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Português brasileiro
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Published:
2022-11-30
Words:
6,950
Chapters:
1/1
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8
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102
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2,245

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Summary:

Onde Messi é a estrela do futebol de sua época e é arrastado por seus colegas de equipe para uma corrida de motocicletas, onde conhece a estrela daquela área precária de Barcelona.

Notes:

[português] praticamente tudo mencionado aqui é fictício. não faço a menor ideia se existe uma parte periférica na cidade de Barcelona, a citada na história é completamente fictícia. Sinto muito se ofendi alguém.

[english] almost everything write down here is ficcional. I don't make any ideia if that area mentioned on the history is real, this one is completely ficcionated. Am so sorry if offend someone. And sorry for the bad english, its ABSOLUTELY NOT my first language.

Work Text:

As coisas estavam claramente fora de controle. Primeiro, como diabos Geri o havia convencido a sair do calor de sua casa para andar aparentemente sem rumo pelas ruas vazias de Barcelona? Segundo, onde caralhos eles estavam e onde estavam indo? Ele decidiu que a melhor decisão seria permanecer calado.

Quando chegaram, aquilo realmente parecia um buraco. Um beco sujo em uma parte da cidade que ele não fazia ideia de que existia. Mulheres claramente latinas usavam poucas roupas apesar do frio insuportável que fazia na Espanha nesta época do ano e homens com capacetes debaixo dos braços bebendo querosene ou seja lá o que aquela merda fedorenta e forte fosse.

Ao seu lado, Geri sorria largo como uma criança gigantesca, momentaneamente distraído com as luzes e a música e as mulheres. Leo se sentia cada vez mais irritado de qualquer forma, torcendo para que tudo aquilo acabasse em um piscar de olhos apara que ele pudesse deitar em sua cama ridiculamente grande e vazia.

-Qual é Leo, olha o tanto de mulher gostosa aqui. Vamos, mi amigo, quer pensar com a cabeça debaixo por um segundo?

Gerard conseguiu sua atenção por meros segundos antes que os olhos raivosos de Leo encontrassem outro coitado qualquer.

-As corridas estão pra começar.

Kun disse pela primeira vez na noite. Geri mal desviou os olhos maliciosos de uma das muitas mulheres ali.

-Foda-se as corridas, temos treino amanhã cedo.

Antes mesmo que qualquer outra palavra pudesse ser proferida, o menor deles foi obrigado a dar alguns passos para traz para evitar ser atropelado por um motociclista.

O piloto parou assim que percebeu que quase colidiu com alguém, logo descendo da moto. Aquela altura, Leo estava realmente muito irritado, as feições do rosto praticamente congeladas em uma semi carranca, o que poderia significar algo muito pior do que se o rosto fosse zangado. Kun e Geri se olharam um tanto surpresos e se postaram ao lado do amigo baixinho caso algo acontecesse.

O homem desconhecido retirou o capacete, deixando os mais altos um tanto chocados. O garoto, não parecia ter muito mais do que vinte anos, tinha cachos curtos e descoloridos nas pontas, um sorriso branco e alinhado. Tatuagens no pescoço, que podiam ser vistas mesmo que usasse um macacão corta vento usado para motos, contrastava de maneira bonita com o tom dourado da pele. Mas, os olhos verdes com certeza chamavam ainda mais atenção.

-Sinto muito, eu não vi você.

Os bonitos lábios esbanjavam um sorriso irônico, o sotaque forte apenas para acrescentar sua aparência não-européia.

-Claramente o capacete aperta um poucos seus últimos neurônios restantes.

Leo retrucou sorrindo grande, os braços cruzados e a postura ereta. O rosto do garoto praticamente se tornando algo irritadiço em questão de segundos. Antes que o piloto pudesse dar qualquer passo, alguém entrou em sua frente estendendo o braço direito e o impedindo.

-Dani?

Geri perguntou confuso ao ver o amigo e ex colega de equipe.

-Uau rapazes, quanto tempo. E você, vê se sossega, ta legal? Não vamos arrumar confusão com amigos.

Ele repreendeu o garoto, que apenas bufou e colocou o capacete subindo de volta na moto, desaparecendo logo em seguida.

-Desculpem por ele, Ney é um pouco briguento, mamãe tentou corrigir mas não adiantou.

Dani se desculpou e logo os braços de Leo se descruzaram enquanto derrubava a cabeça em confusão.

-Espera, esse é o seu irmão?

Kun perguntou sem conseguir esconder a surpresa no tom de voz.

-Ele mesmo. Viemos para Barcelona tem alguns meses, ele esteve encrencado lá no Brasil.

-Mas seu irmão não tinha, sei lá, dezoito anos?

Dani sorriu e soltou uma gargalhada.

-Ele vai fazer vinte e seis, Geri. Acho que já estamos a muito tempo sem se ver.

Todos parecerem compreender um pouco e o menor pareceu um tanto menos zangado do que antes, feliz em reencontrar um velho amigo.

-Vamos, a corrida vai começar e, acreditem, ele pode ser um idiota briguento, mas em cima de uma moto fica praticamente irreconhecível.

Dani elogiou um pouco orgulhoso o irmão e guiou o pequeno grupo para onde ficava as pistas.

O lugar era, na verdade, um viaduto circular desativado e logo os quatro estavam no topo dele. Haviam seis corredores lado a lado, somente esperando para sair, e lá estava o irmão de Dani montado na única moto verde do lugar. Leo poderia não ter gostado do garoto, mas não deixaria de reparar em como a motocicleta era realmente bonita.

Era de um verde tão escuro que parecia quase preto, mas debaixo das fortes luzes brancas, dava para notar uns pontos brilhoso onde parecia haver glitter se misturando ao verde musgo. Claramente personalizada, mas ainda assim, era com certeza a moto mais bonita que Leo ousara ver com seus olhos.

Ele realmente gostava, das motos. Chegou a ter algumas, mas sua vida se baseava tanto somente no futebol que ele mal tinha tempo de curtir esse pequeno hobby. O argentino estava perdido em pensamentos quando ouviu os rugidos altos e esperou que a contagem regressiva para a partida começasse, tentando ao máximo se manter neutro para que nem Kun nem Geri percebessem o quanto ele havia se animado.

Escutou a garota loira chegar ao zero e tentou verdadeiramente não sorrir ao sentir o vento que os pneus deixaram para trás, e observou junto dos outros o pequeno telão onde mostrava os competidores em diferentes aéreas. Leo teve que admitir que era mais profissional do que ele esperava, estando naquela região.

Dani estava realmente certo, o garoto corria tanto que era difícil que o segundo tomasse sua posição, estando em uma boa distância. Dava para ver pelo vidro do capacete que seus olhos transbordavam confiança e foco, claramente determinado a vencer. Leo apenas o achou um idiota arrogante.

Em minutos, todos estavam de volta ao topo do viaduto e o irmão de Dani, o argentino nem sequer sabia o nome dele, havia ganhado. Muitas mulheres se juntaram ao seu redor, o sorriso que antes era irônico agora era galanteador e orgulhoso, se deixando ser paparicado por elas. Desviando o olhar, Leo percebeu que algumas pessoas começaram a sussurrar e comentar enquanto olhava para o trio.

-Até que conseguimos ficar muito tempo sem sermos reconhecidos, o recorde de meia hora.

Geri brincou um pouco sarcástico.

-Bem, por aqui a única coisa que realmente importa é a corrida, nada de futebol, então eu pensei que demoraria mesmo para serem reconhecidos.

Dani comentou divertido.

-Acho que está na hora de vocês irem.

Uma voz grossa surpreendeu o quarteto e todos se viraram para a pessoa, vendo o garoto caminhar na direção deles com o capacete preto preso debaixo do braço direito, as luvas de couro na mão esquerda. Os olhos verdes os encarando com uma hostilidade que não existia antes, que prevaleceu ainda que seu irmão lhe desse olhares claros de repreensão e aviso.

-Trouxe jogadores para cá, Dani? Sério?!

-São meus amigos, sabe disso.

-Seus amigos que jogam futebol e que não deveriam estar aqui.

O moreno estava tão frio que deixou Leo com um sentimento estranho de tédio.

-Pensei que todos podiam ir e vir, majestade.

Ele não conseguiu controlar sua língua e sustentou o olhar que o mais novo lhe dava.

-Não é bem vindo aqui, Messi. Nenhum de vocês é.

Leo fechou os olhos e respirou fundo, algo desagradável no fundo do estômago crescendo após escutar seu nome ser dito com um ódio que nunca foi dirigido a ele.

-Já chega, Neymar. Rapazes, hora de ir, sinto muito por isso.

Dani interviu antes que seu irmão cometesse alguma besteira, novamente. O trio rumava para a saída quando Leo sentiu alguém segurar seu braço e sussurrar em seu ouvido.

-Lá encima, onde muitos rabos gordos e brancos brincam com vidas, você pode ser o rei. Mas aqui, entre meus irmãos e minha raça, eu sou a rainha do tabuleiro.

O argentino nem sequer teve o trabalho de encarar o brasileiro quando este finalmente o deixou ir.

No dia seguinte, Leo tinha imensas olheiras por mal ter dormido, sua mente o mantendo acordado até que o sol nascesse. As palavras de Neymar piscavam sob suas pálpebras como se estivessem escritas em neon em uma daquelas placas de bordel. Havia verdade no que o brasileiro lhe disse, ele sabia disso, sempre soube, mas ser lembrado e taxado como um deles realmente tirou sua paz.

Ele nascera na Argentina, uma cidade pequena. Sabia que a vida não era fácil e não havia misericórdia alguma. Havia abusos e agressões contra inocentes, milhões e milhões de sua gente morrendo de fome, seus irmãos de países vizinhos que viviam em guerras e situações precárias. Messi sabia disso, sabia de tudo isso, então em que momento ele deixou de se importar mais, como fazia quando era adolescente e tinha plena certeza de que mudaria o mundo?

Quando havia deixado deixado seu lugar para ganhar mais dinheiro sozinho do que a prefeitura de sua cidade jamais veria nem que passassem dez anos? Quando se tornara egoísta a este ponto? Ele não havia pregado os olhos por nem sequer um minuto, afogado na própria decadência e orgulho.

Ele mal havia prestado atenção quando seu treinador os reuniu e disse algo sobre temporada e pressão, mas viu quando duas figuras chamativas entraram em Camp Nou. Então, Dani estava lá, olhando para o lugar com os olhos transbordando saudade, enquanto seu irmão ao seu lado se recusava a levantar o olhar da grama verde.

-Como alguns de vocês conhecem, este é Daniel Alves, um dos nossos fisioterapeutas com mais tempo de casa. Para esta temporada, ele será seu médico. Para os que se perguntam, este ao seu lado é Neymar Junior, seu irmão mais novo, que fará parte dos treinos na arquibancada enquanto Dani estiver conosco. Isto é tudo.

A equipe de jogadores permaneceu em silêncio até que o treinador havia ido. Alguns foram parabenizar o fisioterapeuta pela volta ao Barcelona, enquanto Leo havia notado que o outro brasileiro havia deixado o gramado em algum momento e já estava acomodado em uma fileira baixa da arquibancada.

-Eu sinto muito por ele, de verdade. É jovem e idiota, acha que pode lutar sozinho. Ele é um bom garoto, eu prometo.

Escutou Dani dizer a Kun e a Geri, provavelmente a ele também, mas ele não desviou o olhar da figura mais nova.

-Por que ele está aqui? Pensei que não gostasse de futebol.

Kun perguntou sem nenhum resquício de desgosto na voz. Dani sorriu um tanto triste em resposta e agora Leo olhava para ele.

-Ele teve uns problemas com o jurídico brasileiro e agora é judicialmente impedido de sair de perto de mim durante o dia.

-Ele é um gangster.

Geri disse baixinho e completamente admirado, olhando para o garoto jogado no banco ali perto.

-Você é realmente uma criança, não é Geri?

Kun resmungou.

Durante todo o primeiro dia, Neymar não havia sequer descido da arquibancada. No segundo, trocara algumas palavras com Geri e, no final do dia, já estava rindo com o maior no gramado. Leo realmente gostava de voltar ao Camp Nou quando estava vazio, amava sua beleza quando estava cheio e a torcida fazia todo aquele espaço parecer minúsculo com toda a potência de seus gritos.

Mas a noite, quando mal havia iluminação e estava tudo calmo, ai sim parecia seu lar, ele se sentia em casa. A estrelas restantes brilhando no céu acima de sua cabeça enquanto ele se aquecia para correr um pouco e brincar sozinho. Mas naquela noite, quando ele chegou, já haviam duas pessoas no gramado e os risos ecoavam pelo túnel de onde ele vinha.

Sem fazer um barulho sequer, ele espiou e viu Geri e Neymar brincando de driblar. O brasileiro já havia mostrado os dentes em sorrisos em muitas ocasiões, ironia, orgulho, malícia e raiva, mas aquele sorriso genuíno de alegria e zombaria era novo e combinava com suas feições felinas. Leo quis negar, mas passou um bom tempo apenas observando e pensando em como Neymar parecia ainda mais idiota do que nunca com aquele sorriso e saiu com algo entre o desgosto e a indiferença de volta para casa.

Uma semana então havia se passado e Neymar continuava lá, passava o dia sem falar absolutamente nada, isolado de todos, mas a noite brincava e ria com Geri e Dani e até mesmo Kun. Ele pensou do porquê não havia sido avisado da reunião de babacas, mas imediatamente mudou de ideia e pensou que ele não gostaria de estar ali de qualquer forma e se fosse chamado, recusaria.

Naquela noite de sábado em específica, Geri o havia arrastado novamente para fora de casa para irem em uma boate no centro de Barcelona. Haveria 'muita mulher bonita para foder' como Geri lhe dissera borbulhando em excitação. Seu estômago apenas embrulhou um pouco mais.

No final, haviam estacionado na casa noturna conhecida por ser visitada por estrelas de todos os gêneros, então três jogadores de futebol claramente não seriam grande coisa. O lugar estava lotado, a balada animada estourando a quarteirões dali. Leo imediatamente quis ir embora dali, mas Kun segurou seu braço antes que pudesse fugir, um olhar cheio de 'não me deixe aqui sozinho com ele' para Leo.

Os três entraram sem muito esforço e rapidamente Geri se perdera no mar de gente. Cheirava a pessoas suadas e alcoolizadas, mas Geri não pareceu se importar. Kun e ele se olharam, o acordo mútuo onde o mais alto procuraria um lugar para sentar e o mais baixo traria as bebidas, como sempre fizeram. Logo, Kun também se fora.

Ele lutou para poder passar e chegar ao bar. Havia sido apalpado e assobiado no curto período. Assim que encostou seus cotovelos, ele olhou derrotado para o barman de costas para ele. Mas então ele reconheceu a pele dourada, as tatuagens agora muito mais a vista e os cachos curtos e pintados. Neymar estava bem ali, a sua frente, misturando graciosamente algum coquetel.

Ele usava calças jeans pretas justas e uma regata de gola alta também preta. Uma corrente prateada com um pingente de cruz descansava no peito. O garoto tinha alguns músculos mas ainda assim parecia muito magro. Os olhos verdes brilhosos e o sorriso tranquilo enquanto fazia malabares com o drink, o despejando em um copo transparente em frente a uma mulher, que parecia realmente gostar do pequeno show particular. Ela parecia derretida na cadeira onde sentava.

Assim que ela se foi, o mais novo secou suas mãos com um pano atrás do balcão e finalmente encontrou Leo ali. os olhos antes brincalhões agora brilhavam em desafio e sua postura se tornou mais ofensiva.

-O que caralhos você está fazendo aqui?

Sua voz era baixa e perigosa, o argentino não havia mexido nem sequer uma sombrancelha.

-Bem, aqui é a superfície, é o meu lugar não é? Vai me mandar embora daqui também, majestade?

Leo disse irônico. Neymar continuava olhando para ele com as duas mãos apoiadas no mármore, inclinado em sua direção. O menor instintivamente ergueu a cabeça em desafio, se aproximando um pouco mais.

-Um martine e um negroni.

Ele pediu ainda sem desviar o olhar.

O mais novo bufou carrancudo e começou a preparar de maneira mais lenta o pedido. Leo apenas se dignou a sorrir pequeno, orgulhoso de uma vitória da qual não sabia que disputava. Observou Neymar finalizar e entregar ambos a sua frente, ele estendeu a mão e levou um gole de seu negroni aos lábios.

-É realmente um drink forte, princesa. Com seu tamanho, ele provavelmente vai fazer mais efeito.

Neymar provocou, mas logo se calou quando Leo simplesmente virou o copo inteiro em questão de segundos, seu rosto ainda inexpressível. Os olhos verdes acompanharam o pomo de adão pálido a sua frente se mover algumas vezes, engolindo o álcool como se estivesse bebendo água.

O argentino sentiu suas bochechas esquentarem e imediatamente quis bater a cabeça na pedra a sua frente por ser um idiota inconsequente. Mas antes que Neymar pudesse zombar de sua tolerância baixa, uma voz feminina falando outra língua, que Leo identificou como castelhano, gritou agoniada. Ambos imediatamente se tornado alertas.

Uma das jovens que faziam as danças seminuas estava encurralada e presa nos braços de um homem que tinha a idade do argentino e do brasileiro juntas. Ela gritava por ajuda em sua língua, mas incrivelmente ninguém moveu sequer um músculo para a ajudar, todos focados demais em suas companhias e dança para ligar.

Neymar se preparou para saltar de trás do bar, como fazia quando coisas assim ocorriam, mas para sua surpresa, Leo já estava lá. O mais novo havia visto com seus próprios olhos o quanto as curtas e robustas pernas do outro sabiam correr, mas mesmo assim ele sentiu o rosto esquentar ao ve-lo em uma situação assim. Ele ficou parado enquanto via a brutalidade e ignorância que o menor havia usado para separar o porco da garota.

Os olhos quase pretos pareciam furiosos e foi a primeira vez que Neymar vira uma verdadeira emoção do mais velho. Ele gritava com o homem que parecia retrucar mais controlado, até que Leo parou de falar por alguns segundo e deu um pelo gancho de direita no homem a sua frente. Quando o desconhecido já estava no chão, o argentino continuou o socando até que tudo estava vermelho demais e os punhos pálidos destruídos.

O mais velho viu quando dois seguranças finalmente perceberam que algo estava errado e, antes que pudessem chegar a Messi, o brasileiro já havia chegado até ele e disse que bastava, o arrastando para fora dali. Os dois correram do lado de fora da boate sem motivo algum até que estavam dentro do estacionamento perto, ambos ofegantes. Leo nem sentia mais o álcool em seu corpo.

-Mas que merda!

O brasileiro esbravejou, chutando o pneu de uma moto perto, que Leo imediatamente reconheceu como sua própria.

-Ninguém ajudou.

O mais velho disse, ainda tentando recuperar o fôlego.

-É claro que não! Aqui, nossa gente poderia morrer nos pés deles que eles apenas passariam por cima do cadáver.

Neymar parecia realmente furioso, Leo apenas observou quando ele caminhou de um lado a outro num comportamento nervoso. Tudo ficou em silêncio por muitos minutos.

-Por que você odeia tanto futebol se joga tão bem?

O menor perguntou em uma voz baixa e o brasileiro parou onde estava.

-Não interessa a você, reizinho.

Ele cruzou os braços no peito como uma criança birrenta.

-Quer parar de ser um babaca por meio segundo?

O argentino já estava perdendo sua paciência e se levantou para ir embora.

-Você realmente não aguenta um negroni.

A voz agora baixa disse antes que o mais velho pudesse deixar o lugar. Leo o olhou e ele sorria pequeno.

-Quer tentar a sorte?

Leo provocou.

Em pouco tempo, os dois já estavam dirigindo para a pista de corrida, o menor na garupa com uma sacola de diversas bebidas que foram capaz de encontrar em postos de conveniência. Eles param e desceram, se sentando no pequeno parapeito de onde podiam observar toda a cidade de cima, a brilhosa e fria Barcelona.

Eles beberam, beberam tudo o que conseguiram. Neymar tinha em mãos uma bebida brasileira com cheiro de morte enquanto Leo segurava uma latinha de alguma cerveja de gosto ruim. Eles apenas estavam lá, perdidos em seus próprios mundos injustos.

-Quando eu era criança, eu simplesmente amava jogar. Era espetacular nisso. Fazia parte de uma escola de futebol infantojunil da minha cidade, ganhei torneios e premiações.

O mais novo começou, mas parou logo em seguida.

-Até que ele colocou as mãos em mim. Disse que eu nunca cresceria em seu time se não tivesse dinheiro ou se eu me recusasse a usar minha boca. Passei alguns anos assim porque queria mais, queria ir para um time grande, queria ser tão bom quanto os brasileiros que sempre admirei.

-Mas a que preço.

Leo praticamente sussurrou, os olhos brilhosos pelo álcool não conseguiam deixar de olhar para o rosto suave ao seu lado.

-Quando fiquei um pouco mais velho, consegui sair de lá. Não conseguia mais suportar me olhar no espelho. Mas depois tudo desandou, passei a transar com muitos homens e garotos porque o maldito havia me deixado psicologicamente doente. Fui pego pela polícia algumas vezes por fazer sexo em público.

O argentino ouvia tudo sem questionar enquanto o outro acendia um cigarro, respirando sua nicotina lentamente.

-Fui obrigado a contar para meus pais, que me levaram a um psiquiatra. Meus problemas com sexo foram resolvidos, mas a raiva e o nojo ainda prevaleciam dentro de mim. Eu bati em homens que se pareciam com ele até que quase matei um. Eles me proibiram de sair de perto do meu responsável, e como meus pais já haviam partido, Dani foi obrigado a tomar conta de mim em tempo integral.

-Devo minha vida a ele. Ele me trouxe para cá, mas mal tinhamos dinheiro para sobreviver. Mas esse pessoal, imigrantes vindos da nossa parte da américa, nos acolheram e cuidaram de nós. Eu os defendi quando os brancos quiseram vir e nos enxotar daqui, briguei por eles e hoje sou o mais perto de uma celebridade aqui embaixo. Recorrem a mim quando precisam.

Quando o brasileiro disse tudo, o silêncio prevaleceu novamente, este mais confortável.

-Passei algumas noites pensando no que me disse naquela noite. Não acreditei que fui comparado a aqueles lá de cima. Eu sou argentino, não deveria ser comparado aos malditos colonizadores de merda.

-Bem, somente sua conta bancária tem muito mais dígitos do que todos aqui poderiam sonhar em ganhar. Mal posso perdoar você por estar lá em cima.

Neymar retrucou amargo, deixando Leo irritado.

-Não é porque eu consegui vencer e ganhar dinheiro que sou menos latino que você, caralho.

-Eu posso julga-lo sim, Messi, sabe por que? Porque eu estou aqui embaixo, eu vejo toda essa gente perecer e morrer de fome, enquanto alguns como você conseguiram subir e agora são felizes com suas casa grandes e chiques, seus carros importados e todas as mulheres que seu maldito dinheiro pode comprar! Então sinto muito por invejar aquilo que eu nunca poderei ter.

Aquele ponto, ambos já estavam de pé e gritavam um com o outro, a suavidade do álcool começando a deixar seus corpos.

Os olhos negros acompanharam o moreno sair de perto dele e ir em direção a sua moto, colocando o capacete e subindo nela. O rugido da motocicleta causando um borbulho no estômago de Leo.

-Onde caralhos você vai?

Ele gritou furioso para outro.

-Suba na moto.

O brasileiro exigiu. Leo não mexeu um músculo sequer.

-Sobe no caralho da moto!

Neymar rosnou, fazendo Leo bufar e subir a contragosto.

Eles dirigiram para mais adentro da cidade baixo, as ruas cada vez mais estreitas e vazias. A alta velocidade não permitia que Leo visse qualquer coisa que passasse por eles, a penumbra de uma noite sem lua ou estrelas mal permitindo que ele enxergasse um palmo fora da moto. Então eles pararam em frente a uma pequena casa completamente apagada.

Neymar desligou a moto e desceu, arrancando o capacete com brutalidade e caminhando para a entrada. Leo o seguiu um tanto apreensivo, com medo de que a propriedade tenha um dono mal humorado dormindo com uma arma debaixo do travesseiro, mas seu medo desapareceu quando o brasileiro tirou um molho de chaves do bolso e abriu a porta com uma delas.

Ele entrou logo após, olhando ao redor. Havia uma pequena sala com um sofá de dois lugares de alguma cor escondida pelo marrom, uma televisão gasta sob um pequeno armário decadente, o video game emparelhado nela. A cozinha ficava logo ao lado, uma geladeira que parecia ter levado algumas bancadas e um fogão pequeno e velho, com uma pia ao lado. Tudo parecia gritar pertencer o mais novo, as paredes de um tom claro de verde.

Neymar havia se perdido para dentro de um cômodo quando Leo finalmente desviou os olhos da casa. Ele caminhou um pouco e entrou devagar no que imediatamente reconheceu como o quarto do mais alto. Havia roupas e mais roupas espalhadas, a cama de casal estava desarrumada e as portas do armário abertas.

-Por que me trouxe aqui?

Leo perguntou baixinho.

-Para fazer você ficar sem dormir por mais uns dias, reizinho.

Neymar respondeu irônico e o argentino apenas soltou uma única risada incrédula, negando com a cabeça.

-Você é inacreditável. Quando penso que finalmente tá agindo como um ser humano e não como um maldito selvagem você-

Ele não conseguiu terminar, pois os lábios do outro já estavam amassados aos seus, lhe beijando com raiva.

Eles se beijaram daquela maneira raivosa e dura por alguns minutos antes que se separassem em busca de fôlego. Sem perder qualquer tempo ou pensar, o menor já havia empurrado o maior para a cama, subindo sob seu tronco e o prendendo lá. Seus dedos curtos e brancos segurando a gola da regata do mais novo para baixo, para ter acesso ao pescoço dourado. Ele mordiscou e provocou a pele, deixando chupões escuros em todos os cantos que sua boca conseguia alcançar.

Leo conseguia sentir a intimidade dura de Neymar roçar em sua coxa esquerda e sorriu largo, lambendo uma boa faixa de pele com uma língua áspera. Seus ouvidos foram agraciados com o som angelicalmente depravado do gemido longo e arrastado que recebera em resposta. Logo, sua mão arrancou a regata do outro, deixando finalmente o peito nu a vista.

Ele desceu uma trilha de pequenos atritos de seus lábios na nova pele exposta até alcançar os mamilos endurecidos. Assim que colocou seus dentes e sua língua no direito, as mãos do brasileiro se agarraram ao final de suas costas, apertando a região da lombar tentando se controlar. O maior abaixo de si era todos suspiros e soluços. Quando resolveu que teve o bastante do direito, correu os lábios para o esquerdo.

Antes que se desse por satisfeito, Neymar o empurrou para separar os corpos, os dedos longos puxando sua camisa branca e resmungou algo sobre Leo ter roupas demais. Ele a tirou, sentindo sua pele inteira queimar em antecipação e excitação. Ele queria o brasileiro, e o teria em momentos. Ele puxou consigo também a calça preta frouxa, o deixando surpreso ao não ver roupa íntima alguma. Obviamente sem cuecas, ele pensou mordendo o lábio inferior de maneira inconsciente.

Ele correu os olhos pelo corpo abaixo dele. Tinha ainda mais tatuagens escondidas dos olhos de todos, o pescoço repleto de mordidas e chupões que demorariam a sair, os mamilos vermelhos e judiados, o pênis mediano pulsante e melado de pré-sêmen. Deus, ele estava tão apetitoso para Leo naquele momento que ele mal se lembrava do porque haviam brigado instantes atrás.

O argentino abriu o botão e desceu o zíper do jeans claro que vestia, sentindo os olhos verdes lhe encarando com talvez o mesmo desejo que ele sentia. A protuberância presa pela cueca box projetada para frente, Leo esfregou seu pênis no do outro ainda usando a peça íntima, jogando a cabeça para trás. Ele se sentiu mais apertado e gemeu arrastado, se apressando em retirar o tecido restante que separava os corpos.

Os olhos verdes brilharam em luxúria enquanto esperava que o mais velho retirasse as roupas. A pele pálida brilhando de suor com a pouca luz da rua que entrava pela janela. As coxas carnudas e a marca em v da virilha fizeram sua intimidade pulsar em seu estômago, o fazendo desejar ainda mais que os lábios do outro voltassem a sua pele como fazia antes.

Leo lhe sorriu de lado pequeno, segurando suas pernas pelos joelhos enquanto se acomodava entre elas, deixando beijos molhados, mordidas dolorosamente deliciosas e chupões no interior de suas coxas. O argentino não perdeu mais tempo ao levar sua boca ao pênis do brasileiro, o sugando lentamente, sentindo o corpo se contorcer em suas mãos.

As mãos de Neymar agarravam seus cabelos em um apelo por algum amparo, enquanto gemia engasgado e soluçava palavras desconexas em português. Leo sugou e o engoliu até sentir o órgão inchar e clamar para libertar seu gozo, e foi neste momento que o menor o soltou e desceu preguiçoso para seus testículos, deixando toques quase fantasmas e sua respiração ofegante e quente.

O brasileiro começou um gemido de protesto antes de abrir os lábios em um grito mudo para o teto, os olhos arregalados. Leo entrava de uma vez com a língua em sua entrada, o fazendo perder o fôlego e arquear as costas, mas logo o músculo molhado lhe abandonara e Neymar pôde respirar novamente, mas ele mal se lembrava de como. A língua invasora circulava pela sua beirada antes de o penetrar novamente.

Enquanto brincava com a entrada, o mais velho esticou sua mão direita e enfiou na boca aberta do maior três dedos, que foram aceitos de muito bom grado. Quando sentiu que tudo estava úmido o bastante, se separou do outro com um estalo erótico que pareceu ecoar pelos ouvidos quentes e pulsantes de Neymar, que se engasgou um pouco com a falta de contato. Leo olhou para Neymar completamente suado e entregue, o peito subindo e descendo desritmado, os olhos verdes mal conseguiam se manter abertos.

Ainda o encarando, o argentino inseriu devagar um dos dedos molhados dentro do brasileiro, que arqueou as costas com a sensação de ser preenchido novamente. Ele retirou e introduziu o indicador de maneira lenta, o provocando com toda sua demora. Antes que tivesse qualquer pedido, Leo adicionou mais um dedo, levando o moreno a soltar gemidos curtos de desconforto.

O mais velho distribuía beijos suaves em desculpas pela dor no peitoral de Neymar. Pouco depois, começou a mover seus dedos juntos, alargando todo o interior infernalmente quente. Quando sentiu o maior mexer os quadris por mais contato, o terceiro dedo foi introduzido. O de olhos verdes nem sequer parecia ter forças para respirar, sentia sua próstata ser rudemente cutucada e seu orgasmo se aproximando. Ele só sabia soluçar por ar quando as primeiras lágrimas rolaram de seus olhos.

Poucos segundos antes de seu ápice, ele foi completamente abandonado quando Leo se levantou da cama e procurou em sua cômoda o que provavelmente eram camisinhas. O mais novo sentia suas pernas tremerem e temia que fosse morrer caso seu jogador idiota não voltasse para a maldita cama.

-Esqueça, eu quero sentir você.

Ele disse em um sussurrado, vendo quando os pelos do mais velho se eriçaram completamente para ele.

Leo praticamente voou de volta para Neymar, fazendo uma gargalhada brotar no início da garganta do maior. Seu momento de contemplação havia rapidamente se dissipado, vendo o argentino se acomodar novamente entre suas pernas. Ele sentia os olhos negros lhe olhando com tanto desejo que o brasileiro pensou que podia explodir. Leo ainda não havia desviado o olhar quando rudemente cuspiu em seu pênis, rumando cegamente até a entrada onde havia estado momentos antes.

Ele se aninhou ao garoto trêmulo abaixo de si, o abraçando e mordiscando carinhosamente seu pescoço quando começou a penetrar. Assim que a cabeça finalmente estava dentro, Leo se sentia apertado e escorregadio, ele beijou as lágrimas que vieram novamente pela dor do rosto bonito abaixo, se movendo para dentro tão lentamente quanto possível.

O argentino sentia que estava prestes a morrer. Seu corpo estava quente e dolorido e lotado de desejo. Ele era famoso e já havia transado com muitas mulheres e alguns homens, mas ninguém sequer poderia ser comparado a ele. Seu corpo pedia por ele como se dependesse de se enterrar de uma vez para continuar vivendo. Ele soltou um pequeno sorriso quando finalmente cada centímetro seu estava dentro.

Leo continuava lá, parado, até que sentiu um pequeno beijo no espaço entre seu pescoço e seu ombro. Bem ali, naquele momento, ele sentiu todo o autocontrole que reuniu a vida toda se esvair junto com o que restava do álcool em seu organismo. Então ele puxou para fora lentamente e empurrou para dentro de uma só vez, ouvindo o soluço do outro em sua orelha esquerda.

Todo o comprimento entrando em seu corpo devagar e fortemente o estava enlouquecendo. Ele nem sabia mais quem era, sua mente apenas girava entre Leo, Leo e Leo. Só havia ele naquele momento. Neymar sussurrou palavrões nos ouvidos pálidos, muitos em português e alguns em espanhol, chamou por Messi quando o ritmo aumentou e ele estava praticamente sendo surrado pelo argentino.

-Leo, por favor.

Ele choramingou baixinho, quase como se não quisesse nem que uma partícula de poeira ouvisse.

O mais velho socada sua próstata duramente depois disso e em poucos minutos, Neymar havia gozado, apertando Leo. Mal demorou que Leo viesse também, seu pênis pulsando e jorrando para dentro. De olhos fechados, o menor se lembrou então do sorriso sarcástico que havia recebido da primeira vez que se viram, de como ele não havia se intimidado com Leo em momento algum.

Mesmo depois de gozar, seu pênis não amoleceu. Ele pulsou mais por Neymar, apenas por ele. Porque ele era tão fodidamente lindo e Leo sabia que o brasileiro não necessitava dele como os outros que passou, ele poderia jogar Messi fora assim que aquilo tudo terminasse sem se importar se ele era a porra do melhor jogador de futebol do mundo. Isso fez seu pênis continuar pulsando.

Ele ouviu Neymar rir baixinho em seu ouvido e colocar as mãos douradas em suas nádegas brancas, o guiando para dentro de novo. Desta vez, foi mais fácil ainda escorregar para dentro, mas ainda continuava tão apertado quanto antes. O moreno suspirou embaixo de si e Leo moveu os quadris.

Voltaram no mesmo ritmo de antes e em pouco tempo, gozaram juntos novamente. Mas a mente de Leo continuou lhe pregando peças e lhe mostrando todos os momentos em que Neymar estava ridiculamente sexy e quente sem que sequer tentasse ser. E ele continuou duro, gozando e gozando como um louco dentro do outro.

O mais novo já havia perdido as contas naquele momento de quantas vezes havia atingido o orgasmo, somente se concentrando em não desmaiar de exaustão ou de prazer, qualquer um dos dois, seu pênis tão sensível que por Leo meramente o penetrar uma única vez ele já sentia o orgasmo. Não havia sequer uma gota de sêmen para deixar seu corpo. Quando o argentino finalmente acabou, ele caiu exausto ao seu lado na cama e os dois adormeceram quase imediatamente, sem se importar que o sol nascia sobre suas cabeças.

Quando Leo acordou do que ele pensou ter sido o sonho mais quente que tivera em toda sua vida, ele ainda estava no quarto de Neymar, ainda estava pelado e estava sozinho. Ele mal pôde conter o sorriso ao ouvir o barulho do chuveiro. Ele havia mesmo fodido Neymar até seu pênis quase cair e ele gargalhou por muitos segundos antes de se levantar cambaleante e topar diretamente com o masso de cigarros do brasileiro.

Leo pescou um deles e procurou por fogo, se encostando na janela quando já estava aceso. A vista dali era de tirar o fôlego, mais ainda do que a vista do viaduto onde podiam ver a cidade alta. Ali era a última casa de uma rua sem saída, o quarto de Neymar era virado para os fundos onde era possível ver o rio Llobregat ao longe, o sol já queimando sua pele.

Mal percebeu quando o mais novo entrou no quarto novamente, mas tudo tinha cheiro de sabonete e xampu floral. Leo sentiu mãos abraçarem sua cintura e beijos serem salpicados em seu ombro direito ainda desnudo. O menor riu um pouco quando sentiu o maior roçar seu protuberância meio acordada em suas costas.

-Achei que já tinha superado o vício em sexo.

Leo perguntou e deixou seu cigarro ser roubado, observando o brasileiro ao seu lado usando uma camisa branca da seleção brasileira soltando a fumaça pelo lábios bonitos.

-Eu fiz. Você é o primeiro em quase seis anos. Você me desvirginou novamente, merece uma bola de ouro por isso, rei.

Neymar lhe ofereceu um sorriso carinhoso e zombeteiro. O mundo pareceu parar para Leo naquele momento e ele pensou em como havia conseguido transar com aquele ser celestial.

-Por que transou comigo? Pensei que me odiasse.

O argentino perguntou sem rodeios, ainda meio encantado.

-Bem, eu pensei que você era um baixinho idiota que tinha síndrome de deus ou algo assim, mas não pude resistir a suas coxas. Cara, elas parecem com as de um cavalo, eu não consegui desviar os olhos enquanto você treinava.

Leo riu alto dessa vez.

-Do que está rindo, vossa majestade? Se você fosse menos zangão e não estivesse sempre disposto a brigar, você teria notado meus sinais e poderíamos ter transado muito antes.

Neymar comentou, sorrindo vitorioso com o olhar indignado que recebeu em resposta.

-Em minha defesa, eu posso não ter sequer percebido os meus sentimentos, como iria saber dos seus?! Você me expulsou da sua corrida no primeiro dia que nos conhecemos, se lembra disso, minha rainha?

Leo retrucou brincalhão logo em seguida. O quarto ficou completamente silencioso por um tempo antes que ambos gargalhessem juntos. Bem ali, naquele clima delicioso de algo, ambos se arrumaram para o treino que Leo não estava se importando em chegar atrasado. Eles chegaram juntos na moto mas se separaram para entrar, tentando evitar ao máximo que os outros perguntassem sobre algo que nem eles mesmos sabiam o que era.

O argentino finalmente tinha consciência dos olhos verdes sobre ele durante praticamente todo o treinamento, tentando ao máximo conter o sorriso. Mas então a semana passou correndo por eles entre beijos antes de entrarem separados no Camp Nou e sexo bruto nos chuveiros do vestiário e a partida contra o Inter de Milão havia chegado.

Leo sentiu seu corpo todo vibrar em excitação, era somente ganhar aquele jogo que eles ganhariam o campeonato. Ele tremeu suas pernas propositalmente em preparação e quis que Neymar viesse para ve-lo jogar pelo menos uma vez. Quer dizer, ele havia ido novamente a uma corrida do brasileiro e, assim que Kun e Geri se destrairam o suficiente, Neymar o arrastou para todos os lados, o apresentando para tias e primas de consideração. 'Este é meu rei' ele contou a uma delas e Leo sorriu como um louco.

Ele entrou em campo ainda com a cabeça longe, mas jogou a partida com grande determinação ao imaginar a possibilidade do brasileiro o estar assistindo pela televisão. Barcelona marcava um a um contra o Inter no Camp Nou e, faltando alguns poucos minutos para o início da contagem da prorrogação, Leo marcou o gol da vitória.

Correndo para lado esquerdo do lado do adversário para comemorar com a torcida, bem ali em uma fileira baixa da arquibancada, olhos verdes orgulhoso o encaravam e a linda boca, ele nunca se cansava daquela boca, gritava uma comemoração, provavelmente algum palavrão pelo modo que foi olhado pela mulher ao seu lado.

O argentino mal conseguia acreditar que Neymar estava mesmo ali por ele, o vendo jogar, superando sua fobia por ele. Tão distraído e abobalhado que mal percebera que um dos jogadores adversário estava quase o alcançando e, quando o vez, segurou sua camisa 10 e o socou no rosto, seguindo uma sequência de mais socos quando Messi estava atordoado no chão.

Quando voltou a si novamente, já estava dentro de uma pequena sala e Dani inspeciona, passando o que quer que seja em seu rosto provavelmente destruído. Quando o médico pensou em abrir a boca, alguém entrou na sala como um furacão e logo Neymar estava em todo seu campo de visão. Ele gritou sobre quem era o maldito que machucara seu jogador idiota, ameaçando até mesmo a avó do desconhecido.

Quando Dani finalmente os deixou em privacidade, Neymar já havia se acalmado e agora segurava com mãos trêmulas o rosto cheio de hematomas. Leo fechou os olhos em deleite quando os lábios do outro salpicaram beijos suaves e carinhosos em seus ferimentos, só os abrindo quando sentiu água pingar em seu queixo. Os olhos de sua majestade transbordam todos os sentimento não ditos de medo e cuidado.

-Ei, está tudo bem. Eu estou bem, nada mais vai te machucar aqui.

Leo cantarolou em seu ouvido, sabendo que aquelas lágrimas não eram sobre os ferimentos de Leo, segurando a cintura fina enquanto Neymar deitava a cabeça pesada no ombro do argentino.

-Eu quase infartei quando aquele filho da puta socou você, eu pensei que você era baixo mas que sabia brigar, mas você ficou só lá parado babando igual a um besta olhando pra mim. Foi uma bagunça para tirar ele de cima de você, eu quase atropelei os seguranças para conseguir resgatar meu rei.

Leo soltou uma gargalhada, jogando a cabeça para trás em puro divertimento, sentindo o corpo do brasileiro vibrar, denunciando que também ria.

-Você é inacreditável.

Depois dessa incrível cena melosa e dramática, eles tiveram que sair porque encontraram o responsável pelo rosto de Messi. Neymar apontou uma pequena faca para ele de maneira silenciosa e Leo abaixou o braço erguido, sem saber ao certo onde o brasileiro havia conseguido uma faca.

Eles todos ganharam uma folga e Leo foi praticamente obrigado por Dani e Neymar a passar boa parte dos dias vagos na casa deles, mas o argentino se irritou no segundo dia e arrastou os irmãos, Kun e Geri para sua casa. Neymar resmungou dentro do carro do menor o caminho todo algo sobre namorado capitalista e sentir falta de rajada, sua moto.

E foi assim que Brasil e Argentina se juntaram em um casamento, a copa que se seguiu um completo desastre, já que Leo se recusou a voltar para a casa que havia comprado junto a sua rainha se o lugar estivesse com enfeites do Brasil.