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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-04-01
Words:
1,810
Chapters:
1/1
Comments:
2
Kudos:
59
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6
Hits:
260

Os Gremlins Mais Fofos

Summary:

Neil Josten e Andrew Minyard são a duplinha do caos mais adoráveis que a pré-escolinha Babexys já teve o desprazer de ver.

Notes:

olá, galera!! inicialmente eu quis fazer uma fic bem bobinha e curtinha sobre os andreil crianças só pra matar a vontade e aqui está!

ignorem os erros e foquem na fofura, por favor <3 boa leitura

obs: nunca postei nada aqui to com medinho

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Nem sempre era um dia normal na pré-escolinha Babexys que Robin trabalhava.

Obviamente, ela amava aquelas crianças com todo amor do mundo, apesar dos puxões de cabelo, das brigas infantis causadas pela falta de sono, birras porque não queriam comer beterraba na hora do recreio e o mais desastroso possível: porque alguma criancinha decidiu “se meter” com Neil Josten. Esse último motivo costumava surpreender Robin quando ela foi chamada para ser a auxiliar da professora alguns meses atrás, porém hoje em dia, nem tanto.

Neil Josten era uma criança particularmente ambígua, doce em momentos inesperados e totalmente assustador em outros, mesmo tendo apenas seis anos de idade. Era fofo como ele sempre estava disposto a ajudar o pequeno Jean com os gizes de cera para colorir porque o mais novo foi diagnosticado com daltonismo, ou até mesmo quando seu amigo Matt sentia dificuldades para ler um livrinho de história e ele ia ajudá-lo com as palavrinhas difíceis. Nesses momentos, Robin sentia seu coração inchar ainda mais com o carinho que sentia pelo menino.

Só que teve momentos em que ela vergonhosamente se perguntou se Neil era um diabinho.

Nas poucas vezes que o ruivo ficou com raiva e quis se vingar das outras crianças foi totalmente desastroso por conta de um pequeno fator que poucos professores conseguiam perceber: Andrew Minyard.

Não que Neil sem sua sombra loira fosse mais obediente ou menos maquiavélico, mas sim porque Andrew sempre ajudava o ruivo a maquinar ideias não importavam os motivos. Andrew disse uma vez a Robin que ele sempre ajudaria Neil porque Neil nunca era maldoso sem necessidade, mas isso não deixou ela mais calma porque sabia que os dois meninos juntos eram a receita completa do caos. Então, já tendo noção dos papeis um do outro dentro dessa amizade, ela tentou não se preocupar muito. Afinal, eles ainda eram crianças e mereciam o benefício da dúvida.

Pena que ela decidiu isso cedo demais, veja bem.

Antes Neil já não era muito fã da turma da salinha dos Corvos porque uma vez eles decidiram caçoar de Jean por ele ser daltônico, e esse antagonismo ficou pior quando Riko decidiu que seu irmão Kevin seria o alvo das brincadeiras de mau gosto. Não houve adulto – até porque Robin não contou a nenhum – para impedir Neil de se vingar do outro garoto da forma mais nojenta possível: ele colocou baratas e besouros na sopa de Riko na hora do recreio.

Aquele dia foi uma loucura porque Riko primeiro gritou quando viu que tinha mordido um inseto e depois começou a chorar terrivelmente enquanto no canto da cantina Neil e Andrew riam baixinho, colados um no outro.

— Você viu a cara dele, Drew? – o ruivo sussurrou a pergunta com uma mãozinha na frente da boca, rindo para o outro.

— Sim, essa ideia foi muito boa. – Andrew respondeu, voltando a comer sua própria sopa, separando os vegetais.

— Foi mesmo, mas você que fez a parte mais difícil, Drew. – Neil disse com os olhinhos brilhando para Andrew. — Espero que Riko nunca mais volte a brigar com Kevin ou Jean. – o loiro apenas concordou, e eles voltaram a falar sobre os brinquedos legos que Andrew havia ganhado da mãe e que Bee tinha deixado Neil ir até a casa dele para montar.

Robin obviamente deveria contar aos professores pedagogos, mas ela apenas ficou calada quando começaram com os questionamentos de quem tinha feito aquilo com o pobrezinho do Riko. Talvez tenha sido a partir daquele momento que ela se tornou uma cúmplice de Neil Josten e Andrew Minyard – os pequenos gremlins de mentes perspicazes e corações cheios de maldade doce.

A partir disso ela teve outras oportunidades de ver mais de perto a amizade que os dois tinham cultivado no tempo que eles se conheceram na escolinha, pois, aparentemente, ela ganhou a confiança deles ao não delatar seus comportamentos mirabolantes.

Ela sabia que Andrew tinha um ciúme silencioso e possessivo por Neil. Não que isso fosse novidade para quem trabalha naquele lugar, porém, ainda era um pouco surpreendente ver o loiro taciturno se render aos sentimentos infantis de propriedade ao não querer dividir o ruivo com mais ninguém além de Kevin, Jean e por incrível que pareça, Matt. Nem mesmo seu irmão gêmeo, Aaron, tinha esse nível descabido de proteção por parte de Andrew. Provavelmente era porque os gêmeos foram gerados e nasceram juntos, então o Minyard não sentia necessidade de impor cem por cento do seu domínio sobre o irmão, diferente de Neil, que parecia sempre precisar que Andrew lembrasse aos outros que o ruivo era dele. Aparentemente Neil não se importava com isso e tudo bem.

Robin até achava fofo todo esse amor infantil entre os dois porque por mais que tivessem pouca idade, eles entendiam os limites um do outro e isso era acima de tudo, muito importante para eles.

Como da vez em que a turma estava brincando no parquinho em um dos horários e Andrew caiu no chão e ralou suas duas mãos e joelhos. Neil foi o primeiro a chegar no amigo com suas pequenas pernas incrivelmente rápidas e ficou pairando por perto até o loiro dizer que estava tudo bem Neil tocar nele para ver os machucados.

— ‘Tá doendo muito, Drew? – Neil perguntou baixinho, olhando as mãos do loiro.

— Não, ‘tá só ardendo. – Andrew respondeu ainda mais baixo, ele não era uma criança a demonstrar dor para todos verem.

Neil aceitou a resposta com um aceno quase imperceptível.

— Vai ficar tudo bem, vou perguntar pro Kevin se ele trouxe bind-idi.

— Band-aid. – o loiro corrigiu o outro enquanto revirava os olhos.

— Eu sei. – Neil riu enquanto ajudava o amigo a se levantar. — Só quis falar errado pra você ficar bravo. – retrucou.

Ou quando Andrew tinha seus dias ruins de humor e Neil sentava perto sem dizer nada, apenas esperando que o amigo melhorasse um pouco para que pudessem ler vários livrinhos de história – Robin percebeu que nesses dias Neil nunca perguntava sobre brincar porque Andrew não estava se sentindo bem para isso.

Não foram poucos momentos que esses dois demonstravam que tinham uma conexão sem igual, sendo tão jovens quanto eram, mas a ajudante guardou alguns na memória que ela tem certeza que nunca se esquecerá.

Teve um dia em que estava chovendo demais e não teve como seguir o cronograma normal do dia que era brincar ao ar livre, então a professora regente decidiu que as crianças deveriam desenhar o que elas queriam ser quando crescer ou como elas se viam no futuro quando fossem adultos.

Saíram muitos desenhos inspiradores, como Dan Wilds desenhando ela como professora também, Jean se desenhou como padeiro com sua amiga Catalina, Kevin decidiu que seria um jogador como sua mãe e Jeremy com seu turbinado carro de fórmula um – isso sim foi uma surpresa, Robin confessa. Mas o mais emocionante foi ver o que Neil e Andrew haviam feito juntos. Os dois desenharam eles e seus amigos em uma casa enorme, cada um com seus quartos e fazendo suas coisas, porém ainda assim unidos. A casa tinha um nome que deixou Robin e a professora com os olhos cheios d' água quando viram: Lar Seguro.

— Que lindo, meninos! – disse a professora. — Por que vocês decidiram desenhar isso? – ela limpou os olhos discretamente enquanto perguntava.

— Todos eles são meus. – Andrew resmungou.

— Porque somos uma família! – disse Neil ao mesmo tempo que o loiro.

Os dois se entreolharam e ficaram se encarando por sólidos cinco segundos até Andrew desistir com um estalar de língua e um cruzar de braços, o que deixou Neil completamente radiante e o fez completar:

— A família permanece unida e segura, foi o papai que me disse. – ele sorriu com aqueles dentes banguelas, voltando a pintar o desenho junto com Andrew.

Não havia uma alma adulta naquela escolinha que não se emocionou, e Robin entendia que aqueles dois por trás de uma fachada de pequenos diabinhos perversos só queriam que suas pessoinhas importantes estivessem protegidas.

Também houve outra vez quando Robin presenciou sem querer o momento mais fofo entre Andrew e Neil.

Os dois estavam um pouco distantes das outras crianças na sala de brinquedos, envolvidos em seus próprios mundinhos e concentrados em criar uma casinha de blocos para eles, com jardim e tudo mais que Neil pedisse a Andrew. Quando estavam quase terminando, o loiro saiu de perto e foi em direção a enorme caixa de brinquedos do outro lado da sala. Neil parou o que estava fazendo na hora e ficou prestando atenção com seus olhinhos de raposa a todo passo que Andrew dava até lá, cuidando de suas costas e em alerta a qualquer toque infantil que pudesse chegar perto do loiro. Assim que viu que estava tudo bem, voltou a construir o pequeno telhado da casinha deles.

Robin achou isso incrivelmente encantador mas não parou por ali.

Andrew voltou ao lugarzinho deles com quatro brinquedos na mão: uma raquete, dois celulares de plásticos e um molho de chaves coloridas. Neil ficou sem entender quando os viu nas mãos do amigo, mas sorriu assim que percebeu a raquete.

— Você quer brincar de Exy, Drew? – Neil perguntou sem entender.

— Não. – Andrew fez beicinho.

— ‘Tá bom. – Neil aceitou facilmente a negativa. — O que é então?

— São pra você. – respondeu o loiro. — Mas um telefone é meu pra gente poder se falar, ‘tá? – ele entregou a raquete, o outro celular e as chaves ao ruivo. — As chaves é pra você voltar pra casa então não seja um coelhinho e não fuja. – resmungou a última parte baixinho.

Neil riu ao escutar e receber os brinquedos das mãos do amigo tomando cuidado para não encostar sem querer no outro menino, ele balançou a cabeça e levou as chaves coloridas até o peito, sorrindo muito brilhantemente.

— Pode deixar, Drew! Não vou a lugar nenhum sem você, ‘tá? – disse saltitando no lugar, muito animado para ficar parado.

Andrew acenou satisfeito com a resposta e eles voltaram a brincar de casinha, sem perceberem que Robin estava ali perto observando e escutando a interação com muita emoção e o peito cheio de calor.

Ela com certeza tem seus dias de questionamento sobre trabalhar com pestinhas durante o dia inteiro tirando sua paz, mas em momentos iguais esse que crianças como Andrew e Neil fazem Robin perceber que o carinho e cuidado se cultivam desde pequenos, ela sente que vale a pena toda dor de cabeça ao lidar com suas ideias mirabolantes, mau humores, birras e crises de ciúmes infantis. Robin torce para que eles não percam isso quando crescerem, afinal, os dois têm uma conexão tão forte que só de pensar que eles não estarão juntos no futuro parece risível.

Mas enfim, talvez seja melhor Robin voltar ao trabalho do que gastar seu tempo apenas prestando atenção nos gremlins, pois parece que ela agora tem que separar uma briga entre Kevin e Seth. Mais um dia normal no Babexys.

Notes:

espero que tenham gostado, foi minha primeira fanfic postada no ao3 que meeedo