Chapter Text
Tudo estava tão bem, tão calmo. Dois anos se passaram desde a última vez que tiveram que lutar contra algum inimigo. Red Diamond havia partido ninguém sabia para onde e não tiveram mais notícias. Homeworld estava prosperando no comando das próprias gems e também das diamantes amarelo, azul e cinza, que faziam praticamente qualquer coisa que Steven pedisse delas.
Obviamente foi uma surpresa quando um enorme injetor modificado aterrissou na colina do farol juntamente com uma irritada gem rosa choque, que por alguma razão atacou Steven, Garnet, Amethyst e Pearl. A joia daquele gem era um coração rosa de cabeça para baixo e ela tinha poderes elásticos que a tornavam esguia e imprevisível.
Havia se passado muito tempo desde sua última batalha, os tempos de paz deixaram todos relaxados e suas habilidades de luta enferrujadas. A tal gem rosa choque empunhou uma foice de energia e atacou, mas quando estava prestes a acertar as Crystal Gems, algo a parou.
Uma grande criatura semelhante à um lobo segurou a foice entre suas grandes presas. Seu tamanho e porte juntamente com a distribuição dos pelos lembravam os de um bisonte. Possuía pelagem vermelho escuro com mechas mais claras espalhadas; grandes chifres que saíam das têmporas para o céu levemente curvados para trás, como os dos bodes das montanhas; quatro olhos cada um com duas íris e pupilas, sendo as íris bicolores em dois tons de vermelho; a pelugem próxima à cabeça era espessa e grande como uma juba, que ia se modificando até chegar as patas traseiras, se tornando menor, porém ondulada como lã; três longas caudas balançavam de forma aleatória e independente tendo espinhos de cristal vermelho em suas pontas; as patas dianteiras lembravam mãos humanoides com garras misturadas à patas felinas e as traseiras eram cascos largos como os de bois.
PEARL: Red? — perguntou surpresa, paralisada no lugar com sua lança em punho.
A criatura olhou para a pérola momentaneamente e então fechou completamente a boca, quebrando a foice, cuja a lâmina de energia se desfez.
— Ah, vocês tem um bichinho, é? Que gracinha! — a gem rosa choque disse de forma debochada e raivosa. — Deixa eu te dar um abraço — envolveu os braços e pernas ao redor da criatura como se fossem cordas vivas — bem apertado.
A fera rugiu ao sentir o aperto e placas vermelhas e pontudas como espinhos se ergueram em suas costas, ferindo a gem que a atacava.
A gem rosa choque soltou a criatura e pulou para longe.
— Mas o que é essa coisa? — gritou enquanto olhava transtornada para os cortes em sua forma.
A fera rugiu em sua direção e se ergueu sobre os cascos mostrando todo o seu tamanho enquanto asas de cristal surgiam às suas costas e um brilhante diamante vermelho reluzia em seu abdômen.
AMETHYST: É mesmo a Red!
STEVEN: Ela... está corrompida? — perguntou se juntando às gems.
GARNET: É o que parece.
— Uma diamante? Uma diamante virou essa coisa? — a invasora perguntou incrédula e assustada ao mesmo tempo.
Pearl olhava da fera que Red havia se transformado para a gem rosa choque.
PEARL: Red! Não a quebre! — pediu o mais alto que pode para se fazer ouvir, apesar de achar que a audição da diamante estava mais aguçada do que antes.
Red não olhou para Pearl, penas voltou a ficar sobre as quarto patas e cessou seu rosnado. Seus olhos estavam fixados na gem rosa choque, que tremia levemente.
De repente, uma bolha vermelha envolveu a gem elástica, que desesperadamente começou a tentar sair. Red assentiu com a cabeça como se estivesse satisfeita e se sentou como um cão, diminuindo um pouco o seu tamanho até estar na mesma altura de Garnet, ao menos sentada.
Por alguns minutos, as gems e Steven ficaram observando Red em sua forma corrompida, que não tirava seus olhos da gem invasora, se debatendo furiosamente de diversas formas para escapar da bolha vermelha ao seu redor.
Aos poucos, pé ante pé, Steven se aproximou com Pearl logo atrás, ainda empunhando a sua lança.
STEVEN: Tia Red? — disse em um tom suave e hesitante.
Red virou sua cabeça na direção do garoto e farejou o ar algumas vezes, então se levantou e continuou farejando enquanto se aproximava de Steven.
PEARL: Não se mova — aconselhou antes de sair das costas de Steven e ficar à sua frente.
Logo, o focinho vermelho terra de Red estava há um centímetro da ponta do nariz de Pearl, os quatro olhos focados nos dois da pérola de forma intensa. De repente, uma lambida leve e rápida. Pearl fechou os olhos e ficou tensa ao sentir a textura e umidade da língua da diamante passar por seu queixo, boca e nariz.
Amethyst tentou segurar a risada, mas foi muito para ela. Mesmo Steven e Garnet não podiam esconder os pequenos risos.
Pearl abriu os olhos e focou a fera à sua frente, que parecia inocentemente alheia ao seu desconforto. Ela colocou sua lança de lado com sua mão esquerda, lâmina para o alto e base apoiada no chão, enquanto com a mão direita retirava um lenço de sua joia e limpava o rosto.
PEARL: Não faça isso de novo — disse zangada e as orelhas de Red se abaixaram, só naquele momento a pérola notou as orelhas, pois se misturavam muito bem à juba vermelha.
PERIDOT: Ai minhas estrelas! É a Red Clod?! — disse se aproximando com Lapis e Bismuth.
LAPIS: Ela te deu uma lambida? — perguntou apontando o lenço na mão de Pearl.
AMETHYST: Foi hilário! — disse rindo enquanto Pearl apenas corava.
BISMUTH: Então é ela mesmo? — Perguntou desconfiada e preocupada.
PEARL: Sim, é ela, mas... Não sei o quanto dela, para dizer a verdade.
GARNET: O que quer dizer Pearl? Acha que ela pode ser uma ameaça?
PEARL: Se não tomarmos cuidado, sim, eu acho.
PERIDOT: Estamos falando da Red. Se ela está corrompida e não saiu destruindo a cidade, então ela é tranquila. A única gem corrompida tranquila — disse enquanto andava confiante na direção de Red, que apenas a observava.
Peridot parou bem de frente à diamante e colocou ambas as mãos na cintura, como se estivesse à espera de um cumprimento ou saudação. Red abaixou sua cabeça e farejou o cabelo da gem verde e depois voltou sua atenção novamente para Pearl.
PERIDOT: Viu? Nada. – Nem um ‘oi’?! Podia ao menos ter abaixado o suficiente para eu te fazer um cafuné! — reclamou indignada e de forma barulhenta, mas ainda assim foi ignorada pela diamante. — Ora sua...
PEARL: Peridot! — tentou alertar e segurar a gem menor, mas esta foi mais rápida e chutou uma das patas dianteiras da diamante.
Red rugiu alto e forte na direção de Peridot de forma que apenas as ondas sonoras foram o bastante para jogar a gem verde par longe. Apesar do susto, a diamante não fez nada além disso e em seguida apenas se sentou voltando a olhar para a gem presa em sua bolha.
LAPIS: Sua idiota! Ela podia ter arrancado a sua cabeça e triturado a sua gem!
PERIDOT: Mas tudo o que ela fez foi gritar. O que prova o meu ponto dela ser tranquila — disse se reerguendo como se nada tivesse acontecido.
GARNET: Tranquila se não for provocada. Essa é a Red.
BISMUTH: Quem é aquela? — perguntou apontando para a grande bolha vermelha e a gem rosa choque que ainda se debatia em seu interior.
PEARL: Ela é Spinel. Ela era a amiguinha de brincar de Pink. Passavam eras juntas no Jardim de Pink.
AMETHYST: E qual o problema dela com a gente?
PEARL: Eu não sei. Não a vejo há 6000 anos.
Red se levantou chamando a atenção de todas, andou até o injetor o farejando e rosnou para a máquina. Spinel começou a rir dentro da bolha; uma risada maníaca e cruel.
SPINEL: Ah, parece que alguém notou o meu brinquedinho!
PEARL: O que é essa coisa, Spinel?
SPINEL: Oh, por que não pergunta para a sua diamante de estimação? Ela parece saber o que é — disse rindo.
PERIDOT: Não precisamos dela! Vamos descobrir o que é sozinhas. Precisamos de equipamento.
BISMUTH: Só dizer.
GARNET: Vamos ajudar. Pearl, Steven, fiquem aqui com Red e Spinel.
STEVEN: Pode deixar.
Pearl e Steven dividiam sua atenção entre Spinel e Red. A rosa choque parecia ter desistido de tentar escapar da bolha da diamante, enquanto esta rodeava o injetor de forma inquieta.
STEVEN: O que será que ela quer fazer? — perguntou observando o vai e vem da diamante.
PEARL: Descobrir um modo de tirar essa coisa do solo? Ou saber o que está fazendo?
SPINEL: Essa coisa estúpida nunca vai entender... — começou dizendo, mas sua fala foi interrompida por um uivo da diamante, porém diferentemente de um uivo de lobos terrestres, o som era mais grave como o de uma corneta. — Não pode ser...
O injetor começou a se mover, as pás de apoio se esticaram enquanto a broca parava de girar e era puxada do solo. No buraco deixado pela máquina havia uma piscina de um liquido rosa neon, nitidamente tóxico, o qual a diamante farejava ao mesmo tempo que rosnava baixo, como se não estivesse gostando do que via.
SPINEL: Como ela descobriu?! — perguntou incrédula e aborrecida.
Steven olhou para Spinel e levantou as mãos junto com os ombros indicando que não tinha ideia. Pearl se aproximou da piscina brilhante e Steven fez menção de segui-la, mas a diamante deu uma espécie de latido misturado com um rugido na direção do garoto.
PEARL: Eu acho que é para você ficar longe — disse para Steven enquanto continuava a se aproximar.
Dentro da bolha vermelha, Spinel fez uma corneta com sua mão esquerda e soprou fazendo o som que reativaria o injetor, porém nada aconteceu.
SPINEL: Essa maldita bolha está atrapalhando!
STEVEN: Spinel, por que quer tanto machucar a gente?
PERIDOT: O que vocês fizeram? — perguntou ao chegar com uma caixa metálica parcialmente flutuando por seus poderes parcialmente sendo carregada pelas asas de água de Lapis.
PEARL: Red desativou o injetor. Parece que estava colocando alguma substância tóxica no solo — disse se afastando um pouco da diamante, que continuava a rosnar e circular a piscina rosa neon.
LAPIS: Ela desativou a máquina? — perguntou enquanto ela e Peridot pousavam a caixa no chão.
STEVEN: É. Antes da Spinel começar a atacar a gente, ela transformou a mão dela em uma corneta e fez um som que ativou o injetor. De algum modo Tia Red descobriu o som de desativação.
PERIDOT: Talvez o cristal no topo emita algum tipo de frequência que nós não podemos ouvir, mas ela consegue na sua condição atual. – Mesmo assim precisamos saber o que é esse líquido rosa...
Peridot parou de falar ao ver a diamante aumentando o seu tamanho para um tão grande quanto o próprio injetor. As gems tiveram que correr para um lado, afim de evitar serem acertadas pelas caudas ou cascos de Red.
PERIDOT: Mas o que essa tonta pretende fazer agora?
PEARL: Eu acho que ela vai beber o líquido.
PERIDOT: O que? Mas nem sabemos o que é?
GARNET: Nós não, mas ela deve saber.
PEARL: É possível. Ela não queria que Steven se aproximasse muito, mas não reagiu mal quando eu me aproximei.
AMETHYST: Ela nunca vai reagir mal para você, Pearl!
PEARL: Se ela achasse que fosse algo perigoso para mim, iria.
Como Pearl previra, Red começou a beber a substância rosa neon com avidez, como se estivesse praticamente morrendo de sede e aquilo fosse a única coisa que poderia salvá-la.
PEARL: Eu gostaria que ela tivesse parado com essa mania de engolir os problemas — comentou para si recordando diversas outras situações que a diamante apenas engoliu algo para se livrar do objeto ou ser.
Alguns minutos depois, Red diminuiu de tamanho e adentrou a cratera causada pelo injetor. As gems se aproximaram e viram que a maior parte da substância rosa já havia sido ingerida pela diamante, mas uma parte penetrara de forma mais profunda no solo e Red parecia querer cavar atrás do líquido.
Lapis suspirou ao ver a cena, era obvio que a diamante não conseguiria alcançar a toxina daquela forma. Concentrou seus poderes no líquido rosa neon e tentou fazer seu fluxo reverter, sair do solo e voltar a superfície.
Ao ver o líquido se acumular novamente em uma espécie de bolha flutuante, Red imediatamente voltou a beber o líquido até a última gota que Lapis pode recuperar.
BISMUTH: Ainda temos um injetor cheio dessa toxina e uma gem maluca para dar conta — disse olhando ao redor depois que Red terminara de beber seja lá o que fosse o líquido rosa neon injetado no solo.
GARNET: Agora podemos fazer isso com calma. Red parou o injetor e bebeu o que foi liberado, então temos tempo.
Red diminuíra seu tamanho, até o menor que já apresentara e andou até Pearl, se deitando aos seus pés.
AMETHYST: Será que ela está mal?
Pearl se abaixou para olhar os quatros olhos da diamante, que pareciam querer fechar. Fora isso, a pérola não via nenhum sinal de desconforto em Red.
PEARL: Acho que ela está com sono — disse e a diamante deu uma lambida rápida em sua mão livre, pois a outra ainda segurava a sua lança.
STEVEN: Acho que ela confirmou — disse rindo sendo seguido por todos
GARNET: Pearl, por que não leva Red para o Templo? Nós cuidamos do resto por aqui.
PEARL: Mas e quanto à Spinel? Eu sou a única que a conhece — disse se levantando.
As caudas de Red bateram unidas no solo, criando uma linha de choque que atingiu sua bolha fazendo a forma física de Spinel se desfazer, então a bolha adaptou seu tamanho ao redor da gem rosa em formato de coração.
PEARL: Red!
A diamante rolou no chão ficando de barriga para cima, em um comportamento típico dos cachorros quando seus donos estavam bravos.
GARNET: Agora você não tem mais desculpas — disse rindo.
PEARL: Garnet, não a incentive.
AMETHYST: Geez, Pearl! Ela nem deve saber o que fez.
PEARL: Ela sabe muito bem o que fez. Talvez apenas não do mesmo jeito que saberia se estivesse normal, mas sabe.
Red ainda estava deitada de barriga para cima, seu diamante cheio de rachaduras à mostra mesmo em meio à rebelde e mista pelugem que recobria seu corpo. Ela se remexeu de um lado para outro, como se tentasse fazer graça para Pearl.
A pérola não conseguiu manter-se sisuda por muito tempo e suas feições transpareceram o carinho que tinha pela diamante vermelho.
PEARL: Muito bem. Vem comigo sua palhaça — disse enquanto fazia sua lança sumir e começava a descer a colina.
Red se ergueu rapidamente ao ouvir as palavras de Pearl e a seguiu ao seu lado, trotando claramente alegre com a situação.
Chegando à casa na praia, Pearl olhou ao redor pensando onde seria o melhor lugar para a diamante repousar. A casa havia sido renovada algumas vezes durante os dois anos que Red ficara fora, mas ainda era limitada em espaço.
O melhor lugar talvez fosse o quarto de Amethyst, porém não queria Red longe dela e desconfiava que a própria também não. Suspirou profundamente, convencida de que não havia outra alternativa além de seu quarto. As fontes de nada serviriam, mas era um ambiente calmo, além disso, agora possuía um quarto de verdade, uma mistura de quarto com estúdio, mas lhe servia muito bem e achava que a diamante também ia gostar.
Pearl abriu a sua porta do Templo e entrou sendo seguida de perto por Red, que farejava todo o ambiente. A diamante olhava ao redor com interesse e certa confusão, o que fazia Pearl se questionar se Red não estaria se lembrando do lugar ou ao menos achando familiar.
Andaram pelo caminho à sua direita até alcançarem a entrada na rocha que antes estava completamente vazia, mas agora possuía uma porta ativada por toque como as de Homeworld, porém, ao invés do símbolo das diamantes, a porta exibia um aro circular branco com algumas linhas que formavam o miolo de uma rosa, cada polígono formado pelas linhas sendo de uma cor: azul, vermelho e roxo na parte mais externa e rosa alaranjado ao centro.
Pearl tocou a rosa colorida, fazendo a porta se abrir revelando as paredes rochosas do interior do templo cobertas com painéis e alguns quadros de horários. Haviam mesas juntas às paredes abaixo dos quadros com papeis, materiais de escrita e de pintura. Na parede oposta à porta, havia uma cama de casal com vários travesseiros e uma colcha azul claro, ao lado havia uma escrivaninha com um laptop em cima.
Apesar de tudo, ainda existia um grande vazio no meio do aposento e a decoração praticamente era inexistente. Não havia quadros de pintura, nem fotografias, nem tapetes ou qualquer outro tipo de adorno de forma geral. Dessa forma, mesmo Red sendo uma criatura de quase um metro de altura e ao menos um e meio de comprimento, sem contar as caldas, havia espaço suficiente para acomodá-la. No entanto, a pérola não tinha em si para apenas deixar que a diamante deitasse diretamente no chão e tinha suas dúvidas se a cama suportaria o peso da fera.
Trouxe de sua gem um colchão do mesmo tamanho do que estava em sua cama, forrado com uma capa cinza, e o colocou encostado à uma parede o mais próximo possível da cama, no canto oposto às mesas e painéis. Red sentara no centro do quarto e observava Pearl ajeitando a sua cama. Viu com interesse o surgimento de várias cobertas de diversas cores, as quais, cada uma, a pérola esticava sobre o colchão.
PEARL: O que acha? — perguntou se virando para a diamante e quase esperando receber uma resposta verbal. Quando esta não veio e tudo o que ela recebeu foi uma virada de cabeça curiosa, ela tentou outra abordagem. — Suba aqui. Experimente — incentivou indicando a cama que preparara.
Red se levantou e se aproximou de Pearl devagar, olhando da gem albina para os cobertores sobre o colchão, como se tentasse compreender o que era esperado dela. A diamante chegou até Pearl e passou a olhá-la, esperando.
Pearl bufou levemente e cobriu o rosto com as mãos. Aquilo ia ser mais difícil do que ela previra. Ela se sentou em uma ponta do colchão e bateu levemente sobre ele chamando Red.
O gesto pareceu fazer sentido para a diamante, que rapidamente subiu na cama improvisada, cheirou e rodopiou por algumas vezes até se deitar com a cabeça repousando no lugar que Pearl batera.
A pérola sorriu ao ver que o objetivo do momento havia sido alcançado. Observou a forma transformada da diamante com pesar, mas também com afeição. Ela estava bem. Estava de volta. Red, sua Fera, havia voltado como o prometido.
Red deu um rápido suspiro e relaxou todo o corpo. Seus quatro olhos começavam a pesar, mas parecia não querer ser dominada pelo sono. Pearl começou a acariciar o topo da cabeça da fera entre seus chifres, atrás das escondidas orelhas e o caminho do focinho. A diamante adormeceu, mas os carinhos continuaram por um bom tempo, afinal Pearl não queria que Red tivesse um pesadelo naquela forma, ao menos era o que dizia para si mesma.
