Actions

Work Header

Admiração (não tão) secreta

Summary:

"Afinal como não admirar alguém tão incrível quanto Cell? Principalmente alguém que o conhecia tão bem quanto Roier."

Uma au fortemente baseada na música "An Unhealthy Obsession".

Notes:

-A au se trata dos cubitos não das pessoas em irl, os Q! foram retirados por questão estética
-Contém menção a violência, canibalismo e perseguição. Se você é sensível a esse temas por favor cuidado.
-Não espere um comportamento decente vindo deles.
-Eu não tenho leitor beta então se ainda tiver erros ortográficos, perdão.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

 

Alguns diriam que é estranho ou até bizarro mas para ele era apenas uma forma de sua admiração.

 

DE seu amor.

 

Afinal como não admirar alguém tão incrível quanto Cell? Principalmente alguém que o conhecia tão bem quanto Roier.

Ele sabia o quanto Cell era incrível, acompanhava de perto como ele era um detetive incrível , sua dedicação em seus casos as vezes passando noites adentro estudando minuciosamente, estudando as pistas e ligando os pontos. Era muito divertido assistir ele murmurando, falando suas teorias e comemorando quando achava sua solução, valia completamente a pena passar horas escondido o observando principalmente com o sorriso que ele dava quando via suas teorias se confirmando.

Na verdade as vezes a maneira como ele parecia só presta atenção em seu caso quando entrava no modo detetive despertava um sentimento de ciúmes em Roier, se perguntava se deveria matar aquele engraçadinho que vivia soltando cantadas ao SEU homem logo para virar seu total centro de atenção.

 

Negou com a cabeça ainda não, seria muito suspeito se tivesse mais um assassinato ligado ao seu querido Cell em tão pouco tempo, poderia prejudica-lo se atenção voltasse demais para seu Gatinho.
Como ele conseguiria uma boa carne para o jantar que ele fazia após lavar as roupas nos domingos se todas as carnes fresca estivessem muito atentas?

Claro, Cell era muito bom em atuar além de extremante carismático como o antigo rei de Alcatraz trabalhando facilmente entres vários policiais sem levantar suspeitos sobre sua fuga da prisão ou sobre como alguns dos casos mais violentos dos corpos com vários membros faltando eram justamente causados pela mesma pessoa que seus colegas de trabalho pediam socorro quando os casos ficavam impossíveis de resolver, se ele não fosse?

Claro as vezes seu carisma poderia trazer inconveniências como os atrevidos que buscavam sua atenção e afeto, era trabalhoso desovar os corpos. Além disso, isso lhe tirava algumas horas que poderia passar admirando seu futuro marido lendo um livro e tomando uma café no Starbobby ou vendo ele dormir tranquilamente da sua vista privilegiada de cima da árvore escutando sua respiração suave graças ao walkie talkie que ele havia escondido dentro do quarto. De vez em quando até levava um copo de café do Starbobby, o mesmo que Cell sempre pedida, com algum lanchinho para que pudesse imaginar como era o gosto de seu beijo.

 

Era sim chato perde essas horas assistindo sua pessoa favorita mas valia a pena para livrar seu amado daquele insetos que ficavam rodeando ao seu redor, o que ele não fazia por amor, porque sim Roier amava Cell com todo seu coração e mesmo que o ex-presidiário ainda não soubesse sabia que era reciproco afinal o coração dele o pertencia.

Um dia eles teriam um lindo casamento e Roier seria tudo para para seu gatinho, ficariam juntinhos para sempre. Nunca se separariam.
Ele poderia andar tranquilamente ao seu lado, sem ter que persegui-lo. Persegui-lo não corrigiu mentalmente eles apenas andava nos mesmo caminhos, Roier só garantia que fosse bem de pertinho.

Afinal algumas de sua polaroides poderiam ficar de baixar qualidade se ele ficasse muito distante e ele gostava que sua coleção de fotos, todas com as datas escritas em vermelho com um coração do lado, guardassem o máximo possível da beleza de seu amado. Por que ele era muito bonito, principalmente seus olhos, aqueles olhos azuis profundos que enlouqueciam Roier , que gostaria que olhassem só pra ele. Ele inclusive tinha muita sorte porque tinha varias dessa fotos que seus olhos eram bem visíveis, parecia até mesmo que seu querido estava olhando suavemente para ele.
Roier suspirou com a lembrança da última foto que tinha adquirido para sua coleção, nela Cell não apenas parecia está olhando como sorrindo para ele com carinho. Ele gostaria de ter procurado por que fez ele sorrir assim, e se livrado se fosse necessário, porém o impacto daquela expressão o deixo paralisado estupefato conseguido reagir apenas o suficiente para eternizar aquela imagem divina um pouco antes de Cell desviar o olhar.

 

De repente Roier deu um salto, finalmente tinha achado o casaco que tanto procurava, Cell tinha comprado outro igual recentemente então seria um pouco mais difícil de sentir falta então ele poderia pegar esse para si, não é mesmo? Ele não conseguiu resistir por mais que já tivesse uma coleção de coisas que o belo assassino deixava para trás (como as luvas que ele descartava apôs finalizar suas presas para não deixar digitais) mas o casaco verde que praticamente era uma marca registrada de seu amado era um item que ele sempre quis em sua coleção.

Ele se levantou depois de arrumar o armário de seu amado, o que não foi difícil já que as coisas dele era naturalmente bagunçadas, e não resistindo o impulso vestiu o casaco verde e olhou para o espelho que ficava de frente para a porta do quarto. Dando pequena risadinha ele deu um giro olhando como as roupas de sua pessoa favorita ficavam bem nele, até que ele percebeu que durante que seus devaneios o fizeram cometer um deslize, tinha passado mais tempo do que deveria procurando a peça de roupa que agora vestia. Tempo demais.

 

Porque ele conseguia ver através do espelho, que agora não estava mais sozinho no quarto, o motivo de todos os seus suspiros apaixonados estava o encarando com aqueles olhos azuis que enlouqueciam Roier arregalados e a boca que Roier sempre quis experimentar aberta em surpresa muda.

 

Ele girou rapidamente o corpo ficando frente a frente ao seu amado mas rapidamente abaixou o olhar.

Claro ele sabia que de um jeito ou de outro Cell o amaria mas a insegurança desse real primeiro encontro com a invasão de sua casa o fez entra em uma pequena espiral de pânico. Por mais que soubesse que faria o coração de Cell completamente e somente seu, esse com certeza não era o encontro sonhado que ele estava planejando e o medo que mesmo por um instante os belos olhos azuis o olhasse com desgosto fez o seu coração tremer de medo.

Precisava fazer alguma coisa, ele percebeu controlar os danos antes que esse estranho silêncio se alongasse mais, então mesmo com medo levantou o olhar para que pudesse de alguma forma explicar ao seu gatinho.

-¡Cell!Yo no... - E então ele parou a falar aturdido porque no lugar do olhar de desprezo que esperava, o que lhe aguardava era um olhar com um brilho de admiração e principalmente carinho muito parecido com o olhar que ele tinha registrado em sua foto favorita.

Mas nossa aquela foto nem se comparava a ver tão de perto aquele brilho no olhar, havia tirando completamente tanto o folego quanto a fala do mexicano.

-Você...-Roier pode ouvir a voz que adorava praticamente sem fôlego inundado de o que era sem dúvida fascínio- Te ves tan hermoso usando mi ropa...

Se antes Roier não estava vermelho por ser alvo daquele olhar de adoração agora com certeza parecia uma pimenta com a fala de Cell, seu coração parecia querer pular direto para as mãos do homem na sua frente.

Além da timidez que o elogio proporcionou uma dúvida começou a cresce enquanto ele recobrava o movimento de seu corpo e se aproximava levemente.

-¿Como?¿Por qué no me gritas ni me atacas? ¿Por qué no pareces sorprendido de verme aquí?

Além da timidez que o elogio proporcionou uma dúvida começou a cresce enquanto ele recobrava o movimento de seu corpo e se aproximava levemente.

-Eu imagino que você sabe a profissão que eu exerço certo?

-Si... eres uno detective...

-Sim, e além disso o imagino que saiba o que eu já fui e de certo modo ainda sou.

-Anh...-Ele hesitou um pouco receoso de responde que sabia de um dos segredos que o homem a sua frente mais escondia, porém ao ver o leve medo e ansiedade que começou a brotar na face do outro respondeu.- Eres uno asesino y delincuente, el rey de Alcatraz.

Roier não perdeu o pequeno brilho de orgulho a menção do apelido que ex-presidiário tinha na prisão e a maneira como ele relaxou quando confirmou que de fato o mexicano sabia quem ele era, não apenas sua fachada a quem ele mostra para o resto da sociedade.

-Exatamente, e gosto de pensar que meu sentidos para quando estou sendo observado são bem afiados. Sei que você tem estado hmmm... me observando, faz alguns meses.

-¡Esperar! ¿estas hablando en serio?

-Sim, ou você não acho estranho que eu olhava para as fotos que você tirava ou que eu, um detetive, não encontrei o walkie-talkie que você escondeu no meu quarto?

-¡Pensé que tenía mucha suerte! Si eso es cierto, ¿por qué no hiciste nada?

-Ah. -E pela primeira vez desde que começaram essa conversa ele viu o sorriso convencido do Rei de Alcatraz sumir dando lugar a uma expressão tímida e envergonhada, com as bochechas voltando ao tom avermelhado que agora Roier percebeu que também estavam no rosto dele enquanto ele parecia estar em transe momentos antes. Como gostaria de sua câmera consigo nesse momento porque o assassino impiedoso de Alcatraz estava adorável. -Bem... eu não fiz nada porque eu meio que hmm... eu gosto.

-¿COMO?

-Digo, no começo eu iria te matar mas eu esperei um tempo para ver o que você faria quando descobrisse um lado meu além do detetive certinho que eu mostro pra todos, mas... você não se assustou, nem se afastou, parecia que não ligava para o que fez muitas pessoas fugirem de medo inclusive pessoas que prometeram que ficariam ao meu lado e fizeram coisas tão ruins quanto eu mas me traíram mesmo assim. Então eu comecei a gosta cada vez mais quando percebi que você estava por perto, eu gostava da atenção de alguém que não parecia ter nenhuma intenção de me abandonar por mais louco que eu seja. Eu percebi que você é tão louco como eu e acabei me apaixonando por você.

-¿Tú... te enamoraste de mí? -Roier agora sentia que poderia chorar, aquilo não parecia real devia ser um sonho. Como se tivesse ouvido esse pensamento Cell se aproximou e suavemente limpou uma lagrima que tinha começado a escorrer pelo rosto do mexicano. Parece que ele não só sentia mas realmente tinha começado a chorar, mas não tinha muito o que fazer a emoção dentro de si era muito grande então tinha começado a vazar pelo seus olhos.

-Sim... isso não é um problema eu espero.

-¡No! ¡Claro que no! ¡Yo te amo! -Roier gritou eufórico antes de perceber que tinha gritado uma declaração na felicidade de ter seus sentimentos retribuídos, bom por mais envergonhando que tivesse nunca tiraria essa afirmação amar a Cell parecia fazer ser uma coisa estranhada a si, tão certo quanto o fato que ele estava vivo.

E o sorriso que ele deu o fez ter mais certeza disso.

-Me ama? De verdade?

-Sí Gatinho.De verdad.-Roier falou num suspirou enquanto tinha o rosto acarinhado com delicadeza pelas mesmas mãos que poderiam esmagar a cabeça de alguém, se sentia sendo tratado como algo extremamente precioso, o toque era tão suave que parecia que o mexicano era feito de vidro.

-Eu sou Gatinho eh? Hehe, certo então hmmmm.... Guapito?

-¿Yo?

-Posso te beijar?

Roier não respondeu no lugar disso pulou no outro passando os braços por cima do ombro do outro e quase derrubando os dois enquanto beijava o brasileiro com fervor que logo foi retribuído o beijo terminado com uma mordida que permitiu que Cell provasse do sangue de Roier. Era o mais delicioso que já havia provado.

-Entonces, ¿qué somos ahora?

-Se não te incomodar gostaria de começar como namorados, tudo bem?

-Sí, mientras seas mío y yo tuyo, no me preocupo por apresurar las cosas. pero Gatinho tengo una advertencia si me traicionas te mataré.

-Digo o mesmo Guapito, sou seu mas se você sequer pensar em me trair você vira meu próximo jantar.

Roier estremeceu com algo que com certeza não era medo, imaginar sendo o jantar de seu Gatinho não era ruim porém...

-Nunca te traicionaré.

-Perfeito.

Com isso Cell se aproximou para mais um beijo dessa vez mais suave, e enquanto isso na mente de Roier, ele concordava com o que Cell havia dito mais cedo ambos eram loucos.

Mas isso importava?

Roier estava certo, ele amava e Cell o amava de volta, a única diferença é que agora CELL sabia disso.

Notes:

Finalmente conseguir uma au onde temos dois malucos, um stalker e outro que ama ser stalkeado pelo seu dito perseguidor, tirando finalmente essa ideia que estava apodrecendo minha mente, livre finalmente.