Chapter Text
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Kim Dokja caminhava distraidamente pela rua.
Ele só precisava de um momento para organizar sua mente, sem causar ansiedade em seus companheiros. Aparentemente, o fato de ele ficar pensando poderia ser considerado um mau presságio. Não era como se ele estivesse querendo aterrorizá-los; Kim Dokja apenas precisava esfriar a cabeça, e com Han Soyoung por perto tentando provocá-lo para arrancar informações dele... Bem, ficava difícil pensar.
Pat.
Kim Dokja parou ao som de passos. Um suspiro longo e irritado o deixou; é claro que um de seus amigos o seguiu. Os sons de passos se aproximaram rapidamente. Kim Dokja virou-se com um sorriso estúpido – o mesmo sorriso que ele dava ao chefe quando lhe eram atribuídos mais arquivos –, mas sentiu seu rosto congelar ao ver quem o seguia.
Parada a poucos metros dele estava a justiceira, a mesma mulher com quem ele havia feito amor quando ainda estava exilado do cenário principal. Ele nunca mais a tinha visto depois daquela noite e pensou que nunca mais a veria novamente.
— É incrivelmente difícil pegá-lo sozinho, Kim Dokja — a morena proferiu, um sorriso atrevido formando-se nos lábios rosados.
As sobrancelhas de Kim Dokja se franziram. Ela estava tentando se aproximar dele?
— A senhorita estava me procurando? — Kim Dokja apontou para si mesmo. Ele não conseguia pensar em um motivo para ela estar procurando por ele.
— A menos que exista outro Kim Dokja que tenha dormido comigo enquanto estávamos no distrito industrial, então sim, estava procurando por você. E, para ser sincera, estava esperando que repetíssemos a dose.
Kim Dokja sentiu um calor subir pelo rosto. Aquela mulher não tinha filtros.
— Ah, é mesmo? E o que a faz pensar que eu estaria interessado? — Ele tentou soar indiferente, mas sua voz falhou um pouco.
A justiceira aproximou-se, diminuindo a distância entre eles. Seus olhos brilhavam com uma intensidade que o desarmava.
— Digamos que você não parecia muito descontente da última vez. Além disso, sei que você também precisa de uma distração. Que tal esquecermos os problemas por uma noite? Tenho um lugar onde podemos ficar.
Kim Dokja hesitou por um momento. A ideia era tentadora, perigosamente tentadora.
— E onde seria esse lugar?
— Uma surpresa. Mas prometo que você vai gostar. Já preparei tudo para nós. Um quarto, vinho... e apenas nós dois.
Ele olhou nos olhos dela, procurando por algum sinal de engano, mas só encontrou desejo e uma pitada de diversão.
— Tudo bem — ele cedeu, um sorriso fraco surgindo em seus lábios. — Mas se isso for uma armadilha…
— Confie em mim, Kim Dokja. A única armadilha aqui será a cama.
....
Ela pegou a mão dele e o puxou pela rua, guiando-o por vielas e becos até chegarem a um prédio abandonado. Subiram as escadas em silêncio, até que ela abriu a porta de um quarto no último andar. Para a surpresa de Kim Dokja, o lugar estava impecável, com uma cama de casal coberta por lençóis de seda, velas acesas e uma garrafa de vinho sobre a mesa.
— Bem-vindo ao meu esconderijo particular — ela disse, com um sorriso malicioso. — Espero que aproveite a noite.
Kim Dokja entrou no quarto, observando cada detalhe com uma mistura de surpresa e excitação. A justiceira fechou a porta atrás deles e se virou, seus olhos fixos nos dele.
— Relaxe, Kim Dokja. Esta noite é para nós.
Ela se aproximou lentamente, seus dedos roçando de leve em seu braço. Kim Dokja sentiu um arrepio percorrer seu corpo. A justiceira sorriu, satisfeita com sua reação. Ela levantou a mão e acariciou seu rosto, seus dedos traçando o contorno de seus lábios.
— Você fica ainda mais bonito quando está surpreso.
Kim Dokja tentou dizer algo, mas as palavras morreram em sua garganta. A justiceira se aproximou ainda mais, até que seus corpos se tocaram. Ela inclinou a cabeça e seus lábios se encontraram em um beijo suave, exploratório. Kim Dokja fechou os olhos, entregando-se ao momento. O beijo se aprofundou, tornando-se mais intenso e apaixonado. A justiceira moveu suas mãos para a nuca dele, puxando-o para mais perto.
O toque dela era eletrizante, cada carícia acendendo um fogo dentro dele. Seus lábios dançavam em sincronia, explorando cada curva e contorno. Kim Dokja sentiu seu corpo reagir, seu coração acelerando e sua respiração ficando mais pesada. Ele envolveu a cintura dela com seus braços, apertando-a contra si.
A justiceira interrompeu o beijo, seus olhos brilhando com desejo. Ela levou as mãos até a camisa de Kim Dokja e começou a desabotoá-la lentamente, seus dedos roçando em sua pele. Kim Dokja arfou, sentindo um nó se formar em seu estômago. Ela abriu a camisa completamente e deslizou as mãos por seu peito, seus toques despertando sensações que ele há muito havia esquecido.
— Você está gostando, Kim Dokja? — Ela sussurrou em seu ouvido, sua voz rouca e sedutora.
— Você nem imagina o quanto — Ele respondeu, sua voz embargada pela excitação.
A justiceira sorriu e o beijou novamente, um beijo urgente e faminto. Kim Dokja retribuiu com fervor, sua paixão finalmente irrompendo. Ele a agarrou com força, sentindo a maciez de sua pele sob seus dedos. Ele a queria, precisava dela, e não conseguia mais se conter.
Em um movimento rápido, Kim Dokja a levantou nos braços e a pressionou contra a cama. A justiceira soltou um gemido surpreso, mas não se opôs. Pelo contrário, ela envolveu suas pernas em volta de sua cintura, puxando-o para mais perto.
— Me fode, Kim Dokja — Ela sussurrou, seus olhos fixos nos dele.
E ele o fez.
