e saiu da vista da Sayaka

Enquanto isso, a pobre garota colocou a mão no peito para se acalmar, Sayaka estava extremamente corada e com vergonha, mas voltou a fazer o seu trabalho.

Ao anoitecer no quarto real, Kirari olhava para a lareira sem rumo, pensando em muitas coisas, mas em especial, a garota que ela conheceu hoje, de alguma forma, Sayaka aqueceu um pouco o seu coração solitário, Kirari reflete e logo depois sorri.

- Sayaka...você é muito intrigante.