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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2022-06-18
Words:
874
Chapters:
1/1
Comments:
8
Kudos:
13
Bookmarks:
1
Hits:
153

tudo sobre amar você

Summary:

Beijar Baekhyun era como o primeiro gole de água fria num dia quente como inferno, e beijar Mark era como saborear dos mais frescos dias de outono.

Notes:

fumei maconha e decidi escrever uma markbaek sobre uma ideia que tive uns dias atrás,,, não ia postar por pura preguiça, mas decidi que gostei demais do resultado pra manter só pra mim. quase ninguém vai ler, eu sei disso, mas agradeço muito aos aventureiros 💚

(p.s.: na minha cabeça, a história se passa em algum lugar aqui no interior da bahia)

Work Text:

 Mark entrou no quarto nas pontas dos dedos, o chão de linóleo gelado demais pros pés mornos suportarem, corpo coberto apenas por uma camiseta larga do namorado e um par de calcinhas largas.

 Gostava de como a luz alaranjada irradiava por sua janela nos fins de tarde veranis, mas amava muito mais vê-la beijar a pele das costas de Byun Baekhyun que, deitado de bruços na cama, parecia sereno e lindo.

Ficou a fita-lo por alguns segundos, pés tocando de todo o chão porque precisava de apoio. Baekhyun era lindo de um jeito ímpar, olhos e lábios pequenos — quase tudo nele era pequeno, mas, para Mark, ele sempre seria enorme.

 Acabou sendo pego observando, porém, sentindo o momento exato em que as orelhas começaram a esquentar: ainda ficava nervoso ao ser olhado de volta com tanta intensidade, mesmo que já fizesse tantos meses desde a primeira vez.

 Baekhyun soltava barulhos incompreensíveis, de satisfação, se movendo na cama até estar sentado no centro dela, pálpebras pesadas de preguiça e lábios esticados num sorriso terno, carinhoso como só ele conseguia ser.

 — Sabe que tu fica uma graça vestindo roupa minha, né? — Baekhyun falou, a voz rouca pelo recente e longo desuso. — Eu dava qualquer coisa pra tu ficar assim o dia todo, passeando pela minha casa com uma blusa minha e só.

 — Oxe, deixe disso — Mark retornou, voltando a andar em ponta de dedo até alcançar a beirada da cama, mãos então sendo espalmadas nos lençóis florais, seguidas dos joelhos desnudos do garoto que pôs-se a engatinhar. Quando alcançou as pernas do namorado, adiantou-se em sentar no colo dele, de frente, montando nele. — Tenho uma surpresa pra tu.

 Enquanto falava já foi segurando o pulso de Baekhyun, puxando-o na direção da própria peça íntima; lábios presos entre os dentes pra esconder o sorrisinho tímido, mesmo que as bochechas afogueadas já o tivessem entregado.

 Mas estava, acima de tudo, ansioso pra saber o que o namorado diria, como reagiria, por isso segurou a barra da calcinha que vestia com a mão livre e, com a outra, fez Baekhyun tocar seu monte de vênus com as pontas dos dedos.

 Então ele sentiu a pele áspera como que com pêlos recém aparados contra os próprios dedos, por cima dos de Baekhyun. E foi delicioso ver os olhos dele ficando presos no exato lugar em que suas mãos se tocavam, por baixo da roupa.

 — Tu sabe que eu não me importo, né? — Perguntou só pra checar o que já sabia, agora olhando nos olhos cor de bala de café de Mark.

 — É porque tu não se importa que me dá vontade de fazer, de facilitar pra tu…

 Mark gostava de agradar e Baekhyun sabia como mais ninguém no mundo, por isso nunca o repreendia quando percebia que o namorado podia estar se esforçando demais, as vezes levando-o à exaustão. Ele só recebia tudo o que Mark oferecesse de bom grado, feliz e satisfeito.

 — Deixa eu ver — pediu baixo, um sussurro.

 Mark sentiu os dedos alheios se movendo sobre a pele, dentro da calcinha, assim que tirou a própria mão para segurar a barra da camisa larga que ainda vestia, levando-a aos próprios dentes.

 Baekhyun não tinha pressa porque queria apreciar a visão, queria saborear cada ínfimo instante olhando aquele garoto bonito em seu colo, montando-o de um jeito gostoso e adorável . Mas queria sentir, queria ver e cheirar e saborear na ponta da língua, tudo que tinha direito.

 Desceu a fronte da calcinha de Mark apenas o suficiente pra tocar-lhe o clitóris com o polegar, arrancando um suspiro trêmulo da boca seca do namorado.

 Queria beija-lo, mas nem por isso se apressou ao olha-lo tão de perto. Mark realmente tinha se depilado, pele dourada a mostra, livre de pelos; boa de sentir na ponta dos dedos; boa de sentir na superfície da língua.

 Retirou o polegar só pra substitui-lo por dois dedos da mesma mão, a outra se ocupando em tirar a barra já babada da camisa da boca de Mark, também a substituindo, mas pela própria boca.

 Beijar Baekhyun era como o primeiro gole de água fria num dia quente como inferno, e beijar Mark era como saborear dos mais frescos dias de outono. Os lábios se encaixavam; línguas se tocando dentro e fora das bocas; estalos molhados e suspiros, respirações pesadas, sendo a trilha sonora dos dois.

 — Quero que tu sente na minha cara hoje — Baekhyun instituiu e Mark sentiu as coxas enrijecendo, nervosas.

 E ele sentou. Teve a boca de Byun Baekhyun por todo pedaço de pele exposta, dos seios roliços, pequenos, à buceta recém depilada só pra ele — inferno , Mark delirava de vontades de fazer tudo por ele.

 E fazia: quando gemia o nome do namorado naquele tom desesperado, puxando os cabelos escuros com dedos espertos; quando sentava e quicava nele até que os dois se transformassem numa bagunça de gozo e prazer; quando deitava no peito largo de Baekhyun ao cair da noite e o ouvia falar sobre o dia, sobre o tempo e sobre como a Bahia tava quente como a porra.

 Era bom amar, mas era melhor ainda gostar um do outro como gostavam. Queriam e podiam e faziam tudo ao alcance pra chegarem juntos ao final do dia.

 E valia a pena.