Chapter Text
“Os invejosos só invejam algo que no fundo eles queriam ter. Eu particularmente a invejo todos os dias, por causa dele. ”
- Eu.
A inveja podia se tornar uma coisa que corromperia e destruiria as pessoas, amores e famílias.
Que destruiria possivelmente uma amizade para sempre.
Mais não era da inveja que ela tinha medo. Era dela. Dos seus sentimentos.
Do medo que um dia Mal descobrisse e que ela não entendesse que era apenas uma inveja inofensiva, algo que ela apenas admirava e também queria. Algo que eventualmente acabava por acontecer entre amigas. Mais aí estava o problema, a inveja não era inofensiva e a prova disso era a sua mãe e como a sua história tinha acabado.
Sozinha. Amargurada. Como um espelho quebrado.
E Evie tinha se prometido desde que tinha aprendido o conceito de felizes para sempre que nunca repetiria a mesma história. Que nunca seria a vilã do seu conto de fadas.
Mais primeiro ela tinha que se convencer de que era apenas inveja e não algo mais. Tinha que ser inveja, seria melhor para todos que fosse uma inveja idiota de melhores amigas e a grama do vizinho sempre parecer ser mais verde. Por que a inveja podia ser combatida e o algo mais...
Feixe os olhos e respire. Deixe ir. Esse era o seu mantra nos últimos dias. Deixe ir.
Como tudo isso tinha começado com algo inofensivo? Como um desejo idiota de ter o mesmo pode me transformar nisso? Como eu não posso deixar de me perguntar o que poderia ter sido se fosse eu e não ela?
Mais deveria ser Mal aquela a ter esses tipos de pensamentos. Deveria ser ela a olhar o namorado da melhor amiga e desejar está no seu lugar. Deveria ser ela... Afinal Evie o tinha visto primeiro. Afinal ela era a princesa e amiga perfeita.
E ela ainda podia se lembrar de todas as palavras que o tinha lhe dirigido e todas que ele tinha falado com ela. Elas tocavam sem parar na sua cabeça como um disco quebrado, como se esperasse que de repente acontecesse algo acontecesse, que lhe dessem algum sinal. Qualquer coisa que pudesse mudar a situação atual.
“ – Você me ganhou com o príncipe. – Disse se aproximando de Ben e estendendo a mão. – Evie, filha da rainha do mal. – Olhando seus olhos azuis e sorrindo, sorriso esse que logo foi retribuído. - O que me faz uma princesa voc... – Ela foi interrompida antes que pudesse continuar pela antiga e muito chata namorada dele. Audrey.
- Sua mãe não tem título aqui. – Falou Audrey. – O que te faz... Bem nada. ”
“ – Evie, Evie! – O ouviu gritar o seu nome do final do corredor e o viu correndo até você.
Não pode controlar a si mesma abrindo um belo sorriso quando o viu ofegante na sua frente mesmo com o risco que lhe dessem rugas.
- Eu estava procurando por você. – falou e naquele momento ela jurou que todo o mundo poderia ouvir o seu coração perder uma batida e recomeçar a bater contra o seu peito.
- Você estava? – disse ainda sorrindo.
- Sim. – Respondeu e continuou meio tímido. - Você é muito amiga da Mal, não é?
Se ela não tivesse sido criada pela rainha do mal, se ela não entendesse o conceito de manter as aparências.... Ela poderia ter transformado o seu belo sorriso em uma careta decepcionada. Mais ela era a filha da Queen of evil, ela não fazia caretas decepcionadas e principalmente não para príncipes bonitos.
- Você poderia me ajudar com ela? Eu quero a chamar para sair mais não sei do que ela gosta. – Perguntou com um sorriso esperançoso.
- Sim. – Ela mantinha o sorriso no rosto e enfrentava a situação.
Não importava o quanto ela odiasse.
- Sim eu vou te ajudar com ela.”
Ela se lembrava em como Ben tinha lhe agradecido e depois voltado toda a sua atenção para Mal.
Mal que era a garota interessante. Mal era quem inspirava aventura e perigo. Um desafio.
Um desafio bom demais para ser recusado. E todos sabem que garotos amam desafios.
E Mal teria um encontro incrível graças a Evie.
E depois disso não ouve mais diálogos entre eles. Apenas um oi aqui ou um tchau ali.
E de repente era inegável olhares que ele lançaria para a sua amiga quando ela passava pelos corredores.
E foi então que ela começou a sentir. A inveja.
Inveja dos olhares e aparente inconsciência de Mal sobre o assunto.
Inveja do que eles tinham. Do que ela queria ter.
Então veio a primeira distração. Chad (que obviamente não deu certo por razões que nem precisa listar), o príncipe que a sua mãe provavelmente teria escolhido. Mais ela não era a sua mãe e nem estava mais sobre sua influência.
Ela era mais do que apenas Evie a princesa perfeita que faria tudo por um príncipe.
Ela era a garota de cabelo azul que arrasava na moda e costura, que tirava notas altas e não tinha mais medo de demonstrar as suas reais opiniões. Ela era doce e criativa.
O que nos leva a sua segunda distração. Doug.
Se bem que não podemos chama-lo assim. Ele era bem mais que isso.
Seu doce e adorado Doug, seu amigo mais querido.
Amigo. Por que apesar de terem tentado um relacionamento (era necessário algo mais do que amizade e incentivo) e ter sido ótimo por um tempo. Foi tudo o que foi ótimo.
Sem fogos, sem chamas e sem bruxas más que se transformam em dragões para assombra-los. As vezes ótimo não era o bastante, as vezes ótimo era chato e precisava de emoção.
E Evie não pararia de procurar até encontra o que eles tinham. Até encontrar alguém como ele.
Não era mais inveja ela disse para si mesmo era só admiração, algo que eu devo olhar quando estiver procurando um relacionamento.
Mais no fundo ela sabia que não era inveja e muito menos admiração. Era o resultado de uma pergunta que não conseguia tirar da cabeça. E se...? E se fosse eu e não ela?
Como seria?
Você riria? Me olharia como olha para pra ela? Ou seria maior?
E quando você me beijasse seria como se mil estrelas cadentes descessem do céu naquele momento?
E se... Duas palavras estupidas.
